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quinta-feira, 23 de abril de 2026

Mercado financeiro Dólar, Ibovespa e Bolsas: 23/04/26

Bitcoin: R$ 391.230,33 Reais e US$ 77.883,80 Dólares.

Dólar volta a fechar acima de R$5,00 após cenário externo se deteriorar à tarde

Após sustentar baixas até o início da tarde, o dólar virou para o território positivo e se firmou em alta no Brasil, encerrando a quinta-feira acima dos R$5,00, em meio a notícias que colocam em dúvida um possível acordo de paz entre EUA e Irã.

O dólar à vista fechou o dia em alta de 0,62%, aos R$5,0046. Desde 10 de abril a moeda norte-americana não encerrava acima de R$5,00. No ano, a divisa dos EUA passou a acumular queda de 8,82% ante o real. Às 17h03, o dólar futuro para maio -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- subia 0,74% na B3, aos R$5,0095.

Até o início da tarde o dólar oscilou em baixa ante o real, dando continuidade ao movimento mais recente de fortalecimento do real, ainda que o cenário no Oriente Médio seguisse nebuloso. À tarde, porém, a tendência mudou, em meio a declarações de autoridades dos dois lados da guerra.

O presidente norte-americano, Donald Trump, disse que um acordo com o Irã só será feito quando for "apropriado e bom" para os EUA. Já o presidente do Irã disse na rede X que o "agressor" se arrependerá. Também durante a tarde, surgiram notícias sobre a ativação de defesas aéreas no Irã, apesar do cessar-fogo.

Na esteira do noticiário, o dólar ganhou força, passando a subir ante a maior parte das demais divisas, incluindo o real. Após marcar a cotação mínima de R$4,9400 (-0,68%) às 12h14, o dólar à vista atingiu a máxima de R$5,0182 (+0,90%) às 16h36.

“No fim da tarde, a gente viu... o dólar ganhando força, muito por conta da questão da guerra. Existem ainda incertezas em relação a este assunto, não se sabe se o cessar-fogo vai continuar, se não vai continuar, se a gente vai ver um fim próximo da guerra ou não”, comentou Cristiane Quartaroli, economista-chefe do Ouribank e especialista em câmbio. “E isso acaba trazendo volatilidade para a moeda.”

No exterior, também sob a influência do noticiário sobre a guerra, às 17h09 o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,21%, a 98,822. No fim da manhã, sem efeito sobre as cotações, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 4 de maio.

À tarde, o BC informou que o Brasil registrou fluxo cambial total negativo de US$3,200 bilhões em abril até o dia 17. Desde que a guerra começou, no fim de fevereiro, já saíram do país US$9,550 bilhões líquidos.

Ibovespa fecha em queda com indefinição sobre guerra no Oriente Médio

O Ibovespa fechou em queda ‌nesta quinta-feira, em meio ao ambiente avesso ao risco nos mercados globais, diante da persistência de incertezas sobre como e quando a guerra no Oriente Médio poderá ser resolvida.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,78%, a 191.378,43 pontos, após marcar 190.929,82 na mínima e 193.346,63 na máxima do dia. O volume financeiro somou ⁠R$24,9 bilhões.

Ações nos EUA fecham em baixa com esperanças mais fracas de acordo com Irã e resultados trimestrais mistos

As ações norte-americanas caíram em negociações instáveis ‌nesta quinta-feira, com a diminuição das esperanças de um fim rápido para a guerra contra o Irã, enquanto os investidores avaliavam um conjunto de resultados mistos de empresas, com o ressurgimento de preocupações sobre a desorganização causada pela IA no setor de software.

As ações vinham se mantendo praticamente inalteradas depois que o Irã reforçou o controle sobre o Estreito de Ormuz. Teerã divulgou imagens de seus comandos invadindo um enorme navio de carga que eles alegaram ter apreendido, enquanto exigia ⁠que os EUA suspendessem seu bloqueio naval aos portos iranianos.

O Dow Jones Industrial Average caiu 0,36%, para 49.310,32 pontos, o S&P 500 perdeu 0,41%, para 7.108,40 pontos, e o Nasdaq Composite recuou 0,89%, para 24.438,50 pontos.

As bolsas europeias fecharam sem direção única 

Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,19%, a 10.457,01 pontos. 
Em Frankfurt, o DAX caiu 0,06%, a 24.180,68 pontos. 
Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,87%, a 8.227,32 pontos. 
Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,26%, a 47.907,41 pontos. 
Em Madri, o Ibex 35 caiu 0,53%, a 17.910,60 pontos. 
Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 0,25%, a 9.208,77 pontos. 

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa 

O índice japonês Nikkei caiu 0,75% em Tóquio, a 59.140,23 pontos, 
Hang Seng recuou 0,95% em Hong Kong, a 25.915,20 pontos, 
Taiex cedeu 0,43% em Taiwan, a 37.714,15 pontos.
Na China continental, o Xangai Composto teve modesta perda de 0,32%, a 4.093,25 pontos, 
Shenzhen Composto registrou queda mais expressiva, de 1,05%, a 2.759,62 pontos.
Kospi avançou 0,90% em Seul, a 6.475,81 pontos, 
Na Oceania, a bolsa australiana, S&P/ASX 200 recuou 0,57% em Sydney, a 8.793,40 pontos.
Em Moscou, o MOEX Russia Index, teve alta de 0,48% a 2.774,94 pontos, 
Índia, o S&P BSE Sensex, teve baixa de 1,09% a 77.664,00 pontos.

Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters. 

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