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quinta-feira, 5 de março de 2026

Mercado financeiro Dólar, Ibovespa e Bolsas: 05/03


 Bitcoin: R$ 375.081,00 Reais e US$ 71.284,03 Dólares.

Dólar comercial: R$ 5,2865
Dólar turismo: R$ 5,4894
Dólar ptax: R$ 5,2447
Euro comercial: R$ 6,117
Euro turismo: R$ 6.4232

Dólar sobe mais de 1% no Brasil em novo dia de busca global por segurança

Depois de ter encerrado a sessão da véspera em baixa, o dólar fechou a quinta-feira em alta firme no Brasil, superior a 1%, acompanhando o avanço da moeda no exterior, com investidores voltando a buscar a segurança da divisa norte-americana em meio à guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irã.

O dólar à vista fechou com alta de 1,33%, aos R$5,2879. No ano, a divisa acumula agora queda de 3,66%. Às 17h02, o dólar futuro para abril -- o mais líquido no mercado brasileiro -- subia 1,01% na B3, aos R$5,3230.

Na quarta-feira, em uma sessão de alívio para os ativos de risco, o dólar à vista havia recuado, mas nesta quinta-feira a moeda voltou a subir ante quase todas as demais divisas, em meio à guerra no Oriente Médio. Mísseis iranianos levaram milhões de israelenses a correrem para abrigos antiaéreos, enquanto Israel lançou uma grande onda de ataques a Teerã. Em outra frente, mais navios-tanque foram atacados nas águas do Golfo pelo Irã, e drones iranianos entraram no Azerbaijão.

Em entrevista à Reuters, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que aceitará a assistência de qualquer país no conflito contra o Irã -- incluindo a Ucrânia, hoje em guerra com a Rússia. Sem uma perspectiva para o fim da guerra, o dólar subiu ante moedas de países emergentes como o peso chileno, o rand sul-africano, o peso mexicano e o real. O petróleo também voltou a registrar ganhos fortes, com o Brent negociado em Londres sendo cotado acima dos US$85 o barril.

“Vimos ontem uma despressurizada na moeda norte-americana, e eu até achei que iria cair mais, mas não adianta -- quando tem cenário extremo de guerra, o dólar sobe”, comentou durante a tarde Thiago Avallone, especialista em câmbio da Manchester Investimentos. Após marcar a cotação mínima de R$5,2280 (+0,18%) às 12h04, o dólar à vista acelerou para a máxima de R$5,2944 (+1,46%) às 16h55, já perto do fechamento, em meio ao avanço firme também no exterior.

"No momento, com base nas notícias conhecidas, não é possível prever quanto tempo este conflito irá durar e/ou se vai escalar. Assim, R$5,20 ou menos, com base nas recomendações passadas, é nível interessante para termos proteção, principalmente para aqueles que estão mais expostos, menos comprados", disse em uma análise enviada a clientes pela manhã o diretor da consultoria Wagner Investimentos, José Faria Júnior, em recomendação para importadores.

"Ainda é cedo para afirmar que o pior já passou... Dólar acima de R$5,30-R$5,34 tende a estressar, é preciso ter esta ponderação", acrescentou, na recomendação para exportadores.No fim da manhã, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 1º de abril. Durante evento do Goldman Sachs, em São Paulo, o diretor de Política Monetária do Banco Central, Nilton David, afirmou que a instituição tem feito rolagens menores de swaps que estão para vencer para não atrapalhar a formação de preços no mercado de câmbio.

Ibovespa fecha em queda com incerteza sobre Oriente Médio

O Ibovespa fechou em queda de mais de 2% nesta ⁠quinta-feira, com ‌o conflito no Oriente ‌Médio voltando ‌a pressionar ⁠mercados acionários no mundo, enquanto Braskem resistiu ao viés ‌negativo e disparou ‌mais ⁠de ⁠15% na bolsa ⁠paulista.

Índice de ‌referência ‌do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa ⁠caiu 2,46%, a 180.803,62 pontos, de acordo ‌com dados preliminares, tendo marcado 179.895,37 ⁠na mínima e 185.366,35 na máxima do dia. O volume financeiro no pregão somava R$29,5 bilhões antes dos ajustes finais.

Wall Street cai conforme receios sobre Oriente Médio impulsionam petróleo dos EUA para 8%

Os índices de ações ⁠dos Estados Unidos ‌fecharam em baixa nesta ‌quinta-feira, ‌conforme o ⁠conflito no Oriente Médio entrou em seu sexto dia, elevando ‌os preços ‌do ⁠petróleo ⁠e provocando preocupações ⁠com a ‌inflação ‌e com a possibilidade de o ⁠Federal Reserve reduzir a taxa de juros. 

De ‌acordo com dados preliminares, o ⁠S&P 500 perdeu 0,57%, para 6.830,13 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq recuou 0,25%, para 22.749,31 pontos. O Dow Jones caiu 1,62%, para 47.948,78 pontos.

As bolsas europeias fecharam em queda 

Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 1,45%, a 10.413,94 pontos. 
Em Frankfurt, o DAX caiu 1,78%, a 23.774,09 pontos. 
Em Paris, o CAC 40 perdeu 1,49%, a 8.045,80 pontos. 
Em Milão, o FTSE MIB recuou 1,61%, a 44.608,55 pontos. 
Em Madri, o Ibex 35 caiu 1,43%, a 17.237,00 pontos. 
Em Lisboa, exceção no dia, o PSI 20 avançou 0,01%, a 8.932,42 pontos. 
Em Moscou, o MOEX Russia Index, teve alta de 0,49% a 2.823,51 pontos.

As bolsas asiáticas fecharam em alta 

O índice sul-coreano Kospi saltou 9,63% em Seul, a 5.583,90 pontos.
Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei avançou 1,90% em Tóquio, a 55.278,06 pontos, 
o Hang Seng subiu 0,28% em Hong Kong, a 25.321,34 pontos, 
e o Taiex mostrou alta mais expressiva em Taiwan, de 2,57%, a 33.672,94 pontos.

Na China continental, o Xangai Composto subiu 0,64%, a 4.108,57 pontos, 
e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 1,17%, a 2.672,82 pontos.

Na Oceania, a bolsa australiana alta de 0,44% do S&P/ASX 200 em Sydney, a 8.940,30 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve alta de 1,14% a 80.015,90 pontos.

Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.

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