Bitcoin: R$ 384.499,33 Reais e US$ 77.581,98 Dólares.
Dólar comercial: R$ 5,0006
Dólar turismo: R$ 5,2038
Euro comercial: R$ 5,812
Libra: R$ 6,741
Dólar fecha estável, perto de R$5,00, com expectativa de acordo EUA-Irã
O dólar terminou a quinta-feira praticamente estável no Brasil, colado nos R$5,00, na esteira de uma melhora generalizada dos mercados em todo o mundo em função de rumores sobre uma versão final de um acordo entre EUA e Irã para acabar com a guerra no Oriente Médio.
O dólar à vista fechou com leve baixa de 0,05%, aos R$5,0005. No ano, a divisa passou a acumular queda de 8,90% ante o real. Às 17h03, o dólar futuro para junho -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- subia 0,03% na B3, aos R$5,0100. Até perto das 14h o dólar vinha oscilando entre a estabilidade e leves altas ante o real, enquanto no exterior a moeda norte-americana exibia ganhos ante boa parte das demais divisas, refletindo preocupações com a guerra no Oriente Médio.
Após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar na véspera que poderia esperar alguns dias pelas "respostas certas" de Teerã, nesta quinta-feira uma reportagem da Reuters informou que o líder supremo iraniano, aiatolá Mojtaba Khamenei, determinou que o urânio do país, com grau de pureza próximo ao usado em armas, não seja enviado ao exterior. O destino do estoque de urânio enriquecido é um dos pontos sensíveis nas negociações de paz entre os dois países e, por isso, a determinação de Khamenei foi vista como um endurecimento de Teerã nas negociações de paz.
Pouco depois das 14h, porém, os mercados globais viraram em função de rumores sobre a existência de uma versão final para um acordo entre EUA e Irã. O otimismo renovado fez o petróleo virar para o negativo e os rendimentos dos Treasuries despencarem, enquanto o dólar perdeu força ante as demais moedas. Após atingir a máxima intradia de R$5,0260 (+0,46%) às 9h30, ainda na primeira hora de negócios, o dólar à vista marcou a mínima de R$4,9832 (-0,40%) às 14h20, em meio às expectativas de um acordo.
"O cenário teve alívio após relatos da mídia saudita sinalizarem o anúncio de um acordo de cessar-fogo mediado, com foco na liberdade de navegação, embora ainda sem menção à questão nuclear", disse Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, em comentário escrito. "O alívio externo -- principalmente nos juros longos americanos -- ajudou a conter a força global do dólar e permitiu ao real sustentar as oscilações próximo ao patamar de R$ 5,00", acrescentou.
No campo político, o principal foco de atenção no Brasil ainda é o noticiário sobre as relações entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-dono do Master, Daniel Vorcaro, que está preso. Desde a semana passada, Flávio tem lutado para explicar um pedido de dinheiro a Vorcaro para financiar um filme sobre a história de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso por tentativa de golpe de Estado.
Flávio alega ter buscado recursos privados para o filme, sem oferecer qualquer vantagem em troca. Vorcaro está no centro de um dos maiores escândalos financeiros da história do Brasil, que levou a um desembolso de bilhões de reais do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Durante a tarde, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse em um evento que "ainda vai aparecer muito mais coisa" no caso que envolve Flávio e Vorcaro.
No mercado, um dos receios é de que a candidatura de Flávio ao Planalto siga sendo desgastada pelo escândalo, elevando as chances de reeleição de Lula. No fim da manhã, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 1º de junho. No exterior, às 17h09, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,06%, a 99,196.
Ibovespa fecha em alta apoiado por exterior; Copasa recua
O Ibovespa fechou em alta modesta nesta quinta-feira, marcada por expectativas envolvendo negociações entre Estados Unidos e Irã, enquanto Copasa figurou entre os destaques negativos, após lançar oferta de ações que deve privatizar a companhia.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 0,17%, a 177.649,86 pontos, de acordo com dados preliminares, tendo chegado a 178.546,59 na máxima do dia. Na mínima, mais cedo, recuou a 175.805,16 pontos. O volume financeiro no pregão somou R$23,77 bilhões.
Wall Street avança com possível acordo entre EUA e Irã; Dow Jones fecha em novo recorde
As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta quinta-feira, 21, em sessão marcada por volatilidade após a notícia de que os Estados Unidos e Irã alcançaram uma versão preliminar de um acordo mediado pelo Paquistão. Investidores também ponderaram o balanço da quarta-feira à noite da Nvidia.
O Dow Jones subiu 0,55%, aos 50.285,66 pontos - renovando recorde de fechamento. O S&P 500 ganhou 0,17%, em 7.445,72 pontos, e o Nasdaq encerrou em alta de 0,09%, nos 26.293,10 pontos.
Wall Street operou em queda pela manhã, mas inverteu sinal com a notícia de que um acordo preliminar entre Washington e Teerã deverá ser anunciado nas próximas horas. Segundo o veículo Al Arabiya, o acordo conta com a liberação do Estreito de Ormuz e sanções ao Irã sendo gradualmente suspensas em troca do cumprimento do pacto. As informações prévias, contudo, não citam a questão nuclear, tópico sensível das negociações recentes. Mais cedo, o presidente norte-americano, Donald Trump, disse os EUA vão receber o urânio enriquecido de Teerã e que, provavelmente, vão destruí-lo. "Irã não vai ficar com urânio", enfatizou..
As bolsas europeias fecharam majoritariamente em queda
Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,11%, a 10.443,47 pontos.
Em Frankfurt, o DAX caiu 0,33%, a 24.656,76 pontos.
Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,39%, a 8.086,00 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB recuou 0,03%, a 49.168,70 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 caiu 0,16%, a 18.022,60 pontos.
Em Lisboa, o PSI 20 perdeu 0,22%, a 9.227,99 pontos.
As bolsas asiáticas fecharam sem direção única
Kospi saltou 8,42% em Seul, a 7.815,59 pontos.
Nikkei subiu 3,14% em Tóquio, a 61.684,14 pontos.
Taiex avançou 3,37% em Taiwan, a 41.368,21 pontos.
O Xangai Composto caiu 2,04%, a 4.077,28 pontos,
Shenzhen Composto recuou 2,40%, a 2.800,37 pontos.
O Hang Seng teve queda de 1,03% em Hong Kong, a 25.386,52 pontos.
Na Austrália, com alta de 1,47% do S&P/ASX 200 em Sydney, a 8.621,70 pontos.
Na Nova Zelândia, o NZX 50, teve alta de 0,92% em Wellington a 12.878,07 pontos.
Na Russia, o MOEX Russia Index, teve alta de 0,95% em Moscou a 2.665,42 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve baixa de 0,18% em Bombaim a 75.183,36 pontos.
Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.
