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quinta-feira, 9 de abril de 2026

Mercado financeiro Dólar, Ibovespa e Bolsas: 09/04/26

Bitcoin: R$ 365.574,00 Reais e US$ 72.367,62 Dólares.
Dólar comercial: R$ 5,0629
Dólar turismo: R$ 5,2804
Dólar ptax: R$ 5,1619
Euro comercial: R$ 5,927
Euro turismo: R$ 6,3500

Dólar cai ao menor valor desde abril de 2024 com cessar-fogo entre EUA e Irã

O dólar fechou a quinta-feira em baixa ante o real, no menor valor desde abril de 2024, novamente impactado pelo acordo de cessar-fogo entre EUA e Irã, com a moeda norte-americana também registrando queda ante outras divisas de emergentes no exterior.

O dólar à vista encerrou o dia com baixa de 0,80%, aos R$5,0626, o menor valor de fechamento desde 9 de abril de 2024, quando atingiu R$5,0067. No ano, a divisa passou a acumular recuo de 7,77%. Às 17h05, o dólar futuro para maio -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 0,71% na B3, aos R$5,0860.

Na quarta-feira, o dólar já havia exibido quedas firmes ante o real, em meio à euforia dos investidores com o acordo entre EUA e Irã. Nesta quinta-feira, porém, as dúvidas sobre a aplicação do cessar-fogo e a normalização do tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz contiveram o otimismo.

O tráfego por Ormuz ficou bem abaixo de 10% do volume normal, enquanto Teerã reafirmou seu controle sobre a área, alertando os navios para que se mantivessem em suas águas territoriais. Já Israel lançou novos ataques contra alvos no Líbano, enquanto em outra frente o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, deu instruções para que o país inicie negociações de paz que incluiriam o desarmamento do Hezbollah.

Apesar das preocupações com o cessar-fogo, o dólar se enfraqueceu ao longo da manhã ante moedas de países emergentes como o real, o peso chileno e o peso mexicano. Após atingir a cotação máxima de R$5,1070 (+0,07%) às 9h47, o dólar à vista marcou a mínima de R$5,0586 (-0,88%) às 14h40, em sintonia com o avanço do Ibovespa e a queda das taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros).

Mesmo em um ambiente de incerteza geopolítica e petróleo elevado (próximo de US$100), que em tese sustentariam o dólar, o mercado operou na direção oposta, refletindo desmonte de posições defensivas”, comentou Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.

“No Brasil, o movimento foi amplificado por fluxo estrangeiro consistente, direcionado à renda fixa e à bolsa, sustentado pelo elevado diferencial de juros mesmo diante da possibilidade de corte (da Selic) pelo Copom”, acrescentou. Para Fernando Bergallo, diretor da assessoria FB Capital, houve uma "coerência interna" no movimento do câmbio nesta quinta-feira no Brasil, "com bolsa subindo e dólar caindo".

No fim da manhã, sem efeito sobre as cotações, o Banco Central do Brasil vendeu 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 4 de maio. No exterior, às 17h06, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,24%, a 98,829.

Ibovespa renova máximas com trégua em aversão a risco global

O Ibovespa avançou mais de 1% nesta quinta-feira, fechando acima dos 195 ⁠mil pontos pela ‌primeira vez na sua história, endossado ‌pela relativa ‌trégua na aversão ⁠a risco no cenário internacional, mesmo com a visão de um cessar-fogo ainda ‌frágil entre Estados ‌Unidos e ⁠Irã.

Índice ⁠de referência do mercado ⁠acionário ‌brasileiro, ‌o Ibovespa subiu 1,65%, a 195.370,10 pontos, de acordo com ⁠dados preliminares, após marcar 195.513,91 na máxima e 192.206,22 ‌na mínima. O volume financeiro no pregão ⁠somava R$34,3 bilhões antes dos ajustes finais.

Wall Street fecha em alta conforme negociações de paz no Oriente Médio melhoram humor

As ‌ações avançaram nos Estados Unidos nesta quinta-feira, com as negociações em andamento para uma resolução pacífica do conflito de seis semanas no Oriente Médio ajudando a aliviar as preocupações com a frágil trégua entre os EUA e o Irã.

Todos os três principais índices ganharam ⁠terreno depois de se recuperarem de uma queda anterior, conforme Israel buscava ‌negociações com o Líbano.

 O Dow Jones Industrial Average subiu 0,58%, para 48.185,80 pontos, o S&P 500 ganhou 0,62%, para 6.824,66 pontos, e o Nasdaq Composite avançou 0,83%, para 22.822,42 pontos.

Dos 11 principais setores do S&P 500, o setor de ‌energia foi o que mais caiu, enquanto o setor de consumo discricionário registrou o maior ganho percentual.

As bolsas europeias fecharam sem direção única 

Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,05%, a 10.603,48 pontos. 
Em Frankfurt, o DAX caiu 1,35%, a 23.754,58 pontos. 
Em Paris, o CAC 40 recuou 0,22%, a 8.245,80 pontos. 
Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,50%, a 47.327,99 pontos. 
Em Madri, o Ibex 35 teve ala de 0,01%, a 18.080,38 pontos. 
Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 0,37%, a 9.484,93 pontos. 
Em Moscou, o MOEX Russia Index, teve baixa de 1,17% a 2.732,82 pontos.

As bolsas asiáticas fecharam em baixa 

Kospi caiu 1,61% em Seul, a 5.778,01 pontos. 
Nikkei recuou 0,73% em Tóquio, a 55.895,32 pontos.
Hang Seng teve queda de 0,54% em Hong Kong, a 25.752,40 pontos.
Na China continental, o Xangai Composto registrou perda de 0,72%, a 3.966,17 pontos, 
Shenzhen Composto cedeu 0,61%, a 2.612,01 pontos. 
Taiex subiu 0,29% em Taiwan, a 34.861,16 pontos.
Na Oceania, a bolsa australiana: o S&P/ASX 200 avançou 0,24% em Sydney, a 8.973,20 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve baixa de 1,20% a 76.631,65 pontos.

Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters. 

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