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Dólar cai ao nível pré-guerra com expectativa de acordo entre EUA e Irã
O dólar fechou a quarta-feira em baixa no Brasil, voltando a ser cotado em nível visto antes do início da guerra no Oriente Médio, em meio ao otimismo dos investidores de que Estados Unidos e Irã possam chegar a um acordo para encerrar a guerra.
O dólar à vista fechou em queda de 0,39%, aos R$5,1588, em patamar equivalente ao registrado na última semana de fevereiro, antes da guerra, quando variou entre R$5,1247 e R$5,1693. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 6,02%. Às 17h19, o dólar futuro para maio -- o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 0,47% na B3, aos R$5,1850.
Nesta quarta-feira, Trump afirmou à Reuters que o país encerrará a guerra contra o Irã em breve e que poderá retornar para "ataques pontuais", se necessário. Em uma publicação na sua rede Truth Social, ele também afirmou que o novo líder do Irã pediu um cessar-fogo.
Os comentários de Trump, que na noite desta quarta-feira fará um pronunciamento à nação sobre a guerra, animaram investidores ao redor do mundo, ainda que o Irã tenha voltado a rebater o norte-americano, afirmando que é falsa e sem fundamento a alegação de que Teerã solicitou um cessar-fogo. Ainda que o cenário siga nebuloso, investidores se apegaram à possibilidade de fim da guerra e, em especial, de reabertura do Estreito de Ormuz ao transporte, o que fez o barril do petróleo tipo Brent ceder para perto dos US$101.
Nos mercados de moedas, o otimismo se traduziu na queda do dólar ante as divisas de países emergentes, incluindo o real, o peso chileno e o peso mexicano. No Brasil, após atingir a máxima intradia de R$5,1774 (-0,03%) às 10h42, o dólar à vista marcou a mínima de R$5,1481 (-0,60%) às 14h00.
"Dólar e juros futuros caem aqui muito por conta de fatores externos, principalmente, ligados à busca de Donald Trump por um acordo de que dê fim ao conflito com o Irã, aumentando o apetite ao risco e um movimento de saída de ativos de proteção", resumiu à tarde o economista-chefe e sócio da Forum Investimentos, Bruno Perri, em comentário escrito.
No exterior, o dólar seguia enfraquecido neste fim de tarde. Às 17h16, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes -- caía 0,13%, a 99,598.
Ibovespa fecha em alta com Oriente Médio em foco, mas Petrobras atenua avanço
O Ibovespa fechou em alta nesta quarta-feira, endossado por perspectivas de alívio nas tensões no Oriente Médio, mas distante da máxima do dia, quando superou 189 mil pontos, uma vez que a queda do petróleo pressionou a blue chip Petrobras.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 0,26%, a 187.952,91 pontos. Na máxima do dia, chegou a 189.130,90 pontos. Na mínima, a 187.255,65 pontos. O volume financeiro no pregão somou R$37,36 bilhões.
Wall Street fecha em alta com especulações sobre fim da guerra contra o Irã
Wall Street encerrou em alta nesta quarta-feira, com fortes ganhos na Alphabet e em outros pesos pesados, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu que o fim do conflito no Oriente Médio pode estar próximo. Os EUA "sairão do Irã muito rapidamente" e poderão retornar para "ataques pontuais", se necessário, disse Trump à Reuters, horas antes de se dirigir à nação para falar sobre a guerra.
O S&P 500 subiu 0,72%, encerrando a sessão em 6.575,32 pontos. O Nasdaq ganhou 1,16%, para 21.840,95 pontos, enquanto o Dow Jones Industrial Average avançou 0,48%, para 46.565,74 pontos.
O Índice de Volatilidade CBOE, o indicador de medo de Wall Street, caiu para seu nível mais baixo em mais de uma semana. Os preços do petróleo caíram acentuadamente, e o índice de energia S&P 500 caiu 3,9%, atingindo seu nível mais baixo em mais de uma semana. As companhias aéreas deram um salto, com o subíndice S&P Composite Passenger Airlines subindo 2,3%.
As bolsas europeias fecharam em forte alta
Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 1,85%, a 10.364,79 pontos.
Em Frankfurt, o DAX subiu 2,62%, a 23.275,17 pontos.
Em Paris, o CAC 40 ganhou 2,10%, a 7.981,27 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB avançou 3,17%, a 45.714,95 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 teve alta de 3,07%, a 17.572,40 pontos.
Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 1,84%, a 9.299,86 pontos.
O índice pan-europeu Stoxx 600 avançou 2,34%, a 597,49 pontos.
Em Moscou, o MOEX Russia Index, teve alta de 0,01% a 2.776,58 pontos.
As bolsas asiáticas fecharam em alta expressiva
Kospi disparou 8,44% em Seul, a 5.478,70 pontos,
Nikkei saltou 5,24% em Tóquio, a 53.739,68 pontos,
Taiex avançou 4,58% em Taiwan, a 33.174,82 pontos,
Hang Seng subiu 2,04% em Hong Kong, a 25.294,03 pontos.
Na China, o Xangai Composto teve alta de 1,46%, a 3.948,55 pontos,
Shenzhen Composto, de 1,65%, a 2.577,23 pontos.
Na Oceania, a bolsa australiana o S&P/ASX 200 avançou 2,24% em Sydney, a 8.671,80 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve alta de 1,65% a 73.134,32 pontos.
Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.
