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Dólar volta a fechar acima de R$5,00 após cenário externo se deteriorar à tarde
Após sustentar baixas até o início da tarde, o dólar virou para o território positivo e se firmou em alta no Brasil, encerrando a quinta-feira acima dos R$5,00, em meio a notícias que colocam em dúvida um possível acordo de paz entre EUA e Irã.
O dólar à vista fechou o dia em alta de 0,62%, aos R$5,0046. Desde 10 de abril a moeda norte-americana não encerrava acima de R$5,00. No ano, a divisa dos EUA passou a acumular queda de 8,82% ante o real. Às 17h03, o dólar futuro para maio -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- subia 0,74% na B3, aos R$5,0095.
Até o início da tarde o dólar oscilou em baixa ante o real, dando continuidade ao movimento mais recente de fortalecimento do real, ainda que o cenário no Oriente Médio seguisse nebuloso. À tarde, porém, a tendência mudou, em meio a declarações de autoridades dos dois lados da guerra.
O presidente norte-americano, Donald Trump, disse que um acordo com o Irã só será feito quando for "apropriado e bom" para os EUA. Já o presidente do Irã disse na rede X que o "agressor" se arrependerá. Também durante a tarde, surgiram notícias sobre a ativação de defesas aéreas no Irã, apesar do cessar-fogo.
Na esteira do noticiário, o dólar ganhou força, passando a subir ante a maior parte das demais divisas, incluindo o real. Após marcar a cotação mínima de R$4,9400 (-0,68%) às 12h14, o dólar à vista atingiu a máxima de R$5,0182 (+0,90%) às 16h36.
“No fim da tarde, a gente viu... o dólar ganhando força, muito por conta da questão da guerra. Existem ainda incertezas em relação a este assunto, não se sabe se o cessar-fogo vai continuar, se não vai continuar, se a gente vai ver um fim próximo da guerra ou não”, comentou Cristiane Quartaroli, economista-chefe do Ouribank e especialista em câmbio. “E isso acaba trazendo volatilidade para a moeda.”
No exterior, também sob a influência do noticiário sobre a guerra, às 17h09 o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,21%, a 98,822. No fim da manhã, sem efeito sobre as cotações, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 4 de maio.
À tarde, o BC informou que o Brasil registrou fluxo cambial total negativo de US$3,200 bilhões em abril até o dia 17. Desde que a guerra começou, no fim de fevereiro, já saíram do país US$9,550 bilhões líquidos.
Ibovespa fecha em queda com indefinição sobre guerra no Oriente Médio
O Ibovespa fechou em queda nesta quinta-feira, em meio ao ambiente avesso ao risco nos mercados globais, diante da persistência de incertezas sobre como e quando a guerra no Oriente Médio poderá ser resolvida.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,78%, a 191.378,43 pontos, após marcar 190.929,82 na mínima e 193.346,63 na máxima do dia. O volume financeiro somou R$24,9 bilhões.
Ações nos EUA fecham em baixa com esperanças mais fracas de acordo com Irã e resultados trimestrais mistos
As ações norte-americanas caíram em negociações instáveis nesta quinta-feira, com a diminuição das esperanças de um fim rápido para a guerra contra o Irã, enquanto os investidores avaliavam um conjunto de resultados mistos de empresas, com o ressurgimento de preocupações sobre a desorganização causada pela IA no setor de software.
As ações vinham se mantendo praticamente inalteradas depois que o Irã reforçou o controle sobre o Estreito de Ormuz. Teerã divulgou imagens de seus comandos invadindo um enorme navio de carga que eles alegaram ter apreendido, enquanto exigia que os EUA suspendessem seu bloqueio naval aos portos iranianos.
O Dow Jones Industrial Average caiu 0,36%, para 49.310,32 pontos, o S&P 500 perdeu 0,41%, para 7.108,40 pontos, e o Nasdaq Composite recuou 0,89%, para 24.438,50 pontos.
As bolsas europeias fecharam sem direção única
Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,19%, a 10.457,01 pontos.
Em Frankfurt, o DAX caiu 0,06%, a 24.180,68 pontos.
Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,87%, a 8.227,32 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,26%, a 47.907,41 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 caiu 0,53%, a 17.910,60 pontos.
Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 0,25%, a 9.208,77 pontos.
As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa
O índice japonês Nikkei caiu 0,75% em Tóquio, a 59.140,23 pontos,
Hang Seng recuou 0,95% em Hong Kong, a 25.915,20 pontos,
Taiex cedeu 0,43% em Taiwan, a 37.714,15 pontos.
Na China continental, o Xangai Composto teve modesta perda de 0,32%, a 4.093,25 pontos,
Shenzhen Composto registrou queda mais expressiva, de 1,05%, a 2.759,62 pontos.
Kospi avançou 0,90% em Seul, a 6.475,81 pontos,
Na Oceania, a bolsa australiana, S&P/ASX 200 recuou 0,57% em Sydney, a 8.793,40 pontos.
Em Moscou, o MOEX Russia Index, teve alta de 0,48% a 2.774,94 pontos,
Índia, o S&P BSE Sensex, teve baixa de 1,09% a 77.664,00 pontos.
Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.
