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quarta-feira, 20 de maio de 2026

Mercado financeiro Dólar, Ibovespa e Bolsas: 20/05/26

Bitcoin: R$ 382.587,33 Reais e US$ 77.650,42 Dólares.

Dólar comercial: R$ 5,0034
Dólar turismo: R$ 5,2022
Euro comercial: R$ 5,818
Libra: R$ 6,744

Dólar cai para perto de R$5,00 com expectativa de acordo entre Irã e EUA

O dólar voltou a ceder para ‌perto dos R$5,00 nesta quarta-feira, em uma sessão marcada por maior apetite ao risco em todo o mundo, com os investidores otimistas sobre um possível acordo de paz entre Irã e Estados Unidos. O dólar à vista fechou em baixa de 0,76%, aos R$5,0031. No ano, a divisa passou a acumular queda de 8,85% ante o real.  Às 17h02, o dólar futuro para junho - atualmente o mais líquido ⁠no mercado brasileiro - cedia 0,90% na B3, aos R$5,0155.

A expectativa de um acordo de paz entre Irã ‌e EUA deu o tom dos negócios desde cedo. Dados de navegação da LSEG e da Kpler mostraram pela manhã que três superpetroleiros estavam cruzando o Estreito de Ormuz, em direção aos ‌mercados asiáticos, depois de esperarem no Golfo Pérsico por mais de ‌dois meses.

 Já a Guarda Revolucionária do Irã disse que 26 navios, incluindo petroleiros, navios ⁠porta-contêineres e outras embarcações comerciais, transitaram pelo Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas, em coordenação com o país. À tarde, o presidente norte-americano, Donald Trump, disse que os EUA estão lidando com "pessoas razoáveis", acrescentando que está disposto a aguardar alguns dias pela "resposta certa" do Irã sobre um acordo.

Neste cenário, tanto o petróleo quanto os rendimentos dos Treasuries cederam, enquanto o dólar se firmou em baixa ante quase ‌todas as demais divisas, incluindo o real, o rand sul-africano, o peso chileno e o peso mexicano. Após atingir ‌a cotação máxima de R$5,0589 (+0,34%) ⁠às 10h10, o dólar ⁠à vista marcou a mínima de R$4,9996 (-0,83%) às 16h16, já na reta final da sessão.

"O principal vetor de alívio ⁠foi a queda expressiva nos rendimentos dos Treasuries e ‌nos preços do petróleo, que recuaram ‌fortemente após declarações do governo americano sinalizando que um acordo de paz com o Irã estaria em estágio final, além da normalização do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz", disse Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, em comentário escrito.

O otimismo vindo do exterior deixou em ⁠segundo plano o noticiário político no Brasil, ainda que o escândalo envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-dono do banco Master, Daniel Vorcaro, esteja longe de ser superado.  Durante a tarde, o Federal Reserve publicou a ata de seu último encontro de política monetária. O documento mostrou que as preocupações com a inflação, que está sendo alimentada pela ‌guerra, se intensificaram. Um número cada vez maior de membros do Fed diz que a instituição deveria preparar o terreno para um possível aumento de juros.

Atualmente a taxa de juros norte-americana está ⁠na faixa de 3,50% a 3,75%, enquanto no Brasil a taxa Selic segue em 14,50%.
O diferencial de juros entre Brasil e EUA vem sendo apontado como um dos fatores de atração de investimentos ao país, o que conduziu as cotações do dólar a patamares mais baixos ante o real em meses anteriores. A guerra no Oriente Médio, no entanto, mexeu com os fluxos globais de recursos, inclusive para o Brasil. Mais recentemente, o escândalo envolvendo Flávio Bolsonaro e Vorcaro tem pressionado as cotações.

No fim da manhã, sem efeito nas cotações, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 1º de junho. Durante a tarde, o BC informou que o Brasil registrou fluxo cambial total positivo de US$1,588 bilhão em maio até o dia 15.

Às 17h06, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,20%, a 99,106.

