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Dólar supera R$5,25 impulsionado por preocupações com a guerra
As preocupações com os efeitos econômicos da guerra no Oriente Médio voltaram a impulsionar o dólar ao redor do mundo nesta quinta-feira, com a moeda terminando a sessão no Brasil acima dos R$5,25, mesmo após o Banco Central ter injetado US$1 bilhão no mercado. O dólar à vista fechou com alta de 0,70%, aos R$5,2574. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 4,22%. Às 17h06, o dólar futuro para abril -- o mais líquido no mercado brasileiro - subia 0,57% na B3, aos R$5,2625.
Os rendimentos dos Treasuries e o petróleo voltaram a subir nesta quinta-feira no exterior, em função da continuidade dos conflitos no Oriente Médio. Enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que os negociadores iranianos estavam "implorando" por um acordo, o Irã disse que o plano norte-americano de cessar-fogo está sob análise, mas que não há negociações. Mais tarde, Trump afirmou que o Irã havia permitido que dez petroleiros passassem pelo Estreito de Ormuz.
Neste cenário, a moeda norte-americana sustentava ganhos ante divisas de países emergentes como o peso chileno, o rand sul-africano, o peso mexicano e o real. No início da tarde, o Banco Central do Brasil realizou dois leilões extraordinários de linha (venda de dólares com compromisso de recompra), com venda total de US$1 bilhão. Entre profissionais ouvidos pela Reuters, a percepção é de que o BC atuou no mercado à vista para melhorar a liquidez, em meio à demanda pela moeda para remessas ao exterior.
"Está faltando dólar no mercado à vista. E na falta de liquidez, o BC faz o leilão", comentou o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik. Durante entrevista coletiva em Brasília, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, afirmou que as intervenções da instituição no mercado de câmbio estão seguindo a "orientação de sempre".
Desde que a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã começou, no fim de fevereiro, o BC tem promovido algumas operações para minimizar os efeitos do conflito no mercado de câmbio. O BC fez em diferentes datas o "casadão" (venda de dólares à vista simultaneamente à negociação de contratos de swap reverso) e leilões de linha (venda de dólares com compromisso de recompra). No exterior, às 17h12 o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,21%, a 99,832.
Ibovespa fecha em queda com dúvidas sobre desfecho no Oriente Médio
O sinal negativo prevaleceu na bolsa paulista nesta quinta-feira, com a aversão a risco global desencadeada por incertezas envolvendo um desfecho para o conflito no Oriente Médio voltando a derrubar o Ibovespa após três altas seguidas.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 1,45%, a 182.732,67 pontos, chegando a 182.570,44 pontos na mínima e marcando 185.423,77 pontos na máxima do dia. O volume financeiro somou R$26,5 bilhões.
No exterior, o barril de petróleo sob o contrato Brent fechou em alta de 5,66%, a US$108,01, enquanto o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, recuou 1,74%. Na pauta brasileira, IPCA-15 de março mostrou alta de 0,44%, após avanço de 0,84% em fevereiro, segundo o IBGE, acima das previsões compiladas pela Reuters, que apontavam acréscimo de 0,29%. Em 12 meses, o índice subiu 3,90%.
De acordo com economistas do Bradesco, a surpresa no IPCA-15 foi concentrada basicamente em passagens aéreas e, em menor magnitude, alimentos no domicílio, esperando um resultado para o mês ainda mais elevado. Eles destacaram que, com a atual conjuntura, com aumentos dos custos de combustíveis e fertilizantes, será mais difícil uma devolução da alta desses grupos no curto prazo. "A geopolítica segue como maior risco para nosso cenário de inflação neste ano."
Para estrategistas do Safra, embora o mercado ainda esteja hesitante quanto a como as tensões geopolíticas podem afetar a inflação, ainda há espaço para cortes de juros no Brasil. "Assim, o ambiente volátil pode ser visto como uma oportunidade para buscar alternativas no mercado de ações", afirmaram em relatório a clientes, elevando a previsão para o Ibovespa no final do ano para 220 mil pontos.
Wall Street cai com incerteza no Oriente Médio assustando os investidores
Os principais índices de Wall Street caíram acentuadamente nesta quinta-feira e o Nasdaq confirmou uma correção, com os investidores preocupados com a escalada da guerra dos EUA e Israel contra o Irã, que fez com que os preços do petróleo disparassem e exacerbou as preocupações com a inflação.
O presidente Donald Trump disse que o Irã deve fazer um acordo com os EUA ou enfrentar um ataque contínuo, ao mesmo tempo em que alertou que assumir o controle do petróleo do Irã era uma opção. Uma autoridade sênior iraniana disse à Reuters que a proposta dos EUA para encerrar quase quatro semanas de combates é "unilateral e injusta", ao mesmo tempo em que enfatizou que a diplomacia não havia terminado.
A falta de sinais claros de progresso fez com que os preços do petróleo disparassem, com os futuros do petróleo bruto dos EUA subindo 4,6% e os futuros do Brent avançando 5,7%.
De acordo com dados preliminares, o S&P 500 perdeu 1,74%, encerrando em 6.476,89 pontos, enquanto o Nasdaq Composite recuou 2,34%, para 21.416,27 pontos. O Dow Jones Industrial Average caiu 1,04%, para 45.955,00 pontos.
As bolsas europeias fecharam em queda
Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 1,33%, a 9.972,17 pontos.
Em Frankfurt, o DAX caiu 1,64%, a 22.581,07 pontos.
Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,98%, a 7.769,31 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB recuou 0,71%, a 43.701,84 pontos. Em Madri, o Ibex 35 cedeu 1,40%, a 16.929,80 pontos.
Em Lisboa, o PSI 20 perdeu 0,19%, a 8.997,09 pontos.
Em Moscou, o MOEX Russia Index, teve baixa de 0,66% a 2.821,31 pontos.
As bolsas asiáticas fecharam em baixa
Liderando as perdas, o índice sul-coreano Kospi caiu 3,22% em Seul, a 5.460,46 pontos,
enquanto o Hang Seng recuou 1,89% em Hong Kong, a 24.856,43 pontos,
o japonês Nikkei cedeu 0,27% em Tóquio, a 53.603,65 pontos,
e o Taiex registrou baixa de 0,30% em Taiwan, a 33.337,62 pontos.
Na China continental, o Xangai Composto teve queda de 1,09%, a 3.889,08 pontos,
e o menos abrangente Shenzhen Composto, de 1,46%, a 2.546,59 pontos.
Na Oceania, a bolsa australiana ficou levemente no vermelho: o S&P/ASX 200 caiu 0,10% em Sydney, a 8.525,70 pontos, na Índia, o S&P BSE Sensex, teve baixa de 0,56% a 73.085,94 pontos.
Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.
