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terça-feira, 19 de maio de 2026

Mercado financeiro Dólar, Ibovespa e Bolsas: 19/05/26

Bitcoin: R$ 383.488,00 Reais e US$ 76.665,00 Dólares.

Dólar comercial: R$ 5,0405
Dólar turismo: R$ 5,2429
Euro comercial: R$ 5,850
Libra: R$ 6,776

Dólar avança sob influência do exterior e após Flávio Bolsonaro admitir visita a Vorcaro

O dólar fechou a terça-feira novamente em alta e próximo dos R$5,05, impulsionado pelo avanço da moeda norte-americana no exterior e pelo cenário político brasileiro, após nova pesquisa eleitoral mostrar queda do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na corrida presidencial. Em novo episódio do escândalo do banco Master, Flávio Bolsonaro confirmou no início da tarde que se reuniu com o ex-dono da instituição, Daniel Vorcaro, em 2025, após o banqueiro ter sido preso pela primeira vez.

O dólar à vista fechou em alta de 0,86%, aos R$5,0416. No ano, a divisa passou a acumular queda de 8,15% ante o real. Às 17h04, o dólar futuro para junho -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- subia 1,01% na B3, aos R$5,0580. A sessão foi marcada pelo avanço do dólar em todo o mundo, influenciado pelo conflito entre Estados Unidos e Irã, mesmo depois que o presidente norte-americano, Donald Trump, adiou um ataque militar planejado para esta terça-feira.

Trump afirmou que há “uma chance muito boa” de um acordo com o país na área nuclear, mas nesta terça-feira disse que os EUA podem precisar atacar o Irã novamente. Neste cenário, o dólar subia ante o real, o peso chileno, o rand sul-africano e o peso mexicano, entre outras divisas de países emergentes.

O avanço no Brasil foi amplificado novamente pelo cenário político. Uma nova pesquisa Atlas/Bloomberg apontou pela manhã que as intenções de voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro turno da disputa pelo Planalto subiram de 46,6% para 47%, enquanto o percentual de Flávio Bolsonaro caiu de 39,7% para 34,3%. Nas simulações de segundo turno, Lula avançou de 47,8% para 48,9%, enquanto o senador caiu de 47,8% para 41,8%.

A queda de Flávio Bolsonaro ocorre na esteira da publicação de reportagem do Intercept Brasil informando que o senador pediu R$134 milhões a Vorcaro para financiar um filme sobre a história de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso por tentativa de golpe de Estado. O parlamentar negou ter cometido qualquer irregularidade, alegando ter buscado recursos privados para o filme sem oferecer qualquer vantagem em troca.

A pesquisa Atlas ouviu 5.032 pessoas entre os dias 13 e 18 de maio. A primeira reportagem sobre a relação entre Flávio e Vorcaro foi publicada pelo Intercept Brasil na tarde do dia 13. A margem de erro é de 1 ponto percentual para mais ou para menos.
No início da tarde desta terça-feira, Flávio admitiu que se reuniu pessoalmente com Vorcaro em São Paulo, após o banqueiro ter tido sua primeira prisão preventiva substituída pelo uso de tornozeleira, no final de 2025.

Em sua justificativa, o presidenciável afirmou que, desde maio do ano passado, Vorcaro deixou de honrar os compromissos que havia assumido para financiar o filme sobre o pai. Segundo Flávio Bolsonaro, o encontro com o banqueiro teve como objetivo colocar um "ponto final" nas tratativas e buscar novos financiadores. Às 12h15, o dólar à vista atingiu a cotação máxima intradia de R$5,0588 (+1,20%), enquanto Flávio Bolsonaro confirmava, em Brasília, ter se encontrado com Vorcaro.

“Dentro do Brasil, (temos) mais um ‘Flávio Day’ que está impactando bastante”, comentou durante a tarde Alexandre Viotto, head de banking da EQI Investimentos, ao justificar o avanço do dólar ante o real.De acordo com Viotto, o mercado esteve “entorpecido” nos últimos meses com a possibilidade de vitória de uma candidatura mais à direita em outubro, o que em tese poderia significar uma mudança de postura do governo na área fiscal. No entanto, o envolvimento de Flávio com Vorcaro alterou o humor dos investidores.

"Quando surgem notícias que fortalecem a perspectiva de reeleição do presidente Lula, há um aumento na percepção de riscos fiscais para os ativos brasileiros e, consequentemente, uma maior exigência de prêmios de risco pelos investidores, movimento que tende a pressionar negativamente a moeda brasileira", disse pela manhã Leonel de Oliveira Mattos, analista de inteligência de mercados da Stonex, em comentário escrito. A avaliação no mercado é de que Flávio Bolsonaro está na defensiva, “esperando acontecer um fato para se mexer”, pontuou Viotto. “Ele está ‘atrás da curva’. Isso é um problema, porque o mercado fica sem saber para onde correr.”

