image

image
Obrigado pela visita! volte sempre..

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Mercado financeiro Dólar, Ibovespa e Bolsas: 18/05/26


 Bitcoin: R$ 385.030,00 Reais e US$ 77.132,65 Dólares.

Dólar comercial: R$ 4,9980
Dólar turismo: R$ 5,2067
Euro comercial: R$ 5,824
Libra: R$ 6,748

Dólar volta a fechar abaixo de R$5,00 após Trump adiar ataque contra o Irã

O dólar fechou a segunda-feira em queda firme e novamente abaixo dos R$5,00, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter anunciado o adiamento de um ataque militar programado para a terça-feira contra o Irã.

Em sintonia com a baixa da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes, o dólar à vista fechou em baixa de 1,34%, aos R$4,9987. No ano, a divisa passou a acumular queda de 8,93% ante o real. Às 17h04, o dólar futuro para junho -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 1,17% na B3, aos R$5,0150.

 O dólar cedeu durante toda a sessão no Brasil, com os investidores promovendo ajustes técnicos após a disparada da ‌última semana e reagindo ao recuo da divisa ante ‌outras moedas no exterior."O dólar subiu demais com o caso do (senador) Flávio Bolsonaro. ⁠Houve uma alta agressiva, e hoje está tendo um ajuste, com a melhora do ambiente também no exterior", disse no início da tarde o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik.

Na semana passada, uma reportagem do Intercept Brasil havia informado que Flávio pediu ao ex-dono do banco Master, Daniel Vorcaro, R$134 milhões para bancar um filme sobre a vida de seu pai, ‌o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado. Flávio Bolsonaro nega ter cometido ‌qualquer irregularidade e alega ter ⁠buscado recursos privados para ⁠um filme sobre a história do pai, sem oferecer vantagens em troca.

O viés de baixa para o ⁠dólar nesta segunda-feira foi intensificado no fim da ‌tarde após Trump informar pelas ‌redes sociais o adiamento de um ataque militar contra o Irã que estava programado para terça-feira. Ainda que não haja uma solução para o conflito, que segue prejudicando o tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz, o anúncio de Trump trouxe certo alívio ⁠para os investidores, que temem o fim do cessar-fogo entre os países.

"O câmbio passa por um ajuste técnico e testa o patamar de R$5,00, monitorando também o alívio temporário no exterior trazido pelos sinais de distensão entre EUA e Irã, que chegaram a arrefecer os preços das commodities na parte da tarde", ‌pontuou Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, em comentário escrito.

Às 16h45, já após o anúncio de Trump, o dólar à vista atingiu a cotação mínima de R$4,9957 (-1,40%), para depois ⁠fechar pouco abaixo dos R$5,00. O recuo esteve em sintonia com a baixa da moeda norte-americana ante outras divisas de emergentes, como o peso chileno, o rand sul-africano e o peso mexicano. Às 17h11, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes -- caía 0,38%, a 98,978.

No mercado de câmbio brasileiro, ficou em segundo plano a divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que caiu 0,7% em março ante fevereiro na série com ajustes sazonais. O resultado foi pior que a retração de 0,2% projetada por economistas ouvidos pela Reuters. Na comparação com março do ano passado, houve ganho de 3,1% pela série sem ajustes.

No fim da manhã, sem efeito sobre as cotações, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 1º de junho.

Ibovespa fecha abaixo dos 177 mil pontos pressionado por Vale

O Ibovespa fechou com ‌um declínio modesto nesta segunda-feira, pressionado principalmente pela Vale, em dia de queda dos contratos futuros do minério de ferro na China, enquanto a Petrobras abandonou o sinal negativo e avançou, com os preços do petróleo retomando a alta no exterior. 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,17%, a 176.975,82 pontos, após marcar ⁠175.811,33 na mínima e 177.329,88 na máxima do dia. O volume financeiro somou R$24,19 ‌bilhões.

 Desde meados de abril, quando o Ibovespa renovou recordes e alimentou expectativas de bater a marca inédita de 200 mil pontos, a bolsa paulista tem experimentado uma ‌correção, com a perda desde então somando quase 11%. Como ‌pano de fundo está o fluxo negativo de estrangeiros, com maio registrando saída ⁠líquida de quase R$3,9 bilhões até o dia 14, conforme dados da B3, excluindo ofertas de ações (follow-ons e IPOs). Abril ainda fechou com saldo positivo de quase R$3,2 bilhões - mas até o dia 15 eram R$14,6 bilhões.

Wall Street fecha mista após impasse em negociações entre EUA e Irã

Os principais índices acionários de Wall Street fecharam sem uma direção única nesta segunda-feira (27), após autoridades dos Estados Unidos terem cancelado uma viagem ao Paquistão no fim de semana, que tinha como foco negociações de paz com o Irã.
Um oficial iraniano alertou que o Estreito de Ormuz “em hipótese alguma” retornará ao estado pré-guerra.

O Dow Jones caiu 0,13%, para 49.167 pontos. O Nasdaq e o S&P 500 atingiram novos recordes de fechamento, com o índice de tecnologia subindo 0,20%, para 24.887 pontos, e o S&P 500 ganhando 0,12%, a 7.173 pontos.

O petróleo WTI para junho, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), fechou em alta de 2,09%, a US$ 96,37 o barril. Já o Brent para julho, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), subiu 2,58%, a US$ 101,69 o barril.

Com o conflito se aproximando dos dois meses, o Goldman Sachs elevou as projeções para o preço do petróleo no quarto trimestre deste ano para US$ 90 o barril para o Brent, ante os US$ 80 previstos anteriormente. O banco prevê o WTI a US$ 83 o barril, contra US$ 75 anteriormente.

As bolsas da Europa fecharam majoritariamente em alta 

Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 1,26%, a 10.323,75 pontos. 
Em Frankfurt, o DAX subiu 1,24%, a 24.247,58 pontos. 
Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,44%, a 7.987,49 pontos. 
Em Milão, o FTSE MIB recuou 0,91%, a 48.669,05 pontos. 
Em Madri, o Ibex 35 registrou alta de 0,54%, a 17.718,30 pontos. 
Em Lisboa, o PSI 20 avançou 1,21%, a 9.142,55 pontos. As cotações são preliminares.

As bolsas da região Ásia-Pacífico fecharam majoritariamente em baixa

O índice japonês Nikkei caiu 0,97% em Tóquio, a 60.815,95 pontos, 
Hang Seng recuou 1,11% em Hong Kong, a 25.675,18 pontos, 
Taiex cedeu 0,68% em Taiwan, a 40.891,82 pontos.
Em Seul, por outro lado, o sul-coreano Kospi avançou 0,31%, a 7.516,04 pontos,
Na China continental, Xangai Composto caiu 0,09%, a 4.131,53 pontos,
menos abrangente Shenzhen Composto subiu 0,03%, a 2.862,44 pontos.
Na Oceania, a bolsa australiana, S&P/ASX 200 recuou 1,45% em Sydney, a 8.505,30 pontos.
Na Nova Zelândia, o NZX 50, teve baixa de 1,56% em Wellington a 12.762,92 pontos.
Na Russia, o MOEX Russia Index, teve alta de 1,32% em Moscou a 2,668.50 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve alta de 0,10% em Bombaim a 75.315,04 pontos.

Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.

.