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segunda-feira, 30 de março de 2026

Mercado financeiro Dólar, Ibovespa e Bolsas: 30/03

Bitcoin: R$ 350.244,00 Reais e US$ 66.699,17 Dólares.

Dólar comercial: R$ 5,2477
Dólar turismo: R$ 5,4545
Dólar ptax: R$ 5,2353
Euro comercial: R$ 6,013
Euro turismo: R$ 6,51

Dólar fecha quase estável no Brasil com guerra no Oriente Médio no foco

O dólar fechou a segunda-feira praticamente estável ante o real, ainda que no exterior a moeda norte-americana tenha sustentado ganhos ante boa parte das demais divisas de emergentes, em meio à continuação da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã.

O dólar à vista fechou em alta de 0,13%, aos R$5,2461. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 4,43%.Às 17h19, o dólar futuro para abril -- o mais líquido no mercado brasileiro -- subia 0,12% na B3, aos R$5,2485.

As atenções dos investidores nesta segunda-feira seguiram voltadas principalmente para o exterior. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o país está em negociações para encerrar o conflito, mas reiterou aviso para que o Irã abra o Estreito de Ormuz, sob pena de sofrer ataques a seus poços de petróleo e suas usinas de energia. Trump também ameaçou atacar as usinas de dessalinização que fornecem água ao país. Já o Irã qualificou as propostas de paz dos EUA como "irrealistas, ilógicas e excessivas" e lançou mais mísseis contra Israel.

Neste cenário, o petróleo tipo Brent voltou a subir, aproximando-se dos US$114 o barril durante a tarde, e o dólar sustentou ganhos ante divisas de emergentes como o peso chileno e o rand sul-africano. Em relação ao real, porém, o movimento foi mais acomodado durante a maior parte do dia, com o dólar variando entre a cotação mínima de R$5,2265 (-0,24%) às 9h59 e a máxima de R$5,2679 (+0,55%) às 16h27, para depois se reaproximar da estabilidade.

Segundo Nicolas Gomes, especialista de câmbio da Manchester Investimentos, o real está “bem-posicionado em relação a outras moedas, visto que temos grandes empresas (com peso alto no Ibovespa) que se beneficiam da alta de commodities, bem como nosso juro real acima da média do mercado global”. Sobre este ponto, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, avaliou pela manhã que os choques de oferta, como o observado neste momento com o conflito no Irã, provavelmente pressionam a inflação para cima e a atividade econômica para baixo. No entanto, ele defendeu que a instituição tenha cautela ao incorporar o impacto da guerra a seus cenários.

"O Banco Central tem toda uma governança justamente para tentar aparar as pontas, para que a gente não tenha posições mais extremadas sobrepondo o processo de decisão de política monetária", disse. Atualmente, o mercado está dividido sobre o que o BC anunciará em abril: novo corte de 25 pontos-base da Selic, manutenção da taxa básica em 14,75% ao ano ou redução de 50 pontos-base.

O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos -- cuja taxa hoje está na faixa de 3,50% a 3,75% -- vinha sendo apontado como um dos fatores para atração de investimentos ao país, o que conduziu as cotações do dólar a patamares mais baixos ante o real nos últimos meses. A guerra, porém, tem sido um fator de alta para a moeda norte-americana No exterior, às 17h12 o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,20%, a 100,510.

Ibovespa fecha em alta com WEG em destaque

O Ibovespa fechou em ‌alta nesta segunda-feira, após duas quedas seguidas, com as ações da WEG entre os principais suportes, endossadas por "upgrade" do Morgan Stanley, assim como papéis de petrolíferas, em mais um dia de avanço do petróleo no exterior.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,53%, a 182.514,20 pontos, chegando a 184.414,18 pontos na máxima e ⁠marcando 181.559,49 pontos na mínima do dia. O volume financeiro somou R$25,56 bilhões.

Bolsas de NY fecham mistas em meio a prolongamento da guerra e WTI acima de US$ 100

As bolsas de Nova York fecharam mistas nesta segunda-feira, 30, com o Dow Jones conseguindo sustentar uma leve alta. Na reta final do trimestre, o S&P 500 se aproximava do território de correção diante dos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, que levaram o petróleo WTI a fechar acima de US$ 100.

O Dow Jones fechou em alta de 0,11%, aos 45.216,14 pontos. O S&P 500 terminou com queda de 0,39%, aos 6.343,72 pontos, e o Nasdaq encerrou com recuo de 0,73%, aos 20.794,64 pontos. 

O S&P 500 acumula queda de certa de 9% e está perto de registrar uma correção técnica - baixa de 10% desde a máxima de fechamento em 6,978.60 pontos, em 27 de janeiro.

As bolsas europeias fecharam em alta nesta segunda-feira

Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 1,61%, a 10.127,96 pontos. 
Em Frankfurt, o DAX subiu 0,88%, a 22. 496,90 pontos. 
Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,92%, a 7.772,45 pontos. 
Em Milão, o FTSE MIB avançou 1,02%, a 43.823,24 pontos. 
Em Madri, o Ibex 35 teve alta de 0,84%, a 16.980,05 pontos. 
Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 2,11%, a 9.069,55 pontos. 
Em Moscou, o MOEX Russia Index, teve alta de 0,38% a 2.800,31 pontos.

As bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta segunda-feira

Liderando o movimento na Ásia, o índice sul-coreano Kospi caiu 2,97% em Seul, a 5.277,30 pontos, enquanto o japonês Nikkei recuou 2,79% em Tóquio, a 51.885,85 pontos, o Taiex registrou queda de 1,80% em Taiwan, a 32.518,16 pontos, e o Hang Seng cedeu 0,81% em Hong Kong, a 24.750,79 pontos.

Na China continental, o Xangai Composto perdeu 0,24%, a 3.923,29 pontos. Já o menos abrangente Shenzhen Composto ficou estável, em 2.579,50 pontos.

Na Oceania, a bolsa australiana também fechou no vermelho: o S&P/ASX 200 caiu 0,65% em Sydney, para 8.461,00 pontos. Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve baixa de 2,22% a 71.947,55 pontos.

Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters. 

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