No fim da manhã, sem efeito sobre as cotações, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 1º de junho.

Ibovespa fecha na mínima desde janeiro com exterior desfavorável e cena eleitoral no radar

O Ibovespa fechou em queda nesta terça-feira, em níveis de janeiro, ‌com as ações da B3 entre os destaques de baixa após o anúncio do novo presidente-executivo da companhia. 

O viés negativo na bolsa paulista teve como pano de fundo o recuo nos preços de commodities como minério de ferro e petróleo, bem como aumento nos rendimentos dos Treasuries, além de nova pesquisa eleitoral no Brasil.  Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 1,52%, a 174.278,86 pontos, menor patamar de fechamento desde 21 de janeiro, após marcar 176.973,24 na máxima e 173.543,76 na mínima do dia. O volume financeiro no pregão ⁠somou R$26,4 bilhões.

O Ibovespa chegou a acumular uma valorização de mais de 23% em 2026 até meados de abril (considerando dados de fechamento), quando ‌renovou suas máximas e alimentou expectativas de que romperia a marca inédita dos 200 mil pontos. Agora, soma uma alta de pouco mais de 8%, em correção marcada pela saída de estrangeiros das ações brasileiras.

De acordo com dados da B3, em maio até o dia ‌15, o saldo de capital externo estava negativo em R$9,6 bilhões, excluindo ofertas de ‌ações (follow-ons e IPOs). Abril ainda fechou com saldo positivo de quase R$3,2 bilhões - mas até o dia 15 eram R$14,6 bilhões.
No ⁠ano, a bolsa ainda registra uma entrada líquida de R$46,9 bilhões.

Wall St fecha em baixa com preocupações com inflação elevando rendimentos

Os principais índices de Wall Street fecharam em baixa nesta ‌terça-feira, com o Nasdaq liderando as quedas, depois que o rendimento de referência do Treasury de 10 anos subiu para seu nível mais alto em mais de um ano, devido às crescentes preocupações com a inflação, conforme os preços do petróleo permaneceram elevados e os investidores estavam ansiosos com a falta de um acordo de paz entre os EUA e o Irã. 

O S&P 500 e o Nasdaq, que é um índice de alta tecnologia, marcaram seu terceiro dia consecutivo de quedas, com os investidores realizando lucros após um ⁠rali acentuado que começou no final de março. Os investidores também consideraram a possibilidade de que o próximo passo do Federal Reserve ‌poderia ser o aumento das taxas de juros, se a inflação permanecer alta.

 O Dow Jones Industrial Average caiu 0,65%, para 49.363,88 pontos, o S&P 500 perdeu 0,67%, para 7.353,61 pontos, e o Nasdaq Composite recuou 0,84%, para 25.870,71 pontos.

Seis dos 11 principais setores do S&P 500 terminaram em baixa, com tecnologia e serviços de comunicação  representando os maiores pesos negativos em pontos para o índice de referência. Os rendimentos mais altos geralmente pressionam as ações de empresas de alto crescimento porque suas avaliações dependem muito das expectativas de lucros futuros.

As bolsas europeias fecharam sem direção única

Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,07%, a 10.330,55 pontos. 
Em Frankfurt, o DAX subiu 0,49%, a 24.428,17 pontos. 
Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,07%, a 7.981,76 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB recuou 0,65%, a 48.354,89 pontos. 
Em Madri, o Ibex 35 caiu 0,32%, a 17.697,70 pontos. 
Em Lisboa, o PSI 20 teve alta de 0,19%, a 9.160,30 pontos. 

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única 

O índice sul-coreano Kospi tombou 3,25% em Seul, a 7.271,66 pontos, 
O japonês Nikkei recuou 0,44% em Tóquio, a 60.550,59 pontos, 
Taiex cedeu 1,75% em Taiwan, a 40.175,56 pontos.
Na China continental, o Xangai Composto subiu 0,92%, a 4.169,54 pontos, 
Shenzhen Composto avançou 0,51%, a 2.877,17 pontos. 
O Hang Seng em alta em Hong Kong, de 0,48%, a 25.797,85 pontos.
Na bolsa australiana, com alta de 1,17% do S&P/ASX 200 em Sydney, a 8.604,70 pontos. 
Na Nova Zelândia, o NZX 50, teve alta de 1,66% em Wellington a 12.974,32 pontos. 
Na Russia, o MOEX Russia Index, teve baixa de 0,11% em Moscou a 2.665,40 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve baixa de 0,15% em Bombaim a 75.200,85 pontos.

Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.

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