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quarta-feira, 15 de abril de 2026

Mercado financeiro Dólar, Ibovespa e Bolsas: 15/04/26

Bitcoin: R$ 372.951,66 Reais e US$ 74.665,21 Dólares.

Dólar comercial: R$ 4,9917
Dólar turismo: R$ 5,1849
Euro comercial: R$ 5,89
Euro turismo: R$ 6,31

Dólar fecha estável no Brasil com mercado à espera de retomada das negociações entre EUA e Irã

O dólar fechou a ‌quarta-feira quase estável ante o real, após oscilar em margens bastante estreitas durante a sessão, enquanto no exterior a moeda norte-americana exibia sinais mistos ante as demais divisas, sem que surgissem novidades de impacto sobre a guerra no Oriente Médio.  

Em meio às movimentações de Estados Unidos e Irã para a retomada das negociações de ⁠paz, o dólar à vista fechou o dia em leve baixa de 0,02%, aos ‌R$4,9927. Foi a sexta sessão consecutiva em que a moeda norte-americana fechou com sinal negativo, ainda que com variação mínima. No ano, a divisa passou a acumular baixa ‌de 9,04% ante o real. Às 17h19, o dólar ‌futuro para maio -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- subia 0,14% ⁠na B3, aos R$5,0085.

Nesta quarta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a guerra com o Irã pode terminar em breve, sinalizando uma retomada das negociações nos próximos dias. Conforme o site Axios, os dois países fizeram progressos na terça-feira e estão se aproximando de um acordo-quadro para encerrar a guerra.

Porém, sem notícias mais ‌palpáveis sobre um possível acordo, o dólar oscilou em margens estreitas durante todo o dia, ‌sem força para se ⁠firmar em alta ou ⁠em baixa. Após registrar a máxima de R$5,0036 (+0,20%) às 9h26, o dólar à vista atingiu ⁠a mínima de R$4,9849 (-0,17%) às 10h27. Da máxima ‌para a mínima a variação ‌do dólar foi de apenas -0,36%, o que mostra o quanto as cotações seguiram travadas, com os investidores à espera de novidades sobre a guerra no Oriente Médio.

"A divisa acompanhou o comportamento lateral do DXY (índice do dólar), com o mercado ⁠em compasso de espera por sinais mais claros sobre as negociações entre EUA e Irã, enquanto o petróleo oscilou, mas se manteve abaixo de US$100, reduzindo pressões adicionais", resumiu Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, em comentário escrito. No exterior, às 17h13 o índice do dólar -- que ‌mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes -- mostrava estabilidade, a 98,075. A divisa norte-americana subia ante o peso colombiano ⁠e a lira turca, mas caía ante o dólar australiano e o peso mexicano.

No noticiário local, destaque para a pesquisa Genial/Quaest sobre a eleição presidencial de outubro. No primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem 37% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) soma 32%. Bem mais atrás aparecem Ronaldo Caiado (PSD), com 6%, e Romeu Zema (Novo), com 3%, entre outros candidatos. No segundo turno, Flávio tem 42% e Lula soma 40%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

No fim da manhã, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 4 de maio. À tarde, o BC informou que o Brasil registrou fluxo cambial total negativo de US$750 milhões em abril até o dia 10.

Ibovespa fecha em queda e com mais de R$120 bi em volume

O Ibovespa voltou a testar os 199 mil pontos ‌nesta terça-feira, mas fechou em queda, em pregão de ajustes e com volume financeiro de mais de R$120 bilhões, encerrando uma série de onze altas, quando renovou suas máximas históricas e se aproximou da marca inédita de 200 mil pontos.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,46%, a 197.737,61 pontos, no primeiro fechamento negativo de abril. Na sessão, chegou a 199.232,46 pontos na máxima e a 196.966,16 na mínima.  O volume financeiro somou quase R$120,3 ⁠bilhões, inflado pelas operações relacionadas ao vencimento de opções sobre o Ibovespa e de contrato futuro do índice. 

Na véspera, o ‌Ibovespa ultrapassou os 199 mil pontos pela primeira vez na história no melhor momento, chegando a 199.354,81 pontos, mas não sustentou o fôlego e encerrou a 198.657,33 pontos. Ainda assim, renovou recorde de fechamento e confirmou uma sequência ‌de onze altas, período em que acumulou um ganho de mais de ‌9%.

Tal performance tem encontrado suporte no fluxo de estrangeiros que veem a América Latina como um porto seguro ⁠entre os mercados emergentes e o Brasil como o mais bem posicionado na região. De acordo com dados da B3, o saldo de capital externo está positivo em R$14,4 bilhões em abril até o dia 13, totalizando R$67,8 bilhões no ano.

S&P 500 e Nasdaq atingem recordes de fechamento de olho nos lucros e no otimismo sobre Oriente Médio

‌O índice norte-americano de referência S&P 500 e o Nasdaq, de alta tecnologia, subiram para recordes de fechamento nesta quarta-feira, conforme os investidores se sentiram encorajados pelos lucros corporativos e esperançosos quanto ⁠ao progresso nas negociações entre os EUA e ‌o Irã.

As ações têm encontrado suporte nesta semana nas esperanças dos investidores de que Washington ‌e Teerã possam voltar à ‌mesa de negociações com o objetivo ⁠de pôr fim à guerra, que causou uma desorganização generalizada nos mercados globais de petróleo, reacendeu as preocupações com a inflação e turvou as perspectivas sobre as taxas de juros.

 O ‌S&P 500 atingiu seu primeiro recorde intradiário desde o início do conflito e alcançou um recorde de ⁠fechamento nesta quarta-feira, após encerrar a sessão de terça-feira pouco abaixo do recorde de 6.978,60 de 27 de janeiro. De acordo com dados preliminares, o S&P 500 ganhou 0,79%, encerrando em 7.022,21 pontos, enquanto o Nasdaq Composite subiu 1,59%, chegando a 24.014,43 pontos. O Dow Jones Industrial Average , por sua vez, caiu 0,16%, para 48.460,55 pontos.

O indicador de medo de Wall Street, o índice de volatilidade CBOE , atingiu seu nível mais baixo desde 26 de fevereiro nesta quarta-feira.

As bolsas da Europa fecharam majoritariamente em baixa 

Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,47%, a 10.559,58 pontos. 
Em Frankfurt, o DAX subiu 0,18%, a 24.087,42 pontos. 
Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,64%, a 8.274,57 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB recuou 0,04%, a 48.155,82 pontos. 
Em Madri, o Ibex 35 caiu 0,55%, a 18.185,80 pontos. 
Em Lisboa, o PSI 20 perdeu 0,18%, a 9.345,36 pontos.

As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam em alta 

Kospi avançou 2,07% em Seul, a 6.091,39 pontos.
Taiex subiu 1,17% em Taiwan, a 36.722,14 pontos. 
Nikkei teve alta de 0,44% em Tóquio, a 58.134,24 pontos, 
Hang Seng subiu 0,29% em Hong Kong, a 25.947,32 pontos.
Na China continental, o Xangai Composto teve avanço marginal de 0,02%, a 4.027,21 pontos, 
Shenzhen Composto contrariou a tendência regional e caiu 0,71%, a 2.685,30 pontos.
Na Oceania, a bolsa australiana, com alta de 0,09% do S&P/ASX 200 em Sydney, a 8.978,70 pontos.
Em Moscou, o MOEX Russia Index, teve alta de 0,66% a 2.743,52 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve alta de 1,64% a 78.111,24 pontos.

Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.

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