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Dólar tem variação discreta, mas fecha abaixo dos R$5,00 com otimismo sobre guerra
O dólar fechou a sexta-feira próximo da estabilidade no Brasil, com uma leve variação negativa, mas suficiente para encerrar a semana abaixo dos R$5,00, em meio a esperanças renovadas de que Irã e Estados Unidos possam chegar a um acordo para encerrar a guerra.
O dólar à vista fechou em baixa de 0,10%, aos R$4,9995. Na semana, a divisa dos EUA acumulou alta de 0,32% e, no ano, queda de 8,92%. Às 17h07, o dólar futuro para maio -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 0,67% na B3, aos R$5,0050.
No início do dia, o Banco Central ofertou US$1 bilhão à vista e, simultaneamente, 20.000 contratos de swap cambial reverso, no mesmo valor, em dois leilões simultâneos -- operação conhecida no mercado como "casadão". Porém, a instituição não aceitou nenhuma proposta dos dealers de câmbio para nenhum dos leilões. Operações como essa geralmente são realizadas para injetar liquidez no mercado à vista, equilibrando o sistema. Como o BC não aceitou propostas, as cotações do dólar ganharam um pouco de força no mercado à vista, mas depois retornaram para perto da estabilidade.
No fim da manhã, sem efeitos sobre as cotações, o BC vendeu 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 4 de maio.Durante a tarde, o otimismo nos mercados aumentou após notícias vindas do lado iraniano e do lado norte-americano.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, era esperado nesta sexta-feira na capital paquistanesa, Islamabad, para discutir propostas para reiniciar as negociações de paz com os EUA, mas fontes paquistanesas disseram que ele não deveria se encontrar com os negociadores norte-americanos no local. Já a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que o presidente Donald Trump planeja mandar os enviados especiais Steve Witkoff e Jared Kushner para negociações com Araqchi em Islamabad. A dupla partirá na manhã de sábado.
A expectativa de um desfecho para a guerra fez os rendimentos dos Treasuries se firmarem em baixa durante a tarde, enquanto o petróleo Brent reduziu os ganhos vistos mais cedo, ainda que seguisse acima dos US$105 o barril. Nos mercados globais de moedas, o dólar perdeu força ante boa parte das demais divisas, mas no Brasil a moeda norte-americana pouco se afastou da estabilidade até o fechamento.
"Sinais de continuidade nas negociações entre EUA e Irã e a extensão do cessar-fogo ajudaram a reduzir o prêmio de risco geopolítico, enquanto a queda nos rendimentos de curto prazo dos Treasuries enfraqueceu o DXY (índice do dólar)", pontuou Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, em comentário escrito.
Às 17h18, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,31%, a 98,519.
Ibovespa fecha em queda com Brava capitaneando perdas; Usiminas sobe
O Ibovespa fechou em queda nesta sexta-feira, com o cenário de incerteza no Oriente Médio endossando mais uma semana de correção na bolsa paulista, após recordes renovados em meados de abril.
As ações da Brava Energia figuraram entre as maiores quedas do dia em meio à repercussão da oferta da colombiana Ecopetrol, chegando a perder quase 8% na mínima, enquanto Usiminas abriu a temporada de balanços de empresas do Ibovespa com um lucro de quase R$900 milhões no primeiro trimestre, que fez suas ações dispararem mais de 10% no melhor momento.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,33%, a 190.745,02 pontos, acumulando um declínio de 2,55% na semana. Na máxima do dia, marcou 191.390,33 pontos. Na mínima, chegou a 189.962,93 pontos. O volume financeiro somou R$25,38 bilhões.
Tal desempenho distancia um pouco mais o Ibovespa da marca inédita dos 200 mil pontos, que chegou a avistar em meados do mês, quando superou pela primeira vez os 199 mil pontos na máxima do dia 14.
A fraqueza recente na bolsa paulista é acompanhada por alguma saída de capital externo, embora o saldo no mês permaneça positivo, em R$11 bilhões, considerando dados até o dia 22. Até o dia 15, porém, a B3 registrava uma entrada líquida de R$14,6 bilhões em abril. Investidores permanecem atentos à guerra no Oriente Médio, com o barril do petróleo chegando ao patamar de US$107 nesta sexta-feira antes de reduzir o fôlego e fechar com acréscimo de 0,25%, a US$105,33, no caso do barril sob o contrato Brent.
