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Dólar fecha o dia estável com expectativa de reabertura do Estreito de Ormuz
Após subir para perto dos R$5,20 na abertura da sessão, o dólar à vista fechou a quinta-feira estável, com as cotações reagindo à atuação de exportadores na ponta de venda de moeda e às movimentações para reabertura do Estreito de Ormuz.
O dólar à vista fechou com variação positiva de 0,02%, aos R$5,1599. Na semana encurtada pelo feriado da Sexta-feira Santa, a moeda norte-americana acumulou baixa de 1,51% e, no ano, recuo de 6,00%. Às 17h04, o dólar futuro para maio -- o mais líquido no mercado brasileiro -- subia 0,01% na B3, aos R$5,1885.
No início da sessão os investidores reagiram ao discurso da noite de quarta-feira do presidente dos EUA, Donald Trump, que prometeu em rede nacional ataques agressivos ao Irã nas próximas duas ou três semanas, para colocar o país "de volta à Idade da Pedra, onde eles pertencem". O discurso de Trump, que contrastou com falas anteriores de que a guerra seria encerrada em breve, deu força ao petróleo em Londres e em Nova York, impulsionando os rendimentos dos Treasuries e o dólar ante as demais divisas.
Mas ao longo da manhã a moeda norte-americana perdeu força ante o real, se reaproximando da estabilidade. "Aqui sempre tem o fluxo. Perto dos R$5,20, o exportador vende moeda", disse o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik, ao justificar a desaceleração das cotações durante a manhã. O movimento se intensificou após algumas notícias renovarem as esperanças em uma reabertura do Estreito de Ormuz -- por onde circulam 20% do petróleo negociado entre os países.
A agência de notícias oficial IRNA, do Irã, informou que o país está elaborando um protocolo com Omã para monitorar o tráfego no Estreito, enquanto o Reino Unido disse que cerca de 40 países estão discutindo uma ação conjunta para reabrir Ormuz.
Assim, após atingir a maior cotação intradia de R$5,1958 (+0,72%) às 9h01, logo após a abertura, o dólar à vista cedeu à mínima de R$5,1404 (-0,36%) às 11h37, na esteira do noticiário sobre Ormuz. Durante a tarde, a moeda norte-americana se manteve próxima da estabilidade, com o mercado já mais vazio antes do feriado. No exterior, o dólar seguia em alta neste fim de tarde ante boa parte das demais divisas, mas abaixo dos picos do dia. Às 17h07, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes -- subia 0,48%, a 100,040.
Ibovespa fecha quase estável com suporte de petrolíferas
O Ibovespa fechou quase estável nesta quinta-feira, com o desempenho das ações de petrolíferas, notadamente Petrobras, amortecendo a pressão negativa desencadeada por preocupações com uma escalada no conflito no Oriente Médio.
Notícias sobre discussões envolvendo a abertura do Estreito de Ormuz, que transporta cerca de um quinto do consumo de petróleo do mundo, também ajudaram na melhora dos mercados, após o presidente dos Estados Unidos dizer que as operações militares contra o Irã serão intensificadas nas próximas semanas.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa encerrou com acréscimo de 0,05%, 188.052,02 pontos, após ajustes, depois de marcar uma mínima de 185.213,54 pontos (-1,46%). No melhor momento da sessão, chegou a 189.250,57 pontos (+0,69%). Na semana, acumulou alta de 3,58%. O volume financeiro no pregão desta quinta-feira somou R$24,64 bilhões, abaixo do volume médio diário do ano, de R$35,58 bilhões, com agentes financeiros também considerando o feriado na sexta-feira.
Wall Street tem fechamento misto, conforme preocupações persistem antes do feriado
As ações dos Estados Unidos encerraram o pregão sem uma direção definida nesta quinta-feira, depois de reduzirem perdas mais profundas, conforme os sinais diplomáticos do Oriente Médio ajudaram a acalmar os mercados antes de um feriado prolongado, abalados anteriormente pelas ameaças do presidente norte-americano, Donald Trump, de uma ação mais dura contra o Irã.
O humor dos investidores se estabilizou à tarde, depois que o Ministério das Relações Exteriores do Irã disse que estava elaborando um protocolo com Omã para gerenciar o tráfego através do Estreito de Ormuz e o Reino Unido disse que dezenas de países estavam discutindo maneiras de acabar com a crise, aliviando as preocupações sobre a interrupção prolongada dos fluxos globais de petróleo.
De acordo com dados preliminares, o S&P 500 ganhou 0,11%, encerrando em 6.582,58 pontos, enquanto o Nasdaq Composite subiu 0,18%, chegando a 21.876,87 pontos. Já o Dow Jones Industrial Average caiu 0,13%, para 46.504,51 pontos.
As bolsas europeias fecharam sem direção única
Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,69%, a 10.436,29 pontos.
Em Frankfurt, o DAX caiu 0,79%, a 23.114,07 pontos.
Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,24%, a 7.962,39 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB recuou 0,20%, a 45.624,94 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 teve queda de 0,21%, a 17.544,03 pontos.
Em Lisboa, o PSI 20 subiu 0,75%, a 9.369,63 pontos.
O índice pan-europeu Stoxx 600 recuou 0,29%, a 595,98 pontos.
Em Moscou, o MOEX Russia Index, teve baixa de 0,05% a 2.773,83 pontos.
As bolsas asiáticas fecharam em baixa
Kospi tombou 4,47% em Seul, a 5.234,05 pontos.
Nikkei caiu 2,38% em Tóquio, a 52.463,27 pontos.
O Taiex recuou 1,82% em Taiwan, a 32.572,42 pontos.
Hang Seng cedeu 0,70% em Hong Kong, a 25.116,53 pontos.
Na China continental, o Xangai Composto teve queda de 0,74%, a 3.919,29 pontos,
menos abrangente Shenzhen Composto, de 1,59%, a 2.536,25 pontos.
Na Oceania, a bolsa australiana: o S&P/ASX 200 caiu 1,06% em Sydney, a 8.579,50 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve alta de 0,25% a 73.319,55 pontos.
Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.
