Bitcoin: R$ 377.933,00 Reais e US$ 74.334,00 Dólares.
Dólar comercial: R$ 5,0607
Dólar turismo: R$ 5,2628
Euro comercial: R$ 5,885
Libra: R$ 6,816
Dólar sobe ante real em meio à cautela sobre negociações entre EUA e Irã
O dólar fechou a quarta-feira em alta ante o real, em meio à cautela dos investidores em relação ao cenário no Oriente Médio, marcado por avanços e retrocessos nas negociações de paz entre Estados Unidos e Irã.
A moeda norte-americana à vista encerrou o dia com alta de 0,68%, aos R$5,0616. No ano, ela passou a acumular baixa de 7,79% ante o real. Às 17h02, o dólar futuro para junho -- atualmente o mais negociado no mercado brasileiro -- subia 0,46% na B3, aos R$5,0630.
Durante o dia, a TV estatal do Irã disse que Teerã obteve um esboço de estrutura para um acordo com os EUA que restauraria a navegação no Estreito de Ormuz dentro de um mês, em troca de uma retirada militar norte-americana e do levantamento do bloqueio naval. Já a Casa Branca afirmou que a reportagem da TV estatal do Irã citando o esboço não era verdadeira. À tarde, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que ainda não estava satisfeito em relação a um acordo, acrescentando que o país não estava discutindo a flexibilização das sanções contra o Irã.
Neste cenário, o petróleo Brent cedeu nesta quarta-feira, para abaixo dos US$95 o barril. "O Brent caiu hoje com a notícia de uma minuta de entendimento entre EUA e Irã. O petróleo mais barato afeta negativamente o câmbio, por conta de estrangeiros que saem de empresas na bolsa brasileira", comentou durante a tarde Jonathan Joo Lee, head da mesa de internacional e câmbio da Mirae Asset, ao justificar o avanço do dólar ante o real.
"O maior fluxo (de saída de recursos do país) vai ser de Petrobras", acrescentou. Após atingir a cotação mínima de R$5,0311 (+0,08%) às 9h30, o dólar à vista marcou a máxima de R$5,0716 (0,88%), mantendo-se acima dos R$5,05 até o fim da sessão.
A influência trazida pelo exterior se sobrepôs inclusive aos dados de inflação divulgados pela manhã no Brasil. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA-15, considerado uma espécie de prévia da inflação oficial, subiu 0,62% em maio, mais que a taxa de 0,53% projetada por economistas ouvidos pela Reuters. Em abril, a taxa havia sido de 0,89%.
Nos 12 meses até maio, o índice passou a acumular alta de 4,64% - acima da expectativa de 4,55% dos economistas e do teto da meta de inflação perseguida pelo Banco Central, de 4,5%. A abertura do indicador também sugeriu um cenário ainda de pressão de preços. A inflação de serviços, conforme cálculos do banco Bmg, acelerou de 0,02% em abril para 0,48% em maio.
Para Leonel de Oliveira Mattos, analista de inteligência de mercado da Stonex, a pressão nos preços, causada pelo fechamento do tráfego de petroleiros no Estreito de Ormuz, tem se espalhado para além dos itens de energia, o que diminui o espaço para cortes da taxa básica Selic, hoje em 14,50% ao ano. "E a ideia de que vai ter menos cortes ou cortes mais devagar no Brasil favorece o rendimento dos títulos nacionais, favorece a atração de capital externo, e deveria fazer pressão baixista sobre a taxa de câmbio", disse Mattos.
Segundo ele, a pressão baixista não se materializou "talvez muito por conta ainda do cenário geopolítico mais complexo".
Durante a tarde, o Banco Central informou que o Brasil registrou fluxo cambial total negativo de US$2,062 bilhões em maio até o dia 22. No exterior, às 17h08 o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,10%, a 99,200.
Ibovespa recua e fecha abaixo de 175 mil pontos pressionado por Petrobras
O Ibovespa fechou em queda nesta quarta-feira, com as ações da Petrobras entre as maiores pressões, em meio ao declínio dos preços do petróleo no exterior, com investidores na expectativa de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã.
A Copasa foi destaque negativo, com a notícia de que fará mudanças na oferta de ações que pode levar à privatização da companhia, após propostas de potenciais investidores de referência ficarem aquém do pretendido pelo estado de Minas Gerais.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,48%, a 175.744,37 pontos. Na mínima do dia, recuou a 175.554,89 pontos. Na máxima, avançou a 177.640,02 pontos. O volume financeiro no pregão somou R$22,85 bilhões antes dos ajustes finais.
Índices de Wall Street registram recordes de fechamento e pausa no rali da IA
A alta das ações do setor de saúde e de consumo impulsionou o Dow Jones Industrial Average nesta quarta-feira, atingindo novo fechamento recorde, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq permaneceram estáveis, com os investidores fazendo uma pausa no rali do mercado alimentado pela IA e observando com cautela as negociações de paz no Oriente Médio.
Ganhos fracionários foram suficientes para empurrar o índice S&P 500 e o Nasdaq para recordes de fechamento pelo segundo dia consecutivo. O Dow Jones Industrial Average subiu 0,36%, para 50.644,28 pontos, o S&P 500 teve variação positiva de 0,02%, para 7.520,36 pontos, e o Nasdaq Composite oscilou 0,07%, para cima, a 26.674,74 pontos.
As bolsas europeias fecharam sem direção única
Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,13%, a 10.505,01 pontos.
Em Frankfurt, o DAX subiu 0,13%, a 25.217,96 pontos.
Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,43%, a 8.207,89 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB recuou 0,64%, a 49.578,67 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 subiu 0,49%, a 18.381,10 pontos.
Em Lisboa, o PSI 20 perdeu 0 65%, a 9.136,10 pontos.
As bolsas asiáticas fecharam sem direção única
Kospi avançou 2,25% em Seul, a 8.228,70 pontos.
Nikkei terminou estável em Tóquio, em 64.999,41 pontos.
Em Taiwan, o Taiex avançou 1,68%, a 44.256,80 pontos.
Na China Xangai Composto recuou 1,25%, a 4.093,73 pontos,
Shenzhen Composto caiu 1,30%, a 2.834,85 pontos.
O Hang Seng cedeu 1,06% em Hong Kong, a 25.328,23 pontos.
Na bolsa australiana ganho de 0,69% do S&P/ASX 200 em Sydney, a 8.717,70 pontos.
Na Nova Zelândia, o NZX 50, teve alta de 1,21% em Wellington a 13.227,81 pontos.
Na Russia, o MOEX Russia Index, teve alta de 0,40% em Moscou a 2.590,70 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve baixa de 0,19% em Bombaim a 75.867,80 pontos.
Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.
