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segunda-feira, 4 de maio de 2026

Mercado financeiro Dólar, Ibovespa e Bolsas: 04/05/26

Bitcoin: R$ 399.417,00 Reais e US$ 80.116,93 Dólares.

Dólar comercial: R$ 4,9677
Dólar turismo: R$ 5,1551
Euro comercial: R$ 5,1706
Libra: R$ 6,752

Dólar tem alta leve ante o real após novas ações militares do Irã no Estreito de Ormuz

O dólar fechou a ‌segunda-feira com leve alta ante o real, acompanhando o avanço quase generalizado da moeda norte-americana no exterior, após notícias de novas ações militares do Irã no Estreito de Ormuz e ataques do país a áreas dos Emirados Árabes Unidos.

O dólar à vista fechou o dia em alta de 0,31%, aos R$4,9679. No ano, a divisa ⁠dos EUA passou a acumular queda de 9,49% ante o real.  Às 17h03, o dólar futuro ‌para junho -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- subia 0,43% na B3, aos R$5,0020.

A moeda norte-americana oscilou em alta durante praticamente todo o dia, ainda que ‌com variações modestas, em meio à reescalada do ‌conflito no Oriente Médio. Os EUA afirmaram que alguns de seus destróieres estavam ⁠dentro do Golfo Pérsico e que dois navios mercantes com bandeira norte-americana cruzaram o Estreito de Ormuz em segurança, o que foi negado pelos iranianos. O Irã disse ter disparado contra um navio de guerra norte-americano que se aproximava do estreito, forçando-o a retornar.

As autoridades iranianas divulgaram ainda um mapa com uma área marítima expandida agora ‌sob seu controle, que se estende muito além do Estreito de Ormuz para incluir vastas ‌áreas de águas internacionais, incluindo ⁠longos trechos do ⁠litoral dos Emirados Árabes Unidos -- que sofreram ataques do Irã com drones e mísseis.

Conforme a Coreia ⁠do Sul, houve ainda uma explosão e ‌um incêndio em um de ‌seus navios mercantes, mas não estava claro se a embarcação foi alvo de um ataque. Neste cenário, o dólar subia em relação a moedas de países emergentes e exportadores de commodities e ante uma cesta de divisas fortes.

"O exterior influenciou ⁠as cotações no Brasil, ainda em função do imbróglio no Oriente Médio", comentou durante a tarde o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik. Ainda assim, a divisa se manteve abaixo dos R$5,00. "Com o dólar perto dos R$5,00, alguns exportadores saem vendendo e há operações de 'stop loss' (parada de perdas). ‌Isso realmente tem segurado as cotações do dólar, que segue com tendência de queda", acrescentou Rugik. "Se não fosse o problema da guerra, ele poderia estar até mais ⁠baixo."

No boletim Focus divulgado pela manhã pelo Banco Central, a mediana das projeções dos economistas para o dólar no fim deste ano seguiu em R$5,25. Já a inflação esperada para este ano subiu de 4,86% para 4,89% e para 2027 permaneceu em 4,00%.

Sem efeitos para as cotações, na agenda doméstica, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou medida provisória instituindo o Novo Desenrola -- programa do governo federal para negociação de dívidas de pessoas físicas, micro e pequenas empresas e pequenos produtores rurais. Até R$15 bilhões em garantias da União serão usados para viabilizar juros mais baixos aos devedores, com um impacto fiscal de até R$5 bilhões.

Às 17h08, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,29%, a 98,447.

Ibovespa fecha em queda com Vale e bancos entre as maiores pressões

O Ibovespa fechou em queda nesta segunda-feira, abaixo dos 186 mil pontos, ‌com blue chips como Vale e Itaú Unibanco entre as maiores pressões de baixa, enquanto Embraer figurou entre os destaques positivos após receber encomenda do Oriente Médio.

A cena geopolítica continuou no radar dos investidores da bolsa paulista, que também analisaram o anúncio do Novo Desenrola, programa do governo federal para renegociação de dívidas para famílias, micro e pequenas empresas e agricultores familiares.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,92%, a 185.600,12 pontos, tendo marcado 185.537,58 pontos na mínima e 187.666,20 pontos na máxima.  O volume financeiro somou R$26,38 bilhões na volta do fim ⁠de semana prolongado.

S&P 500 registra queda por preocupações com Oriente Médio

Wall Street encerrou em baixa ‌nesta segunda-feira, com o S&P 500 recuando de suas máximas históricas, depois que um navio sul-coreano foi atingido por uma explosão no Estreito de Ormuz e Teerã demonstrou seu controle sobre o petróleo do Oriente Médio, diminuindo o otimismo em relação aos fortes resultados empresariais do primeiro trimestre.

As ações do setor de energia subiram após relatos dos últimos confrontos. Uma explosão relatada ⁠a bordo de um navio mercante sul-coreano poderia persuadir os transportadores comerciais de que o estreito ‌ainda não estava seguro, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que a Marinha dos EUA o abriria. Teerã disse que forçou um navio de guerra dos EUA a ‌recuar depois de tentar entrar no estreito, enquanto os Emirados Árabes ‌Unidos relataram um incêndio em uma instalação de petróleo após um ataque de ⁠drones iranianos.

O S&P 500 caiu 0,41%, encerrando a sessão em 7.200,75 ⁠pontos, O Nasdaq caiu 0,19%, para 25.067,80 pontos, enquanto o Dow Jones Industrial Average caiu 1,13%, para 48.941,90 pontos.

Dez dos 11 índices setoriais do S&P 500 caíram, liderados pelo de materiais , com queda de 1,57%, seguido por uma perda de 1,17% no setor industrial . O índice de energia subiu 0,85%.

As bolsas europeias fecharam em queda 

Em Frankfurt, o DAX caiu 1,06%, a 24.035,56 pontos. 
Em Paris, o CAC 40 recuou 1,71%, a 7.976,12 pontos. 
Em Milão, o FTSE MIB cedeu 1,59%, a 47.478,13 pontos. 
Em Madri, o Ibex 35 caiu 2,59%, a 17.320,40 pontos. 
Em Lisboa, o PSI 20 recuou 1,89%, a 9.168,05 pontos. 
A bolsa de Londres não operou nesta segunda por conta de um feriado bancário local.

As bolsas asiáticas fecharam em alta

Kospi avançou 5,12% em Seul, para o patamar inédito de 6.936,99 pontos.
Em Taiwan, Taiex em 4,57%, para 40.705,14 pontos. 
Em Hong Kong, o Hang Seng registrou alta de 1,24%, a 26.095,88 pontos, 
Os mercados da China e do Japão não operaram nesta segunda-feira devido a feriados.
Na Oceania, a bolsa australiana, com queda de 0,37% do S&P/ASX 200 em Sydney, a 8.697,10 pontos.
Em Moscou, o MOEX Russia Index, teve baixa de 1,63% a 2.614,80 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve alta de 0,46% a 77.269,40 pontos.

Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.

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