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Dólar fecha estável ante o real com guerra no Oriente Médio no foco
O dólar fechou a quarta-feira pós-feriado no Brasil estável, novamente conduzido pelo noticiário da guerra no Oriente Médio, depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, prorrogar indefinidamente o cessar-fogo com o Irã.
O dólar à vista encerrou o dia com variação negativa de apenas 0,01%, cotado aos R$4,9736, o menor valor de fechamento registrado até agora em 2026. No ano, a divisa passou a acumular queda de 9,39% ante o real. Às 17h04, o dólar futuro para maio -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- subia 0,39% na B3, aos R$4,9820.
Trump anunciou a extensão do cessar-fogo pelas redes sociais, embora não estivesse claro se o Irã ou Israel, o aliado dos EUA na guerra, concordariam com a trégua.
Por sua vez, o Irã capturou dois navios porta-contêineres que tentavam sair do Golfo Pérsico pelo Estreito de Ormuz nesta quarta-feira, depois de disparar contra eles e outra embarcação, nas primeiras apreensões iranianas desde o início da guerra. Segundo o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, um cessar-fogo completo só faria sentido se não fosse violado por bloqueio norte-americano aos portos iranianos.
Neste cenário ainda turbulento no Oriente Médio, o petróleo Brent voltou a superar os US$100 o barril e o dólar sustentava ganhos ante uma cesta de divisas fortes. No Brasil, após marcar a cotação máxima de R$4,9914 (+0,35%) às 9h16, o dólar à vista atingiu a mínima de R$4,9550 (-0,39%) às 11h03, em mais uma sessão de oscilações em margens estreitas.
"A história sobre se sai ou não um acordo entre EUA e Irã pegou para os dois lados hoje: uma hora o dólar subiu, outra ele caiu, mas sempre em margens estreitas", comentou à tarde o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik, que vê espaço para uma queda adicional das cotações. "(Caso seja) resolvida essa guerra, a tendência é de dólar um pouco mais para baixo, porque voltará o fluxo externo, a arbitragem", disse.
Para o economista-chefe do Banco Pine, Cristiano Oliveira, "o Brasil tem se destacado como destino de alocação em um ambiente geopolítico global incerto e fragmentado". "Esse pano de fundo reforça nossa visão de continuidade da tendência de apreciação do real no curto e médio prazos, mas em ritmo mais moderado", acrescentou em análise escrita.
Pela manhã, o Banco Central do Brasil informou que em virtude do feriado de Tiradentes, na véspera, a divulgação dos dados semanais de fluxo cambial foi adiada desta quarta-feira para quinta-feira, no horário das 14h30. No fim da manhã, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 4 de maio. No exterior, às 17h13, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,26%, a 98,629.
Ibovespa fecha em queda com ajustes e bancos entre maiores pressões
O Ibovespa fechou em queda nesta quarta-feira, reflexo de movimentos de realização de lucro e reprecificação de risco, com as ações dos bancos entre as principais pressões negativas.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 1,65%, a 192.888,96 pontos, após marcar 192.687,29 na mínima e 196.132,06 na máxima do dia. O volume financeiro somou R$26,59 bilhões.
Wall Street sobe com extensão do cessar-fogo no Irã e lucros sólidos
As ações norte-americanas subiram nesta quarta-feira, interrompendo uma derrapagem de dois dias do S&P 500 e do Nasdaq, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, estendeu o cessar-fogo com o Irã, embora permaneça a incerteza sobre se isso resultará em negociações de paz firmes.
Trump disse que a extensão indefinida do cessar-fogo seguiu uma solicitação de mediadores paquistaneses. No entanto, o bloqueio da Marinha dos EUA aos portos iranianos continuou em vigor, e o Irã apreendeu dois navios no Estreito de Ormuz.
O Dow Jones Industrial Average subiu 0,69%, para 49.490,03 pontos, o S&P 500 ganhou 1,05%, para 7.137,90 pontos, e o Nasdaq Composite avançou 1,64%, para 24.657,57 pontos.
As bolsas da Europa fecharam sem direção única
Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,21%, a 10.476,46 pontos.
Em Frankfurt, o DAX caiu 0,25%, a 24.210,23 pontos.
Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,96%, a 8.156,43 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB recuou 0,25%, a 47.785,46 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 teve queda de 0,81%, a 17.995,80 pontos.
Em Lisboa, o PSI 20 subiu 0,54%, a 9.185,60 pontos.
As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta
O índice japonês Nikkei subiu 0,40% em Tóquio, para o patamar inédito de 59.585,86 pontos,
enquanto o sul-coreano Kospi avançou 0,46% em Seul, a 6.417,93 pontos, também em nível recorde.
O Taiex registrou ganho de 0,73% em Taiwan, a 37.878,47 pontos,
O Hang Seng destoou ao cair 1,22% em Hong Kong, a 26.163,24 pontos,
Na China continental, o Xangai Composto teve alta de 0,52%, a 4.106,26 pontos,
O menos abrangente Shenzhen Composto subiu 1%, a 2.789,00 pontos.
Na Oceania, a bolsa australiana ficou no vermelho hoje, O S&P/ASX 200 recuou 1,18% em Sydney, a 8.843,60 pontos.
Em Moscou, o MOEX Russia Index, teve alta de 0,35% a 2.767,33 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve baixa de 0,95% a 78.516,49 pontos.
Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.
