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Dólar fecha em queda no Brasil, a R$4,95, com exterior favorável e mercado avaliando Copom
O dólar fechou a quinta-feira em queda firme no Brasil, após uma sessão mais favorável ao risco no mercado externo, onde a divisa norte-americana e o petróleo registraram perdas expressivas, e com os agentes avaliando a decisão de juros do Banco Central, que na véspera promoveu o segundo corte consecutivo de 0,25 ponto da Selic, a 14,50% ao ano, mas mencionou a possibilidade de ajustar o ritmo e a extensão da flexibilização.
O dólar à vista fechou em baixa de 1,00%, aos R$4,9523. Na semana, acumulou queda de 0,94%. No mês de abril, a queda foi de 4,38%. Às 17h30, o dólar futuro para junho -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 0,73% na B3, aos R$4,9935."Hoje tivemos o dólar perdendo no mundo e a bolsa aqui subindo, trazendo fluxo de capital para cá", destacou Matheus Massote, especialista em câmbio da One Investimentos.
A moeda norte-americana teve perdas significativas no exterior, com o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caindo 0,79%, a 98,078. Além da moeda, o petróleo também caiu, com os futuros do Brent chegando a subir até US$126,41 o barril mais cedo, mas não sustentando os ganhos e fechando em queda de US$4,02, ou 3,4%, a US$114,01. Já o petróleo dos EUA caiu US$1,81, encerrando o dia a US$105,07.
Localmente, os agentes avaliaram a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC que, em seu comunicado, argumentou que precisará incorporar novas informações para definir a política monetária à frente, mencionando possibilidade de ajuste do ritmo e da extensão do ciclo de "calibração" da taxa e ressaltando o distanciamento da inflação corrente da meta.
O anúncio fez bancos reavaliarem suas projeções para a Selic, prevendo menos cortes na taxa, o que tende a favorecer o real. Economistas do Itaú Unibanco revisaram sua previsão para a taxa Selic em 2026 para 13,25%, de 13%, além de aumentarem suas expectativas para a inflação. O Goldman Sachs também passou a ver um risco de alta para sua previsão de Selic em 13,25% até o final de 2026, esperando que o Copom reduza a taxa em 0,25 ponto percentual na próxima reunião. Já a SulAmérica Investimentos foi além, revisando a Selic de 13% para 14% no fim do ano.
No mercado local de câmbio, a sessão também foi marcada pela formação da Ptax do fim de abril. Calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista, a Ptax serve de referência para a liquidação de contratos futuros.No fim de cada mês, agentes financeiros tentam direcioná-la a níveis mais convenientes às suas posições, sejam elas compradas (no sentido de alta das cotações) ou vendidas em dólar (no sentido de baixa). No início da tarde, a Ptax fechou em R$4,9886 na venda.
Ibovespa fecha abril no zero a zero após se aproximar dos 200 mil pontos
O Ibovespa fechou em alta nesta quinta-feira, em pregão de recuperação, mas terminou abril quase no zero a zero, após uma sequência de quedas que o distanciou da marca inédita de 200 mil pontos que ensaiou atingir em meados do mês.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,39% no dia, a 187.317,64 pontos, mas caiu 1,8% na semana, encurtada pelo feriado do Dia do Trabalho na sexta-feira, e terminou abril com variação negativa de 0,08%.Na máxima do dia, chegou a 187.920,77 pontos. Na mínima, marcou 184.758,66 pontos. O volume financeiro somou R$28,8 bilhões.
Wall Street encerra em alta; S&P 500 e Nasdaq têm os maiores ganhos mensais em anos
As ações nos EUA avançaram nesta quinta-feira e o S&P 500 e o Nasdaq registraram seus maiores ganhos mensais em anos, uma vez que os sólidos lucros corporativos compensaram o choque no fornecimento de petróleo relacionado à guerra, que abalou os mercados e levou os preços do petróleo aos níveis mais altos em quatro anos.
Mas os preços do petróleo diminuíram e os dados econômicos mostraram que a economia dos EUA continua a crescer em um ritmo saudável, ajudando os investidores a deixarem de lado as tensões geopolíticas e a fecharem um mês de ganhos sólidos.
O Dow Jones Industrial Average subiu 1,62%, para 49.652,14 pontos, o S&P 500 ganhou 1,02%, para 7.209,00 pontos, e o Nasdaq Composite avançou 0,89%, para 24.892,31 pontos.Dos 11 principais setores do S&P 500, apenas o setor de tecnologia ficou no vermelho, enquanto os serviços de comunicação e o setor industrial lideraram os ganhos.
As bolsas da Europa fecharam em alta
Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 1,62%, a 10.378,82 pontos.
Em Frankfurt, o DAX subiu 1,33%, a 24.272,32 pontos.
Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,53%, a 8.114,84 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,94%, a 48.246,12 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 subiu 0,62%, a 17.752,00 pontos.
Em Lisboa, o PSI 20 teve alta de 1,47%, a 9.344,96 pontos.
As bolsas asiáticas fecharam sem direção única
No retorno de um feriado no Japão, Nikkei caiu 1,06% em Tóquio, a 59.284,92 pontos.
O sul-coreano Kospi recuou 1,38% em Seul, a 6.598,87 pontos;
Hang Seng cedeu 1,28% em Hong Kong, a 25.776,53 pontos;
Taiex registrou queda de 0,96% em Taiwan, a 38.926,63 pontos.
Na China, o Xangai Composto subiu 0,11%, a 4.111,16 pontos,
menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,13%, a 2.776,23 pontos.
Na Oceania, com declínio de 0,24% do S&P/ASX 200 em Sydney, a 8.665,80 pontos.
Em Moscou, o MOEX Russia Index, teve alta de 0,65% a 2.656,90 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve baixa de 0,75% a 76.913,50 pontos.
Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.
