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sexta-feira, 15 de maio de 2026

Mercado financeiro Dólar, Ibovespa e Bolsas: 15/05/26

Bitcoin: R$ 400.126,00 Reais e US$ 79.087,77 Dólares.

Dólar comercial: R$ 5,0673
Dólar turismo: R$ 5,2759
Euro comercial: R$ 5,888
Libra: R$ 6,774

Com áudios de Flávio Bolsonaro no foco, dólar fecha semana em alta de 3,48%, cotado a R$ 5,06

O dólar fechou a sexta-feira em alta ‌e novamente acima dos R$5,05, acompanhando o avanço quase generalizado da moeda norte-americana no exterior e repercutindo o cenário político brasileiro, de pressão para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

O dólar à vista subiu 1,59%, aos R$5,0664. Na semana, a moeda acumulou alta de 3,48% e, no ano, recuo de 7,70%.Às 17h05, o dólar futuro para junho -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- avançava 1,53% na B3, aos R$5,0815.

A moeda norte-americana sustentou ganhos ⁠ante a maior parte das demais divisas ao redor do mundo, em sintonia com o avanço firme dos ‌rendimentos dos Treasuries, com os investidores elevando as apostas de que o Federal Reserve precisará subir juros para conter a inflação.

Essa percepção é alimentada pela continuidade da guerra no Oriente Médio, que mantém o Estreito ‌de Ormuz fechado ao transporte de petróleo e gás. Nesta sexta-feira, o ‌preço do barril de petróleo Brent voltou a subir, após o presidente dos EUA, Donald Trump, ⁠afirmar que sua paciência com o Irã está se esgotando. Já o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, disse que Teerã não tem "nenhuma confiança" nos EUA e se interessa em negociar com Washington somente se for sério.

"O pregão desta sexta-feira consolida um cenário de forte aversão ao risco (risk-off), com uma reprecificação agressiva de ativos globais frente à resiliência da inflação e tensões geopolíticas persistentes", resumiu Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, em ‌comentário escrito.

O cenário turbulento fazia o dólar ter altas firmes ante moedas de países emergentes como o peso chileno, ‌o rand sul-africano e o peso ⁠mexicano -- mas o real era ⁠a divisa global mais pressionada, liderando as perdas da sessão. Isso porque, além do exterior, os investidores seguiam atentos aos desdobramentos ⁠do escândalo que liga o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-dono ‌do Master, Daniel Vorcaro. Na quarta-feira, uma ‌reportagem do Intercept Brasil afirmou que Flávio pediu a Vorcaro R$134 milhões para bancar um filme sobre a vida de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado.

Flávio Bolsonaro nega ter cometido qualquer irregularidade em sua relação com Vorcaro, alegando ter buscado recursos privados para ⁠um filme sobre a história do pai, sem oferecer qualquer vantagem em troca. No mercado, a percepção mais geral é de que a ligação de Flávio Bolsonaro com Vorcaro eleva as chances de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reeleger em outubro. A continuidade do governo Lula, por sua vez, é vista como um fator negativo para o ajuste das contas públicas.

Para ‌piorar o cenário para a oposição, a Polícia Federal cumpriu nesta sexta-feira mandados de busca e apreensão, em caso relacionado à refinaria Refit, contra o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro -- também filiado ao ⁠PL e aliado de Flávio.
No meio da tarde, com as mesas de operação já mais vazias, o site Intercept publicou nova reportagem sobre as relações da família Bolsonaro com Vorcaro.

"Foi uma coisa atrás da outra esta semana. Pegou o (noticiário) local aqui, estressou, e agora lá fora", comentou o diretor da assessoria FB Capital, Fernando Bergallo, ao justificar a alta firme do dólar nesta sexta-feira. "Essa aversão ao risco lá fora hoje, em relação à guerra, foi refletida no petróleo, e o mercado adota uma postura defensiva, ainda mais por ser sexta-feira. (Teremos) dois dias de noticiário pela frente -- e sem poder comprar ou vender (dólar)", acrescentou, referindo-se ao fim de semana.

