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Dólar acompanha exterior e cai a R$5,2184 apesar da guerra no Oriente Médio
Depois de subir quase 2% na véspera, o dólar fechou a quarta-feira em queda ante o real, em sintonia com o sinal negativo da moeda norte-americana ante outras divisas no exterior em dia de maior apetite global por ativos de risco, ainda que um desfecho para a guerra no Oriente Médio pareça distante.
O dólar à vista encerrou a sessão com baixa de 0,86%, aos R$5,2184. No ano, a divisa acumula agora queda de 4,92%. Às 17h05, o dólar futuro para abril -- o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 1,18% na B3, aos R$5,2560.
A quarta-feira foi marcada pela queda firme do dólar ante divisas de países emergentes como o peso chileno, o rand sul-africano, o peso mexicano e o real.
O movimento ocorreu em paralelo ao avanço dos principais índices de ações na Europa e nos Estados Unidos, com os ativos de risco recuperando parte das perdas recentes. O petróleo, que disparou nas últimas sessões, oscilava perto da estabilidade no fim da tarde. "A estabilização dos preços do petróleo, depois da forte alta provocada pela escalada das tensões no Oriente Médio, ajudou a aliviar parte da pressão sobre o dólar", disse Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, em comentário escrito.
"Com isso, investidores passaram a devolver prêmios incorporados na divisa americana em um dia típico (de) ajuste técnico."
Nesta quarta-feira, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse que o país está vencendo a guerra e que pode lutar pelo tempo que for necessário. Do lado iraniano, reportagem da Reuters informou que a Guarda Revolucionária reforçou seu controle sobre as decisões no cenário de guerra, impulsionando a estratégia linha-dura que está por trás da campanha de drones e mísseis de Teerã em toda a região.
Apesar de as operações militares de EUA e Israel contra o Irã seguirem em curso, os investidores também se apegaram à notícia de que agentes iranianos entraram em contato secretamente com os norte-americanos para buscar negociações para encerrar o conflito -- mas as autoridades norte-americanas seguiram céticas quanto à possibilidade de o governo Trump ou o Irã estarem preparados para uma redução do conflito no curto prazo. Às 17h12, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,32%, a 98,766.
No noticiário brasileiro, sem efeitos sobre o câmbio, o destaque foi a nova fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que levou à prisão do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e também teve como alvos o ex-diretor do Banco Central Paulo Souza e o servidor da autarquia Bellini Santana. Souza foi afastado do BC e precisará usar tornozeleira eletrônica.
No fim da manhã, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 1º de abril. À tarde, a instituição informou que o Brasil teve fluxo cambial total positivo de US$5,429 bilhões em fevereiro -- antes do início da guerra no Oriente Médio.
Ibovespa fecha em alta com ajuda de bancos em dia de trégua externa
O Ibovespa fechou em alta nesta quarta-feira, em pregão de ajustes após tombo na véspera, com ações de bancos entre os principais suportes, em dia de trégua na aversão a risco global, mas com o conflito no Oriente Médio e seus potenciais reflexos ainda no radar.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 1,34%, a 185.561,63 pontos, de acordo com dados preliminares, após chegar a 186.306,18 pontos na máxima e marcar 183.110,02 pontos na mínima do dia. O volume financeiro somava R$23,78 bilhões antes dos ajustes finais.
Índices dos EUA sobem com esperanças de diplomacia com Irã e setor de tecnologia lidera recuperação
Os principais índices de ações dos Estados Unidos fecharam em alta nesta quarta-feira, após uma notícia de que o Irã havia sinalizado abertura para negociações e uma promessa do presidente Donald Trump de estabilizar os mercados de petróleo acalmaram a ansiedade de investidores sobre o conflito no Oriente Médio.
De acordo com dados preliminares, o S&P 500 ganhou 0,78%, para 6.869,46 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançou 1,29%, para 22.807,48 pontos. O Dow Jones subiu 0,49%, para 48.738,98 pontos.
As bolsas europeias fecharam em alta
Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,80%, a 10.567,65 pontos.
Em Frankfurt, o DAX subiu 1,79%, a 24.216,26 pontos.
Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,79%, a 8.167,73 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB avançou 1,95%, a 45.336,88 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 subiu 2,56%, a 17.498,80 pontos.
Em Lisboa, o PSI 20 teve alta de 0,59%, a 8.931,27 pontos.
Em Moscou, o MOEX Russia Index, teve baixa de 0,54% a 2.809,97 pontos.
As bolsas asiáticas fecharam em baixa
O índice sul-coreano Kospi despencou 12,06% em Seul, a 5.093,54 pontos, depois de já ter caído mais de 7% ontem.
Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei recuou 3,61% em Tóquio, a 54.245,54 pontos,
o Hang Seng perdeu 2,01% em Hong Kong, a 25.249,48 pontos,
e o Taiex cedeu 4,35% em Taiwan, a 32.828,88 pontos.
Na China continental, O Xangai Composto caiu 0,98%, a 4.082,47 pontos,
e o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 0,53%, a 2.641,79 pontos.
Na Oceania, a bolsa australiana, com baixa de 1,94% do S&P/ASX 200 em Sydney, a 8.901,20 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve baixa de 1,40% a 79.116,19 pontos.
Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.
