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Dólar fecha abaixo de R$5,00 pela primeira vez em dois anos
O dólar fechou abaixo dos R$5,00 pela primeira vez em dois anos nesta segunda-feira, após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que o Irã quer chegar a um acordo sobre a guerra.
Após superar os R$5,04 pela manhã, o dólar à vista fechou em baixa de 0,25%, aos R$4,9980, o menor valor de fechamento desde 27 de março de 2024, quando atingiu R$4,9805. Desde essa data o dólar não terminava uma sessão abaixo dos R$5,00.
Foi a quarta sessão consecutiva de perdas para a moeda norte-americana no Brasil. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 8,95%. Às 17h04, o dólar futuro para maio -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 0,36% na B3, aos R$5,0150.
No início do dia o dólar avançou ante o real, acompanhando a alta da moeda norte-americana no exterior, depois de EUA e Irã não chegarem a um acordo de paz nas negociações do fim de semana, em Islamabad. Trump prometeu bloquear todo o Estreito de Ormuz ao tráfego de navios que entram e saem de portos iranianos, enquanto Teerã ameaçou retaliar os portos de seus vizinhos do Golfo Pérsico.
No início da tarde desta segunda-feira, porém, o cenário mudou em todo o mundo, após Trump dizer que o Irã havia "ligado esta manhã" e que "eles gostariam de fechar um acordo". Ao mesmo tempo, o norte-americano afirmou que não aceitará nenhum acordo que permita que Teerã tenha uma arma nuclear. Os investidores se apegaram à esperança de um acordo, o que fez os ativos brasileiros ganharem força, incluindo o real em relação ao dólar.
Após registrar a cotação máxima de R$5,0411 (+0,61%) às 9h04, em meio ao fracasso das negociações no fim de semana, o dólar à vista cedeu à mínima de R$4,9826 (-0,55%) às 14h19, já após os comentários de Trump. "A despeito... do começo de dia ruim, bolsa para baixo e dólar para cima, o mercado deu uma bela virada em linha com Trump", comentou Fernando Bergallo, diretor da assessoria FB Capital.
No exterior, a moeda norte-americana também exibia perdas ante boa parte das demais divisas de países emergentes, como o peso chileno e o peso colombiano. Na esteira da fala de Trump, o dólar caía no fim da tarde ante o euro, a libra e o franco suíço.
No Brasil, sem efeitos sobre as cotações, o Banco Central vendeu no fim da manhã 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 4 de maio.
Ibovespa avança e supera 198 mil pontos pela 1ª vez puxado por Vale e Petrobras
O Ibovespa renovou recordes nesta segunda-feira, superando os 198 mil pontos pela primeira vez, em movimento sustentado principalmente pelo avanço das blue chips Vale e Petrobras, endossadas pela alta de commodities como o minério de ferro e o petróleo no exterior.
O fracasso nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã no fim de semana, que buscavam colocar fim ao conflito que começou no final de fevereiro, teve um efeito negativo tímido na bolsa paulista, que segue amparada pelo fluxo de recursos estrangeiros.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 0,41%, a 198.132,23 pontos, de acordo com dados preliminares. Na máxima do dia, chegou a 198.173,39 pontos. Na mínima, recuou a 196.222,86 pontos. O volume financeiro no pregão somava R$29,7 bilhões antes dos ajustes finais.
Bolsas de NY fecham em alta e S&P apaga perdas da guerra após Trump citar canal de negociação
As bolsas em Nova York fecharam em alta nesta segunda-feira, 13, com o índice S&P 500 apagando perdas desde o início da guerra, após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o Irã entrou em contato com o governo americano em busca de um acordo para o conflito no Oriente Médio. O sinal de que o canal das negociações segue aberto atenuou a apreensão sobre o impasse na rodada de conversas do fim de semana.
O Dow Jones fechou em alta de 0,63%, aos 48.218,25 pontos. O S&P 500 subiu 1,02%, aos 6.886,24 pontos. O Nasdaq ganhou 1,23%, aos 23.183,74 pontos.
As bolsas europeias fecharam em baixa
Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,17%, a 10.582,96 pontos.
Em Frankfurt, o DAX caiu 0,23%, a 23.749,49 pontos.
Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,29%, a 8.235,98 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB recuou 0,17%, a 47.527,16 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 cedeu 0,99%, a 18.023,80 pontos.
Em Lisboa, o PSI 20 perdeu 1,04%, a 9.359,51 pontos.
As bolsas asiáticas fecharam sem direção única
O índice japonês Nikkei caiu 0,74% em Tóquio, a 56.502,77 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi recuou 0,86% em Seul, a 5.808,62 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng cedeu 0,90%, a 25.660,85 pontos.
Na China continental, o Xangai Composto registrou alta marginal de 0,06%, a 3.988,56 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,54%, a 2.666,54 pontos.
Em Taiwan, o Taiex subiu 0,11%, a 35.457,29 pontos.
Na Oceania, a bolsa australiana terminou a sessão no vermelho: o S&P/ASX 200 caiu 0,39% em Sydney, a 8.926,00 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve baixa de 0,91% a 76.847,57 pontos.
Em Moscou, o MOEX Russia Index, teve baixa de 0,16% a 2.721,02 pontos.
Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.
