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Dólar fecha em baixa após notícias sobre acordo preliminar entre EUA e Irã
Após iniciar a sessão em leve alta, o dólar perdeu força ante o real no fim da manhã e fechou a quinta-feira em baixa, após notícias de que EUA e Irã teriam chegado a um memorando de entendimentos para estender o cessar-fogo no Oriente Médio por 60 dias.
O dólar à vista encerrou o dia com baixa de 0,56%, aos R$5,0331. No ano, passou a acumular recuo de 8,31% ante o real. Às 17h10, o dólar futuro para junho -- atualmente o mais negociado no mercado brasileiro -- cedia 0,56% na B3, aos R$5,0360.
No fim da manhã, o site Axios informou que EUA e Irã teriam chegado a um acordo preliminar para estender o cessar-fogo por 60 dias. O acordo, confirmado posteriormente pela Reuters, ainda dependia da aprovação do presidente norte-americano, Donald Trump.
A possibilidade de um acordo se refletiu na queda dos preços do petróleo Brent, no recuo dos rendimentos dos Treasuries e no enfraquecimento do dólar ante as demais divisas, incluindo o real. O dólar seguiu em queda ainda que, durante a tarde, a agência de notícias iraniana Tasnim tenha afirmado que o memorando não havia sido finalizado ou confirmado. Às 15h17, o dólar à vista atingiu a cotação mínima de R$5,0229 (-0,76%).
"O movimento (de queda do dólar) ganhou força após anúncio de um possível acordo entre Washington e Teerã estar praticamente fechado, dependendo apenas da aprovação final de Donald Trump, reduzindo parte do prêmio de risco geopolítico", resumiu no fim da tarde Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, em comentário escrito. No noticiário local, o diretor de Política Monetária do Banco Central, Nilton David, reiterou pela manhã o desconforto com a alta das expectativas de inflação para 2028 no Brasil, acrescentando que a instituição buscará atingir a meta inflacionária.
"Hoje temos uma perturbação relevante", comentou David, em referência ao conflito no Oriente Médio, durante palestra em evento do Banco Pine, em São Paulo. "O BC está atento a isso, não vai permitir que isso se transforme em inflação além do horizonte relevante", acrescentou. No mercado, a expectativa é de que o BC promova mais um corte de 25 pontos-base da Selic em junho, mas há dúvidas sobre o espaço para novas reduções depois disso, justamente por conta do descolamento das expectativas de inflação da meta, em meio à continuidade da guerra no Oriente Médio.
Atualmente a Selic está em 14,50% ao ano, bem acima das taxas praticadas em países como EUA e Japão, e este diferencial de juros foi nos últimos meses um fator favorável à atração de dólares para o Brasil. No evento, David avaliou ainda que o real se comportou de forma atípica nos últimos 12 meses, quase como um "unicórnio" -- ou seja, uma exceção -- em eventos de pressão sobre as moedas globais, em meio ao tarifaço dos EUA e da guerra no Oriente Médio.
No exterior, às 17h25, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes -- caía 0,27%, a 99,028.
Ibovespa fecha dia volátil em queda pressionado por Petrobras
O Ibovespa fechou com queda modesta nesta quinta-feira, após trocar de sinal em vários momentos, influenciado pelo noticiário sobre as negociações entre Estados Unidos e Irã, em pregão marcado ainda por uma bateria de dados econômicos.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa cedeu 0,31%, a 175.195,61 pontos, de acordo com dados preliminares. As ações da Petrobras ficaram entre as maiores pressões negativas, mesmo com o anúncio de aumento no preço da gasolina pela estatal. Na máxima do dia, o Ibovespa marcou 176.627,32 pontos. Na mínima, 174.686,40. O volume financeiro no pregão somava R$18,48 bilhões antes dos ajustes finais, de uma média de R$31,1 bilhões em maio.
As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta quinta-feira, 28, renovando recordes apesar de operarem voláteis diante do possível acordo preliminar para acabar com a guerra no Oriente Médio e dos novos ataques entre os EUA e o Irã durante a madrugada. Inflação medida pelo (PCE, na sigla em inglês) abaixo do esperado nos EUA também deu alívio.
O Dow Jones subiu 0,05%, aos 50.668,97 pontos, em novo recorde de fechamento. O S&P 500 avançou 0,6%, a 7.563,63 pontos, renovando recordes de fechamento e intradiário, após atingir 7.568,72 durante a sessão. Já o Nasdaq encerrou em alta de 0,91%, nos 26.917,47 pontos, também renovando máximas de fechamento e intradiária depois de bater 26.934,84.
As bolsas europeias fecharam majoritariamente em baixa
Em Londres, o FTSE 100 fechou em baixa de 0,69%, a 10.432,70 pontos.
Em Frankfurt, o DAX caiu 0,30%, a 25.102,61 pontos.
Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,23%, a 8.188,87 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,50%, a 49.825,32 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 cedeu 0,53%, a 18.283,77 pontos.
Em Lisboa, o PSI 20 teve queda de 0,53%, a 9.087,82 pontos.
As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa
Nikkei caiu 0,47% em Tóquio, a 64.693,12 pontos,
Em Seul, o Kospi recuou 0,53%, a 8.185,29 pontos,
Hang Seng cedeu 1,27% em Hong Kong, a 25.006,16 pontos,
Taiex caiu 1,40% em Taiwan, a 43.636,44 pontos.
Na China continental, o Xangai Composto subiu 0,12%, a 4.098,64 pontos,
Shenzhen Composto avançou 0,88%, a 2.859,88 pontos.
Na Austrália, o S&P/ASX 200 caiu 1,43% em Sydney, a 8.592,90 pontos.
Na Nova Zelândia, o NZX 50, teve baixa de 0,16% em Wellington a 13.206,11 pontos.
Na Russia, o MOEX Russia Index, teve baixa de 0,24% em Moscou a 2.584,13 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve baixa de 0,19% em Bombaim a 75.867,80 pontos.
Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.
