Bitcoin: R$ 378.569,33 Reais e US$ 75.759,31 Dólares.
Dólar comercial: R$ 5,0014
Euro comercial: R$ 5,840
Libra: R$ 6,774
Dólar sobe e fecha a R$ 5, com mercado de olho em juros no Brasil e nos EUA
O dólar fechou a quarta-feira em alta no Brasil, voltando ao patamar de R$5,00, com o real acompanhando o desempenho fraco de divisas pares em meio ao fortalecimento da moeda norte-americana e do petróleo no exterior, em um dia marcado por decisões de juros nos Estados Unidos e no Brasil.
O dólar à vista fechou em alta de 0,39%, aos R$5,0021. Às 17h23, o dólar futuro para maio -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- subia 0,65% na B3, aos R$5,0090. No exterior, o dólar operou com força, com o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,38%, a 98,966. Nesse contexto, a divisa também registrou ganhos contra pares do real, como o peso chileno e o peso mexicano.
O fortalecimento do dólar se deu em meio ao avanço do petróleo, com os contratos do Brent fechando em alta de 6,08%, a US$118,03 por barril, depois que o Wall Street Journal citou autoridades dos EUA dizendo que o presidente dos EUA, Donald Trump, instruiu assessores a se prepararem para um bloqueio prolongado do Irã.
Ainda no exterior, o foco também se voltou para a decisão de juros do Federal Reserve, que manteve as taxas de juros estáveis, na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, como esperado pelo mercado, citando a inflação elevada em seu comunicado.
Embora tenha fechado em alta contra o real, o movimento do dólar vem sendo mais tímido desde o início da semana.
"O mercado está meio de lado desde segunda-feira. A leitura é de que estamos perdendo fluxo estrangeiro na bolsa, o que está impactando o câmbio", disse Nicolas Gomes, especialista em câmbio da Manchester Investimentos, citando a perspectiva de redução de corte de juros pelo Banco Central como um motivo da redução do fluxo para o Brasil.
Com divulgação prevista para aproximadamente 18h30 desta quarta-feira, as apostas majoritárias do mercado sinalizam que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduzirá a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,5% ao ano, em meio à cautela com a guerra entre Estados Unidos e Irã e seus impactos nos preços.
Para os economistas do Bank of America, a principal mudança no comunicado do BC divulgado ao fim da reunião deve ser "uma caracterização menos favorável da dinâmica da inflação e das expectativas, que se distanciaram ainda mais da meta".
"Com o horizonte de política monetária relevante passando para o 4º trimestre de 2027, o Copom deve manter a porta aberta para novos cortes graduais, dependendo dos dados que forem divulgados e da contenção dos efeitos de segunda ordem", disse o banco em relatório.
A agenda doméstica também contou com os dados de emprego do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que mostraram que o Brasil abriu 228.208 vagas formais de trabalho em março, acima do esperado por economistas. Pela manhã, também foi divulgado que os preços ao produtor no Brasil subiram 2,37% em março.
Ibovespa cai 2% e reverte alta no mês em dia com foco em juros, balanços e petróleo
A quarta-feira foi de forte correção negativa na bolsa paulista, com o Ibovespa fechando abaixo dos 185 mil pontos e revertendo os ganhos de abril.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa fechou em queda de 2,05%, a 184.750,42 pontos, no sexto pregão seguido de baixa e agora acumulando um declínio de 1,45% em abril. No ano, ainda sobe 14,66%. Na mínima da sessão, o índice chegou a 184.504,18 pontos. Na máxima, marcou 188.709,96 pontos. O volume financeiro na bolsa somou R$28,94 bilhões.
Wall Street termina sem direção comum antes de resultados de big techs
Wall Street oscilou nesta quarta-feira, enquanto os investidores lidavam com a alta dos preços do petróleo, a decisão sobre a taxa de juros do Federal Reserve e um quarteto de lucros de alto nível a serem divulgados após fechamento do mercado.
Os três principais índices de ações dos EUA oscilaram depois que o comunicado do Fed revelou que a decisão de manter as taxas estáveis foi a mais dividida desde 1992, juntamente com as incertezas relativas ao aumento dos preços de energia devido à turbulência no Oriente Médio.
O Dow Jones Industrial Average caiu 0,57%, para 48.861,81 pontos, o S&P 500 perdeu 0,04%, para 7.135,98 pontos, e o Nasdaq Composite ganhou 0,04%, para 24.673,24 pontos.
Entre os 11 principais setores do S&P 500, as ações de energia, beneficiadas pelo salto nos preços do petróleo, lideraram os ganhos. Os setores de serviços públicos e materiais sofreram as maiores perdas percentuais.
As bolsas europeias fecharam em queda
Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 1,16%, a 10.213,11 pontos.
Em Frankfurt, o DAX caiu 0,31%, a 23.943,74 pontos.
Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,39%, a 8.072,13 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB recuou 0,51%, a 47.796,03 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 caiu 0,64%, a 17.661,90 pontos.
Em Lisboa, o PSI 20 perdeu 0,60%, a 9.209,54 pontos.
As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta
O índice sul-coreano Kospi subiu 0,75% em Seul, a 6.690,90 pontos,
Hang Seng avançou 1,68% em Hong Kong, a 26.111,84 pontos.
Na China, o Xangai Composto teve ganho de 0,71%, a 4.107,51 pontos,
Shenzhen Composto registrou alta de 1,66%, a 2.772,50 pontos.
Taiex caiu 0,55% em Taiwan, a 39.303,50 pontos.
No Japão, não houve pregão hoje devido a um feriado nacional.
Na Oceania, S&P/ASX 200 caiu 0,27% em Sydney, a 8.687,00 pontos.
Em Moscou, o MOEX Russia Index, teve baixa de 2,16% a 2.638,37 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve alta de 0,79% a 77.496,36 pontos.
Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.
