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Dólar à vista fecha estável, a R$4,9828 na venda
O dólar fechou a terça-feira próximo da estabilidade no Brasil, em meio à falta de uma definição sobre o conflito no Oriente Médio e a cautela antes das decisões de juros do Banco Central e do Federal Reserve. O dólar à vista fechou estável, aos R$4,9828. Às 17h25, o dólar futuro para maio -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 0,1% na B3, aos R$4,9825.
O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã seguiu ditando o humor dos mercados, depois que uma autoridade norte-americana disse que o presidente dos EUA, Donald Trump, está insatisfeito com a última proposta iraniana para resolver a guerra de dois meses. Mais cedo, nesta terça, Trump disse que o Irã afirmou estar em estado de colapso e quer que os Estados Unidos abram o Estreito de Ormuz o mais rápido possível.
Diante da ausência de uma resolução para o conflito e sem a perspectiva de reabertura do Estreito de Ormuz, os preços do petróleo subiram mais uma vez, com o contrato do Brent fechando o dia em alta de 2,8%, a US$111,26 por barril.
Nesse ambiente, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,18%, a 98,639. No Brasil, a falta de uma definição sobre o conflito no Oriente Médio inspirou cautela, depois da cotação do dólar ter chegado aos R$5 na abertura. "O mercado ainda está evitando algum posicionamento mais contundente", disse o diretor da FB Capital, Fernando Bergallo.
A cautela também refletia a expectativa pelas decisões de juros do Banco Central do Brasil e do Federal Reserve, que serão anunciadas na quarta-feira. A maioria do mercado aposta em uma redução da Selic para 14,50% ao ano, com um corte de 0,25 ponto percentual. Para o Fed, a previsão é de manutenção da taxa do Fed na faixa de 3,5% a 3,75% ao ano. Os bancos centrais da zona do euro, do Reino Unido e do Canadá também anunciarão suas decisões sobre as taxas esta semana.
No campo doméstico, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou pela manhã que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) teve alta de 0,89% em abril, depois de subir 0,44% em março. Foi a taxa mensal mais elevada desde fevereiro de 2025 (1,23%). Ainda assim, os dados ficaram abaixo das expectativas em pesquisa da Reuters de altas de 1,0% na base mensal e de 4,49% em 12 meses.
Ibovespa fecha em queda pressionado por Vale e exterior desfavorável; Gerdau sobe 4%
O Ibovespa fechou em queda nesta terça-feira, com Vale entre as principais pressões negativas em dia de declínio dos preços do minério de ferro na China, enquanto a situação no Oriente Médio continua impondo cautela aos negócios.
Investidores também estão na expectativa dos desfechos das reuniões de política monetária nos Estados Unidos e Brasil, que serão conhecidos na quarta-feira.
Ibovespa recuou 0,51%, a 188.618,69 pontos, chegando a 187.236,79 na mínima do dia. Na máxima, marcou 189.578,50 pontos.
Com tal desempenho, o Ibovespa agora soma ganho de apenas 0,62% em abril. O volume financeiro nesta terça-feira somou R$23,95 bilhões.
Nasdaq e S&P 500 caem devido a novas preocupações com crescimento da IA antes dos lucros das grandes empresas de tecnologia
As ações nos EUA fecharam em baixa nesta terça-feira, afastando-se dos recordes de fechamento, já que as preocupações renovadas com o boom da inteligência artificial pesaram sobre os papéis de tecnologia, dias antes de cinco das empresas mais importantes do setor divulgarem seus resultados trimestrais.
As ações de semicondutores , que subiram mais de 40% até agora neste ano, pesaram particularmente sobre o Nasdaq, que sofreu sua maior perda percentual diária em um mês.
O Dow Jones Industrial Average caiu 0,05%, para 49.141,93 pontos, o S&P 500 perdeu 0,49%, para 7.138,80 pontos, e o Nasdaq Composite recuou 0,90%, para 24.663,80 pontos.
Dos 11 principais setores do S&P 500, as ações de tecnologia foram as que mais caíram, enquanto as ações de energia tiveram o maior ganho percentual.
As Bolsas da Europa fecharam sem direção única
Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,11%, a 10.332,79 pontos.
Em Frankfurt, o DAX caiu 0,18%, a 24.040,29 pontos.
Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,46%, a 8.104,09 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,77%, a 48.040,24 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 registrou alta de 0,60%, a 17.799,20 pontos.
Em Lisboa, o PSI 20 subiu 0,95%, a 9.265,14 pontos.
As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa
O Nikkei caiu 1,02% em Tóquio, a 59.917,46 pontos,
Hang Seng recuou 0,95% em Hong Kong, a 25.679,78 pontos,
Taiex cedeu 0,24% em Taiwan, a 39.521,73 pontos.
Na China, o Xangai Composto teve baixa de 0,19%, a 4.078,64 pontos,
Shenzhen Composto registrou queda de 1,07%, a 2.727,23 pontos.
Kospi avançou 0,39% em Seul, a 6.641,02 pontos,
Na Oceania, S&P/ASX 200 recuou 0,64% em Sydney, a 8.710,70 pontos.
Em Moscou, o MOEX Russia Index, teve baixa de 1,27% a 2.697,59 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve baixa de 0,54% a 76.886,91 pontos.
Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.
