Bitcoin: R$ 346.748,33 Reais e US$ 65.956,80 Dólares.
Dólar comercial: R$ 5,2414
Dólar turismo: R$ 5,4524
Dólar ptax: R$ 5,2376
Euro comercial: R$ 6,036
Euro turismo: R$ 6,510
Dólar tem leve baixa em meio a fluxo para o Brasil e esperança de acordo entre EUA e Irã
O dólar fechou a sexta-feira com leve queda, abaixo da marca de R$5,25, em meio a relatos de fluxo de entrada de recursos no Brasil e à esperança de um acordo entre EUA e Irã sobre a guerra. O dólar à vista fechou em queda de 0,35%, aos R$5,2392. Na semana, a divisa acumulou baixa de 1,38% e, no ano, recuo de 4,55%. Às 17h04, o dólar futuro para abril -- o mais líquido no mercado brasileiro - cedia 0,04% na B3, aos R$5,2420.
A guerra que coloca EUA e Israel contra o Irã foi novamente o condutor dos negócios nos mercados globais. Pela manhã, os mercados reagiam à pausa de dez dias dos ataques dos Estados Unidos às usinas do Irã, anunciada na véspera pelo presidente norte-americano, Donald Trump. O intervalo durará até 6 de abril. Apesar da pausa, o dólar sustentava ganhos ante boa parte das demais moedas, incluindo o real. Às 9h08, logo após a abertura, o dólar à vista atingiu a cotação máxima de R$5,2805 (+0,44%).
Entre o fim da manhã e o início da tarde, no entanto, os ativos brasileiros demonstraram alguma reação, com o Ibovespa virando para o positivo e o dólar para o negativo ante o real. Fonte ouvida pela Reuters afirmou que a resposta do Irã a uma proposta de paz dos EUA, destinada a pôr fim à guerra, era esperada ainda nesta sexta-feira, o que trouxe certo alívio para as moedas de países emergentes.
No Brasil, conforme três profissionais ouvidos pela Reuters, a virada ocorreu em meio ao fluxo de entrada de recursos no país, inclusive para a bolsa de valores. "O cenário negativo pela manhã, (com) alguns atenuantes depois. O fluxo para a bolsa ajudou a dar liquidez para o câmbio", resumiu Fernando Bergallo, diretor da assessoria FB Capital. Às 12h06, o dólar à vista atingiu a mínima de R$5,2184 (-0,74%), para depois se acomodar em níveis mais próximos dos R$5,25.
"A combinação de petróleo elevado, juros globais em alta e incerteza em torno do conflito no Oriente Médio sustentou a demanda por proteção ao longo da manhã, mas o movimento perdeu força com a desaceleração do dólar no exterior e sem piora adicional no cenário", avaliou Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, em comentário escrito.
No início do dia, o Banco Central informou que o país teve déficit em transações correntes de US$5,614 bilhões em fevereiro, acima do déficit de US$5,4 bilhões projetado por economistas consultados pela Reuters. Na outra ponta, o Brasil recebeu US$6,754 bilhões em investimentos diretos no país em fevereiro, abaixo dos US$7,6 bilhões projetados na pesquisa. No exterior, às 17h06, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,23%, a 100,110.
Ibovespa fecha em baixa, mas acumula ganho semanal
O Ibovespa fechou em queda nesta sexta-feira, mas acumulou ganho na semana, enquanto o mercado monitora os desdobramentos da guerra no Oriente Médio, que segue sem perspectiva de desfecho.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,82%, a 181.227,86 pontos, de acordo com dados preliminares, chegando a 180.976,16 na mínima e 183.350,70 na máxima do dia. O volume financeiro somava R$22,9 bilhões antes dos ajustes finais. Na semana, o índice acumulou ganho de 2,84%.
Ações caem nos EUA e Dow confirma território de correção, conforme tensões no Oriente Médio se arrastam
As ações norte-americanas caíram nesta sexta-feira, com cada um dos três principais índices dos EUA fechando em seus níveis mais baixos em mais de sete meses e o Dow confirmando que estava em território de correção, conforme a guerra do Oriente Médio, que já dura um mês, continuou a suprimir o apetite pelo risco.
Os mercados não se animaram com o anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, de que ele deu ao Irã mais 10 dias para reabrir o Estreito de Ormuz ou enfrentar a destruição de suas usinas de energia, depois que o Irã rejeitou suas propostas para acabar com a guerra que começou com ataques aéreos dos EUA e de Israel contra o Irã.
O Dow Jones Industrial Average caiu 1,73%, para 45.166,64 pontos, o S&P 500 perdeu 1,67%, para 6.368,85 pontos, e o Nasdaq Composite recuou 2,15%, para 20.948,36 pontos.
O Índice de Volatilidade CBOE, considerado o medidor de medo de Wall Street, subiu 3,61 pontos, fechando em 31,05, seu fechamento mais elevado desde 21 de abril.
As bolsas da Europa fecharam em queda nesta sexta-feira
Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,08%, a 9.964,40 pontos.
Em Frankfurt, o DAX caiu 1,32%, a 22.315,24 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,87%, a 7.701,95 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB recuou 0,74%, a 43.379,10 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 cedeu 0,81%, a 16.824,70 pontos.
Em Lisboa, o PSI 20 perdeu 1,28%, a 8.882,11 pontos.
Em Moscou, o MOEX Russia Index, teve baixa de 1,31% a 2.785,96 pontos.
As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta sexta-feira
O índice japonês Nikkei caiu 0,43% em Tóquio, a 53.373,07 pontos,
o sul-coreano Kospi recuou 0,40% em Seul, a 5.438,87 pontos,
e o Taiex cedeu 0,68% em Taiwan, a 33.112,59 pontos.
Na China continental, o Xangai Composto, principal índice chinês, subiu 0,63%, a 3.913,72 pontos,
e o Shenzhen Composto avançou 1,29%, a 2.579,55 pontos.
Hong Kong, o Hang Seng teve alta de 0,38% em Hong Kong, a 24.951,88 pontos.
Na Oceania, a bolsa australiana o S&P/ASX 200 caiu 0,11% em Sydney, a 8.516,30 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve baixa de 2,25% a 73.583,22 pontos.
Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.