Outros três profissionais ouvidos pela Reuters pontuaram que o noticiário envolvendo Flávio Bolsonaro reforçou nesta sexta-feira a pressão sobre os ativos brasileiros, incluindo o real, em uma sessão já negativa para as divisas de países emergentes. No fim da manhã, sem efeito sobre as cotações, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 1º de junho.

Ibovespa fecha em queda com ruído político local

O Ibovespa fechou em queda nesta sexta-feira, pressionado ⁠pela maior aversão ‌a risco no exterior diante ‌das preocupações ‌com a ⁠inflação global, ao mesmo tempo em que os investidores seguiram de ‌olho nos desdobramentos ‌políticos ⁠domésticos.

Índice ⁠de referência do ⁠mercado acionário ‌brasileiro, ‌o Ibovespa caiu 0,63%, a 177.238,33 pontos, de ⁠acordo com dados preliminares, chegando a 175.417,25 pontos ‌na mínima, depois de marcar 178.340,52 ⁠pontos na máxima. O volume financeiro somava R$28,6 bilhões antes dos ajustes finais. Na semana, o índice acumulou 3,73% de queda.

Wall Street encerra em baixa por crescentes preocupações com inflação

As ações nos Estados Unidos recuaram ‌de seus recordes alimentados por inteligência artificial nesta sexta-feira, com a disparada dos preços do petróleo acendendo os temores da inflação global. Todos os três principais índices de ações caíram acentuadamente, cada um deles perdendo mais de 1%, já que um salto nos rendimentos dos Treasuries, refletindo o aumento dos preços da energia e as preocupações com a inflação de longo prazo, ofereceu uma alternativa atraente às ações de maior risco.

Apesar das vendas de ações, o S&P ⁠500 registrou seu sétimo ganho semanal consecutivo, o mais longo desde que uma sequência de nove semanas terminou em ‌dezembro de 2023. O Nasdaq e o Dow caíram na semana, com o Nasdaq interrompendo uma sequência de seis semanas de alta.

O Dow Jones Industrial Average caiu 1,07%, para 49.526,17 pontos, o S&P 500 perdeu 1,24%, para 7.408,50 pontos, e o Nasdaq Composite recuou 1,54%, para 26.225,15 pontos. Entre os 11 principais setores do S&P 500, as ações de energia saltaram 2,3%. Os 10 setores restantes perderam terreno, com o de materiais e o de serviços públicos sofrendo as perdas percentuais mais acentuadas.

As bolsas europeias fecharam em queda robusta 

Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 1,71%, a 10.195,37 pontos. 
Em Frankfurt, o DAX caiu 2,05%, a 23.955,19 pontos. 
Em Paris, o CAC 40 perdeu 1,60%, a 7.952,55 pontos. 
Em Milão, o FTSE MIB recuou 1,87%, a 49.116,47 pontos. 
Em Madri, o Ibex 35 registrou baixa de 1,07%, a 17.618,59 pontos. 
Em Lisboa, o PSI 20 cedeu 1%, a 9.033,06 pontos. 

As bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta 

O índice sul-coreano Kospi caiu 6,12% em Seul, a 7.493,18 pontos. 
Nikkei recuou 1,99% em Tóquio, a 61.409,29 pontos, 
Hang Seng cedeu 1,62% em Hong Kong, a 25.962,73 pontos,
Taiex registrou perda de 1,39% em Taiwan, a 41.172,36 pontos.
Na China continental, o Xangai Composto teve queda de 1,02%, a 4.135,39 pontos,
menos abrangente Shenzhen Composto caiu 0,88%, a 2.861,46 pontos. 
Na Oceania, a bolsa australiana, com leve baixa de 0,11% do S&P/ASX 200 em Sydney, a 8.630,80 pontos.
Na Nova Zelândia, o NZX 50, teve baixa de 0,46% em Wellington a 12.965,01 pontos. 
Na Russia, o MOEX Russia Index, teve baixa de 0,96% em Moscou a 2.633,22 pontos. 
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve baixa de 0,21% em Bombaim a 75.237,99 pontos.

Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters. 

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