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Dólar fecha dia abaixo dos R$5,25, mas acumula alta de 2% na primeira semana de guerra
Após oscilar acima dos R$5,30 em alguns momentos da manhã, o dólar se firmou em baixa no Brasil durante a tarde desta sexta-feira, com exportadores aproveitando as cotações mais altas para vender moeda e com o enfraquecimento da divisa dos EUA também no exterior.
O dólar à vista fechou a sessão em queda de 0,88%, aos R$5,2414, mas ainda assim a primeira semana de guerra no Oriente Médio foi desastrosa para o real, com a moeda norte-americana acumulando alta de 2,08% no período. No ano, o dólar passou a acumular queda de 4,51%. Às 17h05, o dólar futuro para abril -- o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 0,55% na B3, aos R$5,2735.
Pela manhã, investidores de todo o mundo em busca de segurança voltaram a vender ações e comprar dólares, penalizando ativos de maior risco como as divisas de países emergentes. Isso deu força ao dólar também no Brasil, que chegou a superar os R$5,30 em alguns momentos da manhã. No entanto, sempre que as cotações ultrapassavam este nível, participantes do mercado entravam nas operações vendendo moeda.
"O dólar tentou acompanhar a valorização global em função da guerra e da alta do petróleo, mas apareceu fluxo, o exportador vendeu nos R$5,30", comentou o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik. "Nos R$5,30 o pessoal entra vendendo, e também há desmonte de posição (no mercado futuro)", acrescentou.
A divulgação do relatório de empregos payroll de fevereiro nos EUA, no meio da manhã, também fez o dólar reduzir os ganhos no exterior, com reflexos no Brasil. Os dados revelaram o fechamento de 92.000 postos de trabalho, após criação revisada para baixo de 126.000 em janeiro. O número negativo surpreendeu os economistas, que esperavam uma abertura de 59.000 postos em fevereiro, conforme pesquisa da Reuters. Em reação, os rendimentos dos Treasuries cederam, com investidores precificando chances maiores de corte de juros no curto prazo nos EUA, e o dólar se enfraqueceu ante boa parte das demais divisas.
No Brasil, após atingir a cotação máxima de R$5,3215 (+0,64%) às 11h10, o dólar à vista marcou a mínima de R$5,2388 (-0,92%) às 16h59, um minuto antes do fechamento. No fim da manhã, sem efeitos sobre as cotações, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem dos vencimentos de abril. Às 17h02, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes -- caía 0,08%, a 98,971.
Ibovespa fecha em queda e tem pior semana desde 2022 com risco geopolítico maior
O Ibovespa fechou em queda nesta sexta-feira, com o ambiente externo ainda avesso a risco devido ao conflito no Oriente Médio, mas Petrobras evitou um declínio mais forte, com as PNs disparando, em pregão de forte alta do petróleo no exterior e repercussão dos resultados e perspectivas da estatal.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa cedeu 0,7%, a 179.201,34 pontos, de acordo com dados preliminares, tendo marcado 178.556,49 na mínima e 181.091,01 na máxima do dia. O volume financeiro no pregão somava R$29,99 bilhões antes dos ajustes finais. Com tal desempenho, o Ibovespa acumulou uma queda de 5,08% na semana, a maior perda semanal desde junho de 2022.
Índices dos EUA caem conforme petróleo sobe 12% e mercado de trabalho mostra enfraquecimento
Os três principais índices de Wall Street fecharam em queda nesta sexta-feira, em meio a um súbito enfraquecimento no mercado de trabalho dos Estados Unidos e a uma alta de 12% nos preços do petróleo dos EUA, devido à escalada do conflito no Oriente Médio.
De acordo com dados preliminares, o S&P 500 perdeu 1,33%, para 6.739,88 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq cedeu 1,59%, para 22.387,68 pontos. O Dow Jones caiu 0,93%, para 47.507,62 pontos.
As bolsas europeias fecharam em queda
Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 1,24%, a 10.284,75 pontos. Na semana, recuou 5,74%.
Em Frankfurt, o DAX caiu 1,13%, a 23.547,51 pontos, com recuo semanal de 6,87%.
Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,65%, a 7.993,49 pontos, caindo 6,84% na semana.
Em Milão, o FTSE MIB recuou 1,02%, a 44.152,26 pontos, cedendo 6,48% na comparação semanal.
Em Madri, o Ibex 35 caiu 1,20%, a 17.038,70 pontos, com baixa de 7,22% na semana.
Em Lisboa, exceção no dia, o PSI 20 avançou 0,15%, a 8.946,04 pontos, com queda de 3,56% na semana.
Em Moscou, o MOEX Russia Index, teve alta de 1,01% a 2.853,47 pontos.
As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta
O índice Hang Seng avançou 1,72% em Hong Kong,
o japonês Nikkei subiu 0,62% em Tóquio, a 55.620,84 pontos,
e o sul-coreano Kospi teve alta marginal de 0,02% em Seul, a 5.584,87 pontos.
Na China continental, o Xangai Composto subiu 0,38%, a 4.124,19 pontos,
e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,95%, a 2.698,32 pontos.
Exceção, o Taiex caiu 0,22% em Taiwan, a 33.599,54 pontos.
Na Oceania, a bolsa australiana, o S&P/ASX 200 caiu 1% em Sydney, a 8.851,00 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve baixa de 1,37% a 78.918,90 pontos.
Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.
