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Dólar cai abaixo dos R$5,17 após Trump citar guerra "praticamente concluída"
O dólar reverteu os ganhos do início da sessão e fechou a segunda-feira em baixa firme no Brasil, em meio à atuação de exportadores e investidores comprados na ponta de venda de moeda e após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que a guerra no Oriente Médio está "praticamente concluída".
Após oscilar acima dos R$5,28 na abertura, o dólar à vista fechou a segunda-feira com baixa de 1,45%, aos R$5,1655. No ano, a divisa passou a acumular queda de 5,89% ante o real. Às 17h17, o dólar futuro para abril -- o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 1,76% na B3, aos R$5,1965.
No início do dia, em meio às preocupações em torno da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, o dólar superou os R$5,28, em sintonia com o avanço da moeda ante outras divisas no exterior. Mas alguns agentes aproveitaram as cotações mais elevadas no Brasil para vender moeda, em movimento semelhante ao visto na sexta-feira.
"Com o dólar nestes níveis, o exportador vende e o (investidor) comprado também desmonta posição", disse o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik. Investidores comprados são aqueles posicionados na alta do dólar. Quando as cotações atingem determinados níveis, eles vendem dólares -- em especial no mercado futuro -- para realizar lucros.
"Há um fluxo comercial positivo (no Brasil) que está fazendo contraponto", reforçou Fernando Bergallo, diretor da assessoria FB Capital, ao justificar a recuperação do real pela manhã.
Durante a tarde, o recuo do dólar se aprofundou, após declarações de Trump. Em entrevista à CBS, ele afirmou que acredita que a guerra contra o Irã "está praticamente concluída" e que os EUA estão "muito à frente" do prazo inicial estimado de quatro a cinco semanas, segundo relato de um repórter da rede na plataforma X.
Os comentários foram a senha para o dólar atingir nova mínima no Brasil, de R$5,1602 (-1,55%), às 16h33. Operador ouvido pela Reuters pontuou que, com a moeda na faixa dos R$5,17, várias ordens de stop loss (parada de perdas) foram disparadas, o que aprofundou a baixa das cotações.
No exterior, as declarações de Trump também tiraram força do dólar, que se firmou em queda ante a maior parte das demais divisas. Às 17h15, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,68%, a 98,869. No Brasil, no fim da manhã o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial em operação de rolagem.
Ibovespa fecha em alta com fala de Trump
O Ibovespa fechou em alta nesta segunda-feira, ganhando fôlego à tarde, em meio a declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o país está muito à frente do prazo inicial estimado de quatro a cinco semanas na guerra contra o Irã e que acredita que o conflito está "praticamente concluído".
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,06%, a 181.264,63 pontos, de acordo com dados preliminares, após marcar 181.952,23 na máxima e 177.636,63 na mínima do dia. O volume financeiro somava R$32,86 bilhões antes dos ajustes finais.
Wall St fecha em alta com esperança em resolução da guerra no Irã compensando temores de inflação
Após marcarem quedas acentuadas ao longo do pregão, as ações de Wall Street se recuperaram e fecharam a segunda-feira em alta depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu que a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã pode estar perto do fim.
Trump disse, já perto do fechamento dos mercados, que o prazo da guerra está "muito à frente" das estimativas.
No início da sessão, os preços do petróleo atingiram seus níveis mais altos desde meados de 2022 devido à restrição de oferta decorrente de interrupções no transporte do combustível, com a guerra contra o Irã entrando em seu décimo dia. O aumento dos preços da energia pode se alastrar e alimentar a inflação em um momento em que muitos consumidores dos EUA estão lutando para arcar com os custos na economia.
"Ainda há muita incerteza em relação à duração do conflito, bem como à duração do fechamento do Estreito de Ormuz", disse Sam Stovall, estrategista-chefe de investimentos da CFRA Research, em Nova York. "Novamente hoje, ver uma reversão tão relativa nos movimentos de preços indica que os investidores estão procurando qualquer oportunidade de voltar aos mercados acionários."
De acordo com dados preliminares, o S&P 500 ganhou 56,22 pontos, ou 0,83%, fechando em 6.796,24 pontos, enquanto o Nasdaq Composite avançou 309,13 pontos, ou 1,38%, para 22.696,81 pontos. O Dow Jones Industrial Average subiu 240,91 pontos, ou 0,51%, para 47.742,46 pontos.
As bolsas europeias fecharam em queda
Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,34%, a 10.249,52 pontos.
Em Frankfurt, o DAX caiu 0,83%, a 23.394,38 pontos.
Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,98%, a 7.915,36 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB recuou 0,29%, a 44.024,96 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 caiu 0,79%, a 16.939,20 pontos.
Em Lisboa, o PSI 20 teve queda de 0,78%, a 8.875,96 pontos.
Em Moscou, o MOEX Russia Index, teve alta de 1,17% a 2.887,54 pontos.
Bolsas da Ásia tombam em meio à disparada dos preços do petróleo
O índice japonês Nikkei fechou em baixa de 5,2% em Tóquio hoje, a 52.728,72 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi sofreu tombo ainda maior em Seul, de 5,96%, a 5.251,87 pontos, o Taiex registrou queda de 4,43% em Taiwan, a 32.110,42 pontos, e o Hang Seng caiu 1,35% em Hong Kong, a 25.408,46 pontos.
Na China continental, o índice Xangai Composto recuou 0,67%, a 4.096,60 pontos, e o Shenzhen Composto, de menor abrangência, teve declínio similar, de 0,67%, a 2.680,54 pontos.
Na Oceania, a bolsa australiana também sentiu os efeitos da guerra, e o S&P/ASX 200 caiu 2,85% em Sydney, a 8.599,00 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve baixa de 1,71% a 77.566,16 pontos.
Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.