Ibovespa fecha em alta em dia de recuperação com apoio do cenário externo

O Ibovespa fechou em alta nesta quarta-feira, ultrapassando os 178 mil pontos no ‌melhor momento, em pregão de recuperação na bolsa paulista, endossada pelo cenário externo favorável.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,77%, a 177.355,73 pontos, após renovar na véspera mínimas desde janeiro. Na máxima do dia, chegou a 178.198,87 pontos. Na mínima, a 174.279,39 pontos. O volume financeiro somou R$28,45 bilhões.

Bolsas de NY fecham em alta com alívio geopolítico e à espera de Nvidia

 As bolsas em Nova York fecharam em alta na sessão desta quarta-feira, 20, com novo impulso no apetite por risco após a liberação parcial do fluxo no Estreito de Ormuz e a queda nos preços do petróleo. O mercado aguardava a divulgação do relatório trimestral da Nvidia, após o fechamento dos negócios do dia.

O Dow Jones teve alta de 1,30%, aos 50.009,35 pontos. O S&P 500 subiu 1,1%, aos 7.432,97 pontos, e o Nasdaq avançou 1,54%, encerrando em 26.270,36 pontos.

Os índices ampliaram os ganhos durante a sessão, em meio às expectativas de que um acordo entre os Estados Unidos e o Irã pode ser alcançado em breve, além dos relatos de que embarcações comerciais - inclusive petrolíferas - atravessaram o Estreito. Diante do cenário, os preços do petróleo recuaram quase 6%, também pressionando as ações das empresas de energia. A Exxon Mobil recuou 3,86%, Devon Energy caiu 2,48% e a Chevron, 3%. Na contramão, as companhias aéreas se beneficiaram da queda da commodity. A United Airlines saltou 10%, enquanto a Delta avançou 9,39% e a American subiu 7,38%.

O setor de tecnologia também registrou bom desempenho, com altas da AMD (+8,10%) e Intel (+7,36%) em destaque. A Micron Technology também teve ganhos, em 4,76%, após a rival sul-coreana Samsung Electronics não conseguir chegar a um acordo com líderes sindicais. O destaque é da Nvidia (+1,3%), com divulgação dos resultados agendada para após o fechamento dos mercados.

Com as expectativas "altíssimas", segundo o Swissquote, "mesmo um resultado muito acima do esperado pode não desencadear as altas eufóricas vistas durante o boom inicial da IA". Em reação aos balanços, a Target perdeu 3,82%, enquanto a Immunovant disparou 35%. Já a AMC Entertainment avançou 11,76% após o CEO Adam Aron afirmar na terça-feira que comprou mais 250 mil ações da empresa. 

As bolsas da Europa fecharam em alta nesta 

Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,99%, a 10.432,34 pontos. 
Em Frankfurt, o DAX subiu 1,36%, a 24.732,28 pontos. 
Em Paris, o CAC 40 ganhou 1,7%, a 8.117,42 pontos. 
Em Milão, o FTSE MIB avançou 1,71%, a 49.181,66 pontos. 
Em Madri, o Ibex 35 subiu 2,16%, a 18.051,70 pontos. 
Em Lisboa, o PSI 20 teve alta de 0,96%, a 9.247,99 pontos. 

As bolsas asiáticas fecharam em baixa 

Nikkei caiu 1,23% em Tóquio, a 59.804,41 pontos
Kospi recuou 0,86% em Seul, a 7.208,95 pontos
Hang Seng cedeu 0,57% em Hong Kong, a 25.651,12 pontos
Taiex registrou perda de 0,39% em Taiwan, a 40.020,82 pontos.

Na China continental, Xangai Composto recuou 0,18%, a 4.162,18 pontos,
Shenzhen Composto caiu 0,28%, a 2.869,17 pontos.

Na Austrália, com baixa de 1,26% do S&P/ASX 200 em Sydney, a 8.496,60 pontos.
Na Nova Zelândia, o NZX 50, teve baixa de 1,64% em Wellington a 12.761,03 pontos.
Na Russia, o MOEX Russia Index, teve baixa de 1,00% em Moscou a 2.636,77 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve alta de 0,16% em Bombaim a 75.318,39 pontos.

Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.

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