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terça-feira, 3 de março de 2026

Mercado financeiro Dólar, Ibovespa e Bolsas: 03/03

Bitcoin: R$ 361.273,33 Reais e US$ 68.335,83 Dólares.

Dólar comercial: R$ 5,2645
Dólar turismo: R$ 5,4658
Dólar ptax: R$ 5,2870
Euro comercial: R$ 6,114
Euro turismo: R$ 6.4195

Dólar tem maior alta desde dezembro com escalada do conflito entre EUA e Irã

Após se aproximar dos R$5,35 no início da tarde, o dólar perdeu força no Brasil e fechou a terça-feira em patamar mais baixo, mas ainda assim com forte alta ante o real, na esteira do acirramento do conflito entre EUA e Irã.

O dólar à vista encerrou a sessão com alta de 1,91%, aos R$5,2639. Foi o maior avanço percentual em um único dia desde os 2,34% de 5 de dezembro do ano passado -- dia em que o senador Flávio Bolsonaro (PL) foi lançado como candidato à Presidência. Em 2026, o dólar à vista acumula agora queda de 4,10%. Às 17h21, o dólar futuro para abril -- o mais líquido no mercado brasileiro -- subia 1,67% na B3, aos R$5,3035.

Na segunda-feira uma autoridade de alto escalão da Guarda Revolucionária Iraniana disse que o país pretende disparar contra qualquer navio que tentar passar pelo Estreito de Ormuz -- onde circulam diariamente cerca de 20% do petróleo mundial.
Já o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira que é “tarde demais” para negociar com o Irã, reforçando a perspectiva de continuidade do conflito iniciado no sábado, que envolve Israel do lado norte-americano.

A reação nos mercados globais foi de alta forte do petróleo e fuga dos investidores de ativos mais arriscados, como ações, moedas e títulos de países emergentes, em meio aos receios de que o conflito possa reduzir o crescimento e acelerar a inflação.No Brasil, o dólar à vista marcou a cotação máxima de R$5,3444 (+3,47%) às 12h20, em um momento em que a bolsa brasileira estava nas mínimas do dia. Profissionais consultados pela Reuters afirmaram que a disparada de ordens de stop loss (parada de perdas) no mercado de câmbio intensificou em vários momentos do dia o avanço do dólar, com investidores vendidos em dólar (esperando a queda das cotações) fechando posições.

O avanço do dólar ante o real esteve em sintonia com a disparada da moeda norte-americana ante outras divisas de emergentes, como o peso chileno e o peso mexicano. “O investidor precisa cobrir posição lá fora, (então) ‘vende emergente’. É o movimento clássico de aversão ao risco”, comentou durante a tarde Fernando Bergallo, diretor da assessoria FB Capital. “O mercado está revertendo toda aquela inclinação a risco que trouxe o dólar para R$5,13. Mas espero que seja transitório”, acrescentou.

Profissionais ouvidos pela Reuters ponderaram que os desdobramentos do conflito no Oriente Médio ainda são bastante incertos, o que dificulta quaisquer projeções sobre o dólar e as taxas de juros no curto prazo. No mercado de DIs (Depósitos Interfinanceiros), as taxas dispararam nesta terça-feira, na esteira da busca dos investidores por ativos de menor risco.

“Com o petróleo em alta, crescem as preocupações com inflação global. Isso faz os investidores reverem expectativas de cortes de juros e adotarem uma postura mais defensiva”, disse Jucelia Lisboa, sócia e economista da Siegen Consultoria, em comentário por escrito.“Em momentos como esse, normalmente, o mercado reduz a exposição a ativos de risco, como ações e moedas de países emergentes, e busca proteção em ativos considerados mais seguros, como o dólar.”

Durante a tarde, em meio à forte pressão de alta para a moeda norte-americana, o Banco Central do Brasil anunciou e cancelou logo na sequência dois leilões de linha (venda de dólares com compromisso de recompra), alegando um erro técnico. No exterior, às 17h14, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,47%, a 98,979.

Ibovespa tem maior queda do ano com guerra no Oriente Médio

O Ibovespa fechou em queda de mais de 3% nesta terça-feira, com ⁠a aversão a ‌risco desencadeada pela escalada do ‌conflito no ‌Oriente Médio ⁠ditando uma forte correção negativa nas ações brasileiras, que vinham de um ‌rali sustentado por ‌estrangeiros.

Índice de ⁠referência ⁠do mercado acionário ⁠brasileiro, o ‌Ibovespa ‌caiu 3,46%, a 182.763,31 pontos, menor patamar de fechamento ⁠desde 5 de fevereiro e maior queda percentual ‌desde 5 de dezembro de 2025, segundo ⁠dados preliminares. Na mínima do dia, marcou 180.518,33 pontos. Na máxima, 189.602,38 pontos. O volume financeiro no pregão somava R$42,9 bilhões antes dos ajustes finais.

Wall Street cai conforme conflito no Oriente Médio alimenta temores de inflação

Os índices ‌de ações dos ‌Estados Unidos ‌caíram ⁠nesta terça-feira, com investidores preocupados com a duração ‌do conflito ‌no ⁠Oriente ⁠Médio, mas ⁠encerraram bem ‌acima ‌dos menores níveis do dia. 

De ⁠acordo com dados preliminares, o ‌S&P 500 perdeu 0,94%, para ⁠6.816,59 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq recuou 1,00%, para 22.521,24 pontos. O Dow Jones caiu 0,82%, para 48.505,21 pontos.

As bolsas europeias fecharam em forte queda 

Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 3,04%, a 10.452,50 pontos. 
Em Frankfurt, o DAX caiu 3,59%, a 23.753,02 pontos. 
Em Paris, o CAC 40 perdeu 3,46%, a 8.103,84 pontos. 
Em Milão, o FTSE MIB recuou 3,92%, a 44.468,46 pontos. 
Em Madri, o Ibex 35 caiu 4,41%, a 17.087,40 pontos. 
Em Lisboa, o PSI 20 caiu 4,24%, a 8.878,86 pontos. 
Em Moscou, o MOEX Russia Index, teve queda de 0,40% a 2.823,85 pontos.
 
As bolsas asiáticas fecharam em forte baixa 

Liderando as perdas na Ásia, o índice sul-coreano Kospi sofreu um tombo de 7,24% em Seul - no seu pior pregão em 19 meses -, a 5.791.91 pontos, na volta de um feriado. 
Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei caiu 3,06% em Tóquio, a 56.279,05 pontos, 
o Hang Seng recuou 1,12% em Hong Kong, a 25.768,08 pontos, 
e o Taiex cedeu 2,20% em Taiwan, a 34.323,65 pontos.

Na China continental, o Xangai Composto teve baixa de 1,43%, a 4.122,68 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto registrou perda mais expressiva, de 3,24%, a 2.655,81 pontos.

Na Oceania, a bolsa australiana também ficou no vermelho, com baixa de 1,34% do S&P/ASX 200 em Sydney, a 9.077,30 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve baixa de 1,29% a 80.238,85 pontos.

Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.

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