S&P 500 e Nasdaq têm fechamentos recordes com alta de tecnologia e esperanças de negociações com Irã
O S&P 500 e o Nasdaq tiveram fechamentos recordes nesta sexta-feira, impulsionados pelo otimismo em relação a possíveis negociações entre os EUA e o Irã para pôr fim à guerra e por um aumento nas ações da Intel, que ampliou a recuperação das ações de semicondutores.
Fontes do governo paquistanês disseram que o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, era esperado na capital paquistanesa, Islamabad, nesta sexta-feira, para discutir propostas para o reinício das negociações de paz. Já a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse em uma entrevista à Fox News que os enviados Steve Witkoff e Jared Kushner viajarão para Islamabad na manhã de sábado para conversações com o Irã mediadas pelo Paquistão.
O Dow Jones Industrial Average caiu 0,16%, para 49.230,71 pontos, enquanto o S&P 500 ganhou 0,80%, para 7.165,08 pontos, e o Nasdaq Composite subiu 1,63%, para 24.836,60 pontos.
Na semana, o S&P 500 ganhou 0,55%, o Nasdaq subiu 1,5% e o Dow caiu 0,44%. O índice de tecnologia S&P 500 subiu 2,46% e foi o de melhor desempenho entre os 11 principais setores do S&P. As ações de tecnologia também conseguiram ignorar a prévia do novo modelo altamente esperado da DeepSeek.
O S&P 500 e o Nasdaq registraram uma quarta semana consecutiva de ganhos, a maior sequência desde o quarto trimestre de 2024. O Dow, entretanto, interrompeu uma série de três semanas de alta.
A atenção também está se voltando para a reunião do Federal Reserve na próxima semana, que será examinada em busca de pistas sobre cortes nas taxas de juros e a sucessão da liderança do banco central.
O Departamento de Justiça dos EUA está encerrando sua investigação sobre o chair do Fed, Jerome Powell, eliminando um obstáculo para a confirmação de Kevin Warsh, escolhido por Trump para liderar o banco central. Os mercados estavam precificando uma chance de aproximadamente 39% de um corte de pelo menos 25 pontos-base na reunião de dezembro do Fed, de acordo com a ferramenta FedWatch da CME, acima dos cerca de 23% da sessão anterior.
Um forte início da temporada de lucros ajudou a fortalecer as ações contra as notícias voláteis sobre o Irã. As expectativas de crescimento dos lucros para o primeiro trimestre estão agora em 16,1%, de acordo com dados da LSEG, acima dos 14,4% registrados no início de abril.
As bolsas da Europa fecharam em queda
Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,75%, a 10.379,08 pontos.
Em Frankfurt, o DAX caiu 0,06%, a 24.140,87 pontos.
Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,84%, a 8.157,82 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB recuou 0,52%, a 47.656,11 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 registrou baixa de 1,06%, a 17.696,20 pontos.
Em Lisboa, o PSI 20 perdeu 0,92%, a 9.123,76 pontos.
As bolsas asiáticas fecharam sem direção única
O índice japonês Nikkei subiu 0,97% em Tóquio, a 59.716,18 pontos
Kospi ficou praticamente estável em Seul, a 6.475,63 pontos,
Hang Seng avançou 0,24% em Hong Kong, a 25.978,07 pontos,
Taiex saltou 3,23% em Taiwan, a 38.932,40 pontos.
Na China continental: o Xangai Composto recuou 0,33%, a 4.079,90 pontos,
Shenzhen Composto caiu 0,60%, a 2.743,05 pontos.
Em Moscou, o MOEX Russia Index, teve baixa de 1,27% a 2.736,25 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve baixa de 1,29% a 76.664,21 pontos.
Na Oceania, a bolsa australiana; O S&P/ASX 200 recuou 0,08% em Sydney, a 8.786,50 pontos.
Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.
