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Dólar fecha em R$4,9836, no menor valor do ano, após Irã reabrir Estreito de Ormuz
O anúncio de que o Irã vai reabrir o Estreito de Ormuz pesou sobre o dólar nesta sexta-feira no Brasil, com a moeda norte-americana encerrando o dia no território negativo, renovando a menor cotação do ano.
O dólar à vista encerrou o dia em leve queda de 0,20%, aos R$4,9836, menor valor de fechamento desde 27 de março de 2024, quando atingiu R$4,9805. Na semana, a divisa acumulou baixa de 0,53% e, no ano, recuo de 9,21%. Às 17h09, o dólar futuro para maio DOLc1 -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 0,22% na B3, aos R$4,9960.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, disse pela manhã que a passagem de todas as embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz está completamente liberada durante o restante do período de cessar-fogo entre Israel e Hezbollah, no Líbano.
Trump, por sua vez, afirmou que os EUA manterão seu bloqueio naval contra o Irã até que um acordo seja finalizado, mas disse acreditar que isso "será feito muito rapidamente". Segundo ele, representantes dos dois países podem voltar a se reunir no fim de semana. Uma autoridade iraniana disse à Reuters que ainda há diferenças significativas entre os dois países quanto a questões nucleares.
A expectativa de um acordo entre os países e, em especial, o anúncio de reabertura de Ormuz fizeram o dólar ceder ante as demais divisas, incluindo o real, com investidores desmontando posições defensivas na moeda norte-americana.
Às 10h06, o dólar à vista marcou a menor cotação intradia de R$4,9506 (-0,86%). "O dólar recuou com força na sessão e chegou a renovar a mínima do ano, refletindo um movimento global de redução de prêmio de risco após a reabertura do Estreito de Ormuz", resumiu Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.
Ainda durante a manhã, no entanto, o dólar voltou a ganhar força ante o real, se reaproximando dos R$5,00, com alguns participantes do mercado aproveitando as cotações mais baixas para comprar moeda. Às 14h11, o dólar à vista marcou a máxima de R$4,9933 (estável), para depois encerrar a sessão em leve baixa.
No exterior, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- se mantinha em leve queda neste fim de tarde, mas acima da marca de 98, após ter oscilado abaixo disso durante boa parte do dia.
Em relatório a clientes distribuído pela manhã, o diretor da consultoria Wagner Investimentos, José Faria Júnior, pontuou que o índice do dólar está com "tendência de baixa de longo prazo e ameaçando perder a região de 98, fato que beneficiaria ainda mais a moeda brasileira". No fim da manhã, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 4 de maio.
Ibovespa cai 0,55% no dia, aos 195,7 mil pontos, e cede 0,81% na semana
O Ibovespa teve a terceira correção fracional desde a máxima de fechamento da última terça-feira, 14, nesta sexta-feira, 17, ainda em baixa moderada de 0,55%, aos 195.733,51 pontos, após perdas de 0,46%, cada, nas duas sessões anteriores. Na mínima, buscou hoje os 195.367,90 pontos, saindo de máxima aos 198.665,65 pontos, com abertura aos 196.880,51.
O giro financeiro foi aos R$ 44,7 bilhões nesta sexta-feira, reforçado pelo vencimento de opções sobre ações.
Na semana, o Ibovespa recuou 0,81%, interrompendo sequência de três ganhos nas anteriores, com destaque para a alta de quase 5% no intervalo de segunda a sexta-feira passada. No mês, o Ibovespa sobe 4,41%, colocando o ganho do ano a 21,48%.
Wall Street fecha em alta após queda do petróleo e abertura do Estreito de Ormuz
O índice de referência S&P 500 e o Nasdaq, de alta tecnologia, subiram para seu terceiro recorde consecutivo nesta sexta-feira, enquanto o Dow, das blue-chip, marcou seu nível mais alto desde o final de fevereiro, com os investidores aplaudindo a decisão do Irã de abrir o Estreito de Ormuz e otimistas quanto à possibilidade de um acordo do país com os Estados Unidos.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, disse em uma postagem no X que a passagem de todas as embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz estava "completamente aberta" durante o restante da trégua de 10 dias entre as forças israelenses e o Hezbollah, apoiado pelo Irã, acordada no Líbano. Isso ocorreu após o anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, de que negociações poderiam ocorrer no fim de semana entre Teerã e Washington e que elas poderiam em breve garantir um acordo de paz para acabar com a guerra contra o Irã, que deixou milhares de mortos desde que os EUA e Israel lançaram ataques conjuntos contra o Irã em 28 de fevereiro.
De acordo com dados preliminares, o S&P 500 ganhou 1,20%, encerrando em 7.125,12 pontos, enquanto o Nasdaq Composite avançou 1,51%, chegando a 24.466,27 pontos. O Dow Jones Industrial Average subiu 1,78%, para 49.442,95 pontos.
As bolsas da Europa fecharam majoritariamente em alta
Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,73%, a 10.667,63 pontos.
Em Frankfurt, o DAX subiu 2,25%, a 24.698,94 pontos.
Em Paris, o CAC 40 ganhou 1,97%, a 8.425,13 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB avançou 1,75%, a 48.869,43 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 teve alta de 2,01%, a 18.453,70 pontos.
Em Lisboa, o PSI 20 cedeu 0,51%, a 9.185,28 pontos.
As bolsas asiáticas fecharam em baixa
Nikkei caiu 1,75% em Tóquio, a 58.475,90 pontos.
Em outras partes da Ásia, o sul-coreano Kospi recuou 0,55% em Seul, a 6.191,92 pontos.
Hang Seng cedeu 0,89% em Hong Kong, a 26.160,33 pontos.
Taiex registrou perda de 0,88% em Taiwan, a 36.804,34 pontos.
Na China continental, o Xangai Composto teve leve baixa de 0,10%, a 4.051,43 pontos.
Shenzhen Composto destoou e subiu 0,37%, a 2.743,71 pontos.
Na Oceania, a bolsa australiana: o S&P/ASX 200 caiu 0,09% em Sydney, a 8.946,90 pontos.
Em Moscou, o MOEX Russia Index, teve baixa de 0,60% a 2.724,67 pontos.
Índia, o S&P BSE Sensex, teve alta de 0,65% a 78.493,54 pontos.
Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.
