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quinta-feira, 28 de maio de 2026

Mercado financeiro Dólar, Ibovespa e Bolsas: 28/05/26

Bitcoin: R$ 371.048,00 Reais e US$ 73.478,16 Dólares.

Dólar comercial: R$ 5,0317
Dólar turismo: R$ 5,2331
Euro comercial: R$ 5,860
Libra: R$ 6,793

Dólar fecha em baixa após notícias sobre acordo preliminar entre EUA e Irã

Após iniciar a sessão ‌em leve alta, o dólar perdeu força ante o real no fim da manhã e fechou a quinta-feira em baixa, após notícias de que EUA e Irã teriam chegado a um memorando de entendimentos para estender o cessar-fogo no Oriente Médio por 60 dias.

O dólar à vista encerrou o dia com baixa de 0,56%, aos R$5,0331. No ⁠ano, passou a acumular recuo de 8,31% ante o real.  Às 17h10, o dólar futuro ‌para junho -- atualmente o mais negociado no mercado brasileiro -- cedia 0,56% na B3, aos R$5,0360.

No fim da manhã, o site Axios informou que EUA e Irã teriam chegado ‌a um acordo preliminar para estender o cessar-fogo ‌por 60 dias. O acordo, confirmado posteriormente pela Reuters, ainda dependia da aprovação ⁠do presidente norte-americano, Donald Trump.

A possibilidade de um acordo se refletiu na queda dos preços do petróleo Brent, no recuo dos rendimentos dos Treasuries e no enfraquecimento do dólar ante as demais divisas, incluindo o real. O dólar seguiu em queda ainda que, durante a tarde, a agência de notícias iraniana Tasnim tenha afirmado que o memorando não ‌havia sido finalizado ou confirmado. Às 15h17, o dólar à vista atingiu a cotação mínima de ‌R$5,0229 (-0,76%).

"O movimento (de queda do ⁠dólar) ganhou força após ⁠anúncio de um possível acordo entre Washington e Teerã estar praticamente fechado, dependendo apenas da aprovação ⁠final de Donald Trump, reduzindo parte do prêmio ‌de risco geopolítico", resumiu no ‌fim da tarde Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, em comentário escrito. No noticiário local, o diretor de Política Monetária do Banco Central, Nilton David, reiterou pela manhã o desconforto com a alta das expectativas de inflação para 2028 ⁠no Brasil, acrescentando que a instituição buscará atingir a meta inflacionária.

"Hoje temos uma perturbação relevante", comentou David, em referência ao conflito no Oriente Médio, durante palestra em evento do Banco Pine, em São Paulo. "O BC está atento a isso, não vai permitir que isso se transforme em inflação além ‌do horizonte relevante", acrescentou. No mercado, a expectativa é de que o BC promova mais um corte de 25 pontos-base da Selic em junho, mas há dúvidas sobre o ⁠espaço para novas reduções depois disso, justamente por conta do descolamento das expectativas de inflação da meta, em meio à continuidade da guerra no Oriente Médio.

Atualmente a Selic está em 14,50% ao ano, bem acima das taxas praticadas em países como EUA e Japão, e este diferencial de juros foi nos últimos meses um fator favorável à atração de dólares para o Brasil. No evento, David avaliou ainda que o real se comportou de forma atípica nos últimos 12 meses, quase como um "unicórnio" -- ou seja, uma exceção -- em eventos de pressão sobre as moedas globais, em meio ao tarifaço dos EUA e da guerra no Oriente Médio.

No exterior, às 17h25, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes -- caía 0,27%, a 99,028.

Ibovespa fecha dia volátil em queda pressionado por Petrobras

O Ibovespa fechou com queda modesta nesta quinta-feira, após trocar de sinal em ⁠vários momentos, influenciado pelo ‌noticiário sobre as negociações entre Estados ‌Unidos e ‌Irã, em pregão ⁠marcado ainda por uma bateria de dados econômicos.

Índice de referência do mercado acionário ‌brasileiro, o Ibovespa cedeu ‌0,31%, a ⁠175.195,61 ⁠pontos, de acordo com ⁠dados ‌preliminares. ‌As ações da Petrobras ficaram entre as maiores pressões negativas, mesmo ⁠com o anúncio de aumento no preço da gasolina pela ‌estatal. Na máxima do dia, o Ibovespa ⁠marcou 176.627,32 pontos. Na mínima, 174.686,40. O volume financeiro no pregão somava R$18,48 bilhões antes dos ajustes finais, de uma média de R$31,1 bilhões em maio.

As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta quinta-feira, 28, renovando recordes apesar de operarem voláteis diante do possível acordo preliminar para acabar com a guerra no Oriente Médio e dos novos ataques entre os EUA e o Irã durante a madrugada. Inflação medida pelo (PCE, na sigla em inglês) abaixo do esperado nos EUA também deu alívio.

O Dow Jones subiu 0,05%, aos 50.668,97 pontos, em novo recorde de fechamento. O S&P 500 avançou 0,6%, a 7.563,63 pontos, renovando recordes de fechamento e intradiário, após atingir 7.568,72 durante a sessão. Já o Nasdaq encerrou em alta de 0,91%, nos 26.917,47 pontos, também renovando máximas de fechamento e intradiária depois de bater 26.934,84. 

As bolsas europeias fecharam majoritariamente em baixa 

Em Londres, o FTSE 100 fechou em baixa de 0,69%, a 10.432,70 pontos. 
Em Frankfurt, o DAX caiu 0,30%, a 25.102,61 pontos. 
Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,23%, a 8.188,87 pontos. 
Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,50%, a 49.825,32 pontos. 
Em Madri, o Ibex 35 cedeu 0,53%, a 18.283,77 pontos. 
Em Lisboa, o PSI 20 teve queda de 0,53%, a 9.087,82 pontos. 

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa 

Nikkei caiu 0,47% em Tóquio, a 64.693,12 pontos, 
Em Seul, o Kospi recuou 0,53%, a 8.185,29 pontos, 
Hang Seng cedeu 1,27% em Hong Kong, a 25.006,16 pontos,
Taiex caiu 1,40% em Taiwan, a 43.636,44 pontos.

Na China continental, o Xangai Composto subiu 0,12%, a 4.098,64 pontos, 
Shenzhen Composto avançou 0,88%, a 2.859,88 pontos.

Na Austrália, o S&P/ASX 200 caiu 1,43% em Sydney, a 8.592,90 pontos. 
Na Nova Zelândia, o NZX 50, teve baixa de 0,16% em Wellington a 13.206,11 pontos.

Na Russia, o MOEX Russia Index, teve baixa de 0,24% em Moscou a 2.584,13 pontos. 
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve baixa de 0,19% em Bombaim a 75.867,80 pontos.

Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters. 

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