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sexta-feira, 6 de março de 2026

Mercado financeiro Dólar, Ibovespa e Bolsas: 06/03

Bitcoin: R$ 359.536,33 Reais e US$ 68.149,56 Dólares.

Dólar comercial: R$ 5,2439
Dólar turismo: R$ 5,4561
Dólar ptax: R$ 5,2878
Euro comercial: R$ 6,0840
Euro turismo: R$ 6.3886

Dólar fecha dia abaixo dos R$5,25, mas acumula alta de 2% na primeira semana de guerra

Após oscilar acima ‌dos R$5,30 em alguns momentos da manhã, o dólar se firmou em baixa no Brasil durante a tarde desta sexta-feira, com exportadores aproveitando as cotações mais altas para vender moeda e com o enfraquecimento da divisa dos EUA também no exterior. 

O dólar à vista fechou ⁠a sessão em queda de 0,88%, aos R$5,2414, mas ainda assim a ‌primeira semana de guerra no Oriente Médio foi desastrosa para o real, com a moeda norte-americana acumulando alta de 2,08% no período. ‌No ano, o dólar passou a acumular ‌queda de 4,51%.  Às 17h05, o dólar futuro para abril -- ⁠o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 0,55% na B3, aos R$5,2735.

Pela manhã, investidores de todo o mundo em busca de segurança voltaram a vender ações e comprar dólares, penalizando ativos de maior risco como as divisas de países emergentes. Isso deu força ao dólar também no ‌Brasil, que chegou a superar os R$5,30 em alguns momentos da manhã. ‌No entanto, sempre que ⁠as cotações ultrapassavam ⁠este nível, participantes do mercado entravam nas operações vendendo moeda.

 "O dólar tentou acompanhar ⁠a valorização global em função ‌da guerra e da alta ‌do petróleo, mas apareceu fluxo, o exportador vendeu nos R$5,30", comentou o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik. "Nos R$5,30 o pessoal entra vendendo, e também há desmonte de posição (no mercado futuro)", ⁠acrescentou.

A divulgação do relatório de empregos payroll de fevereiro nos EUA, no meio da manhã, também fez o dólar reduzir os ganhos no exterior, com reflexos no Brasil. Os dados revelaram o fechamento de 92.000 postos de trabalho, após criação ‌revisada para baixo de 126.000 em janeiro. O número negativo surpreendeu os economistas, que esperavam uma abertura de 59.000 postos em fevereiro, ⁠conforme pesquisa da Reuters. Em reação, os rendimentos dos Treasuries cederam, com investidores precificando chances maiores de corte de juros no curto prazo nos EUA, e o dólar se enfraqueceu ante boa parte das demais divisas.

No Brasil, após atingir a cotação máxima de R$5,3215 (+0,64%) às 11h10, o dólar à vista marcou a mínima de R$5,2388 (-0,92%) às 16h59, um minuto antes do fechamento.  No fim da manhã, sem efeitos sobre as cotações, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem dos vencimentos de abril. Às 17h02, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes -- caía 0,08%, a 98,971. 

Ibovespa fecha em queda e tem pior semana desde 2022 com risco geopolítico maior

O Ibovespa fechou em queda nesta sexta-feira, com o ambiente externo ainda avesso a ⁠risco devido ao ‌conflito no Oriente Médio, mas Petrobras ‌evitou um ‌declínio mais forte, ⁠com as PNs disparando, em pregão de forte alta do petróleo no exterior ‌e repercussão dos resultados ‌e ⁠perspectivas ⁠da estatal.

Índice de referência do ⁠mercado ‌acionário ‌brasileiro, o Ibovespa cedeu 0,7%, a 179.201,34 pontos, de acordo ⁠com dados preliminares, tendo marcado 178.556,49 na mínima e 181.091,01 ‌na máxima do dia. O volume financeiro ⁠no pregão somava R$29,99 bilhões antes dos ajustes finais. Com tal desempenho, o Ibovespa acumulou uma queda de 5,08% na semana, a maior perda semanal desde junho de 2022.

Índices dos EUA caem conforme petróleo sobe 12% e mercado de trabalho mostra enfraquecimento

Os três principais índices ⁠de Wall ‌Street fecharam em queda ‌nesta sexta-feira, ‌em ⁠meio a um súbito enfraquecimento no mercado de trabalho dos ‌Estados Unidos ‌e ⁠a ⁠uma alta ⁠de 12% ‌nos preços ‌do petróleo dos EUA, devido à escalada ⁠do conflito no Oriente Médio. 

De acordo ‌com dados preliminares, o S&P ⁠500 perdeu 1,33%, para 6.739,88 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq cedeu 1,59%, para 22.387,68 pontos. O Dow Jones caiu 0,93%, para 47.507,62 pontos.

As bolsas europeias fecharam em queda 

Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 1,24%, a 10.284,75 pontos. Na semana, recuou 5,74%. 
Em Frankfurt, o DAX caiu 1,13%, a 23.547,51 pontos, com recuo semanal de 6,87%. 
Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,65%, a 7.993,49 pontos, caindo 6,84% na semana. 
Em Milão, o FTSE MIB recuou 1,02%, a 44.152,26 pontos, cedendo 6,48% na comparação semanal. 
Em Madri, o Ibex 35 caiu 1,20%, a 17.038,70 pontos, com baixa de 7,22% na semana. 
Em Lisboa, exceção no dia, o PSI 20 avançou 0,15%, a 8.946,04 pontos, com queda de 3,56% na semana.
Em Moscou, o MOEX Russia Index, teve alta de 1,01% a 2.853,47 pontos.

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta 

O índice Hang Seng avançou 1,72% em Hong Kong, 
o japonês Nikkei subiu 0,62% em Tóquio, a 55.620,84 pontos,
e o sul-coreano Kospi teve alta marginal de 0,02% em Seul, a 5.584,87 pontos.

Na China continental, o Xangai Composto subiu 0,38%, a 4.124,19 pontos, 
e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,95%, a 2.698,32 pontos.
Exceção, o Taiex caiu 0,22% em Taiwan, a 33.599,54 pontos.

Na Oceania, a bolsa australiana, o S&P/ASX 200 caiu 1% em Sydney, a 8.851,00 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve baixa de 1,37% a 78.918,90 pontos.

Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.

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