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Dólar fecha perto da estabilidade ante o real com EUA e Irã no foco das atenções
Em uma sessão marcada pela baixa liquidez, o dólar oscilou em margens estreitas ante o real e fechou a segunda-feira, 20, perto da estabilidade, com os investidores atentos à possibilidade de uma nova rodada de negociações entre EUA e Irã.
O dólar à vista fechou o dia em leve baixa de 0,19%, aos R$4,9742. No ano, a divisa passou a acumular queda de 9,38% ante o real. Às 17h04, o dólar futuro para maio — atualmente o mais líquido no mercado brasileiro — cedia 0,11% na B3, aos R$4,9845.
Nesta segunda-feira entre o fim de semana e o feriado de Tiradentes no Brasil, o foco do mercado esteve mais uma vez voltado para o exterior, onde o cessar-fogo entre EUA e Irã está em xeque.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que representantes do país chegarão ao Paquistão na noite desta segunda-feira para uma nova rodada de negociações com o Irã. Ao mesmo tempo, ameaçou atacar usinas de energia e pontes iranianas se Teerã não aceitar um acordo para dar fim à guerra.
O Irã rejeitou o ultimato de Trump e declarou sua ausência na segunda rodada de negociações, além de voltar a fechar o tráfego de navios no Estreito de Ormuz, por onde circulam 20% do petróleo mundial. Na terça-feira termina o prazo de cessar-fogo entre EUA e Irã. Em comunicado, o Irã também acusou os EUA de "contínuas violações do cessar-fogo" e disse que isso é um obstáculo para o processo diplomático.
Nas idas e vindas de EUA e Irã, o dólar sustentava perdas firmes ante outras moedas fortes, como o euro e a libra, mas exibia no fim da tarde sinais mistos ante moedas de países emergentes. A moeda norte-americana subia ante a rupia indiana e o peso chileno, mas caía ante o peso colombiano e o peso mexicano.
No Brasil, o fato de terça-feira ser feriado reduziu a liquidez no mercado cambial. Sem a garantia de que haja um acordo para dar fim à guerra, as cotações pouco se movimentaram.
Após marcar a cotação máxima intradia de R$4,9926 (+0,18%) às 11h51, o dólar à vista cedeu à mínima de R$4,9711 (-0,25%) às 15h23. Da máxima para a mínima, a oscilação foi de apenas -0,43%. No fim da manhã, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 4 de maio. Às 17h10, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,40%, a 98,057.
Ibovespa avança, mas volume negociado fica abaixo da média com incerteza sobre Oriente Médio
O Ibovespa fechou em alta nesta segunda-feira, com as ações da Petrobras entre os principais suportes, mas o volume negociado ficou abaixo da média, com o feriado no Brasil na terça-feira endossando cautela diante de um cenário incerto no Oriente Médio.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,2%, a 196.132,06 pontos, após marcar 195.281,94 pontos na mínima e 196.724,17 pontos na máxima do dia, vindo de três quedas seguidas. O volume financeiro somou R$22,7 bilhões, abaixo das médias diárias do mês, de R$44,25 bilhões, e do ano, de R$36,98 bilhões.
Na terça-feira, a B3 estará fechada em razão do feriado pelo Dia de Tirandentes.
Wall Street fecha em leve queda com novas tensões entre EUA e Irã
O mercado acionário nos Estados Unidos fechou em leve queda nesta segunda-feira, com cada um dos três principais índices saindo de uma terceira semana consecutiva de ganhos, conforme novas tensões entre os EUA e o Irã colocaram em dúvida a durabilidade de um cessar-fogo de duas semanas.
O Irã está considerando participar de negociações de paz com os EUA no Paquistão, disse uma autoridade sênior iraniana à Reuters, após as medidas tomadas por Islamabad para acabar com o bloqueio dos EUA aos portos iranianos. No entanto, outra fonte disse que o vice-presidente JD Vance ainda estava nos EUA, negando relatos de que ele estava a caminho do Paquistão para conversações.
O Irã abriu o Estreito de Ormuz na sexta-feira, alimentando uma ampla alta no mercado, com o S&P 500 e o Nasdaq registrando recordes pela terceira sessão consecutiva, obtendo seus maiores ganhos semanais em 11 meses. No entanto, Teerã fechou novamente a importante via marítima no fim de semana.
De acordo com dados preliminares, o S&P 500 perdeu 0,22%, encerrando em 7.110,22 pontos, enquanto o Nasdaq Composite recuou 0,25%, para 24.408,00 pontos. O Dow Jones Industrial Average teve uma variação negativa de 0,01%, para 49.445,24 pontos.
As bolsas da Europa fecharam em queda
Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,55%, a 10609,08 pontos.
Em Frankfurt, o DAX caiu 1,04%, a 24444,33 pontos.
Em Paris, o CAC 40 perdeu 1,12%, a 8331,05 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB recuou 1,36%, a 48207,02 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 teve queda de 1,31%, a 18242,60 pontos.
Em Lisboa, o PSI 20 cedeu 0,08%, a 9177,59 pontos.
As bolsas asiáticas fecharam em alta
Em Tóquio, o índice japonês Nikkei subiu 0,6%, para 58.824,89 pontos.
O sul-coreano Kospi fechou em alta de 0,4% em Seul, a 6.219,09 pontos.
O índice Hang Seng ganhou 0,8% em Hong Kong, a 26.361,07 pontos,
Taiex registrou ganho de 0,4% em Taiwan, a 36.958,80 pontos.
Na China continental, o Xangai Composto teve alta de 0,8%, a 4.082,13 pontos,
Shenzhen Composto subiu 0,7%, a 2.762,28 pontos.
Na Oceania, a bolsa australiana: o S&P/ASX 200 subiu 0,07% em Sydney, a 8.953,30 pontos.
Em Moscou, o MOEX Russia Index, teve alta de 1,14% a 2.754,98 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve alta de 0,034% a 78.520,30 pontos.
Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.
