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terça-feira, 31 de março de 2026

Mercado financeiro Dólar, Ibovespa e Bolsas: 31/03

Bitcoin: R$ 353.790,66 Reais e US$ 68.115,91 Dólares.

Dólar comercial: R$ 5,1787
Dólar turismo: R$ 5,3871
Dólar ptax: R$ 5,2188
Euro comercial: R$ 5,985
Euro turismo: R$ 6,5100

Dólar fecha abaixo dos R$5,20 com expectativa de desescalada da guerra

O dólar fechou a terça-feira em queda firme ante o real e novamente abaixo dos R$5,20, acompanhando o recuo quase generalizado da moeda norte-americana ante as demais divisas no exterior, em meio à expectativa de que a guerra no Oriente Médio possa desescalar.

O dólar à vista fechou em queda de 1,28%, aos R$5,1791. No acumulado de março -- que coincide com o primeiro mês da guerra de EUA e Israel contra o Irã -- o dólar subiu 0,87%. No primeiro trimestre do ano, a divisa dos EUA acumulou baixa de 5,65%.
Às 17h22, o dólar futuro para maio -- que nesta sessão passou a ser o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 1,46% na B3, aos R$5,2140.

Na primeira metade do dia, os investidores operaram no Brasil em meio à disputa pela formação da Ptax do fim de março. Calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista, a Ptax serve de referência para a liquidação de contratos futuros.
No fim de cada mês, agentes financeiros tentam direcioná-la a níveis mais convenientes às suas posições, sejam elas compradas (no sentido de alta das cotações) ou vendidas em dólar (no sentido de baixa).

Em função da disputa, é comum haver maior volatilidade na primeira metade da sessão, em especial nos horários próximos às janelas de coleta de valores pelo BC, às 10h, 11h, 12h e 13h. No início da tarde, a Ptax fechou em R$5,2194 na venda. No exterior, os mercados foram novamente conduzidos pelo noticiário sobre a guerra. Na noite de segunda-feira, o Wall Street Journal havia informado que Trump disse a assessores estar disposto a encerrar a campanha militar contra o Irã, mesmo que o Estreito de Ormuz permaneça em grande parte fechado.

Nesta terça-feira, relatos na imprensa indicaram que o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, teria dito que o país estava pronto para encerrar a guerra. Embora o Irã tenha atacado durante o dia um petroleiro perto de Dubai e Trump tenha voltado a ameaçar o país, os investidores se apegaram à possibilidade de desescalada da guerra, o que se traduziu na venda do dólar em todo o mundo, incluindo no Brasil.

“O dólar operou em queda ao longo da sessão, em um movimento puxado pela melhora do apetite global por risco após sinais mais concretos de desescalada no conflito entre EUA e Irã, com Trump indicando disposição para encerrar a campanha militar mesmo com o Estreito de Ormuz parcialmente fechado”, resumiu Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, em comentário escrito. No exterior, a moeda norte-americana se mantinha em baixa firme ante as demais divisas no fim da tarde. Às 17h20, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes -- recuava 0,72%, a 99,835.

Ibovespa fecha em alta, mas aversão a risco quebra série de ganhos mensais

O Ibovespa fechou em alta de mais de 2% nesta terça-feira, superando os 187 mil ‌pontos, mas ainda assim registrou o primeiro mês negativo desde meados do ano passado, contaminado pela aversão a risco global com a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã que ultrapassa quatro semanas.

A performance positiva no pregão paulista no dia apoiou-se em noticiário sobre possível alívio no conflito no Oriente Médio, enquanto a cena corporativa brasileira destacou acordo para a Advent comprar participação na Natura, o que fez a ação da fabricante de cosméticos disparar.

 Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 2,71%, a 187.461,84 pontos, tendo marcado 187.507,77 na máxima e 182.515,40 na mínima do dia. No mês, acumulou perda de 0,70%, mas ainda assegurou alta de 16,35% no primeiro ⁠trimestre. O volume financeiro no pregão desta terça-feira somava R$37,9 bilhões. 

Wall Street dispara enquanto traders apostam em possível desescalada

Wall Street encerrou ‌em forte alta nesta terça-feira, impulsionada por especulações sobre uma possível desescalada do conflito no Oriente Médio, que fez com que os preços do petróleo disparassem e alimentou temores de inflação global nas últimas semanas.

Todos os três principais índices norte-americanos se recuperaram depois que o Wall Street Journal informou na segunda-feira que ⁠o presidente dos EUA, Donald Trump, disse a assessores que estava disposto a encerrar ‌a campanha militar contra o Irã, mesmo que o Estreito de Ormuz permanecesse praticamente fechado. O S&P 500, Nasdaq e Dow Jones Industrial Average registraram seus maiores ganhos em ‌um dia desde maio de 2025, quando os investidores reagiram a uma trégua na guerra comercial entre Washington e Pequim.

O S&P 500 deu um salto de ⁠2,91%, encerrando a sessão de terça-feira em 6.528,52 pontos. O Nasdaq subiu 3,83%, para 21.590,63 pontos. O Dow Jones Industrial Average avançou 2,49%, para 46.341,51 pontos.

O volume nas bolsas dos EUA foi pesado, com 22,4 bilhões de ações negociadas, em comparação com uma média de 20,3 bilhões de ações nas 20 sessões anteriores. Nove dos 11 índices setoriais do S&P 500 subiram, liderados por serviços de comunicação, com alta de 4,42%, seguido por um ganho de 4,24% em tecnologia da informação. O índice de energia caiu 1,2% no dia e registrou uma alta de 10% em março, acompanhando a elevação dos preços do petróleo. Com a conclusão do primeiro trimestre, o S&P 500 acumula queda de 4,6% no ano, enquanto o Nasdaq perdeu 7,1% e o Dow caiu 3,6%.

As bolsas da Europa fecharam em alta nesta terça-feira 

Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,48%, a 10.176,45 pontos. 
Em Frankfurt, o DAX subiu 0,31%, a 22.633,18 pontos. 
Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,57%, a 7.816,94 pontos. 
Em Milão, o FTSE MIB avançou 1,11%, a 44.309,71 pontos. 
Em Madri, o Ibex 35 teve alta de 0,63%, a 17.075,50 pontos. 
Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 0,68%, a 9.131,56 pontos. 
Em Moscou, o MOEX Russia Index, teve baixa de 0,84% a 2.777,13 pontos.

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta terça-feira

O índice sul-coreano Kospi tombou 4,26% em Seul, a 5.052,46 pontos, 
O japonês Nikkei caiu 1,58% em Tóquio, a 51.063,72 pontos, 
O Taiex cedeu 2,45% em Taiwan, a 31.722,99 pontos.
O Kospi acumulou perdas de 19,1% e o Nikkei, de 13,2%. 

Na China continental, o Xangai Composto recuou 0,80%, a 3.891,86 pontos, 
O Shenzhen Composto teve queda de 1,71%, a 2.535,36 pontos.  
Hang Seng garantiu modesta alta de 0,15% em Hong Kong, a 24.788,14 pontos.

Na Oceania, a bolsa australiana ficou no azul, com alta de 0,25% do S&P/ASX 200 em Sydney, a 8.481,80 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve baixa de 2,22% a 71.947,55 pontos.

Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters. 

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