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terça-feira, 24 de março de 2026

Mercado financeiro Dólar, Ibovespa e Bolsas: 24/03


 Bitcoin: R$ 366.997,66 Reais e US$ 69.913,93 Dólares.

Dólar comercial: R$ 5,2544
Dólar turismo: R$ 5,4699
Dólar ptax: R$ 5,2599
Euro comercial: R$ 6,0870
Euro turismo: R$ 6.3914

Dólar supera R$5,25 com continuação do conflito no Oriente Médio

Após a queda firme da véspera, o ‌dólar voltou a subir no Brasil nesta terça-feira, para acima dos R$5,25, em um dia negativo para as moedas de países emergentes em meio à continuação do conflito no Oriente Médio.

No início da tarde, o Banco Central realizou uma operação cambial, aumentando a liquidez no mercado à vista, mas ainda assim a moeda norte-americana encerrou a sessão em alta. O dólar à vista fechou com elevação de ⁠0,25%, aos R$5,2549. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 4,26%.Às 17h03, o dólar futuro ‌para abril -- o mais líquido no mercado brasileiro -- subia 0,28% na B3, aos R$5,2610.

Na segunda-feira o dólar havia fechado com baixa superior a 1%, após o presidente dos EUA, Donald Trump, citar ‌conversas com o Irã e adiar por cinco dias ataques ‌a usinas do país.

Nesta terça-feira, porém, o cenário era diverso, com o Irã lançando mísseis ⁠contra Israel e voltando a negar qualquer negociação com os norte-americanos. Com o Estreito de Ormuz ainda sob a mira do Irã, o petróleo tipo Brent voltou a superar os US$100 o barril, reforçando os receios sobre os impactos inflacionários nos países. Os rendimentos dos Treasuries também subiam diante da perspectiva de juros mais altos nos EUA.

Já o dólar sustentou ganhos ante a maior parte das demais divisas, ‌incluindo moedas de países emergentes como o real, o peso mexicano e o peso chileno."O dólar voltou ‌a operar em alta, refletindo a ⁠deterioração do ambiente de ⁠risco global diante da incerteza sobre a efetividade das negociações entre Estados Unidos e Irã", resumiu à tarde Bruno ⁠Shahini, especialista em investimentos da Nomad, em comentário escrito. "A ‌ausência de sinais concretos de desescalada, ‌combinada com declarações mais duras por parte de autoridades iranianas e a continuidade dos ataques na região, levou o mercado a reprecificar um cenário de conflito mais prolongado", acrescentou.

No início da tarde, o BC vendeu US$1 bilhão em leilão de linha (venda de dólares com compromisso de ⁠recompra), em operação que representou a injeção de recursos novos no mercado à vista, melhorando a liquidez. Ainda assim, o dólar se manteve em alta ante o real.

O dólar à vista marcou a cotação máxima intradia de R$5,2814 (+0,75%) às 9h38, ainda na primeira hora de negócios, e às 14h49, já após o leilão de linha. Pela manhã, os ‌agentes também se debruçaram sobre a ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que na semana passada cortou a Selic em 25 pontos-base, para 14,75% ao ano.

No ⁠documento, o BC afirmou que "a magnitude e a duração do ciclo de calibração (da Selic) serão determinadas ao longo do tempo, à medida que novas informações forem incorporadas às suas análises". Entre analistas do mercado e investidores, a ata manteve a divisão sobre o que o BC anunciará no fim de abril: nova redução de 25 pontos-base da Selic, aceleração do corte para 50 pontos-base ou mesmo manutenção da taxa, a depender da guerra no Oriente Médio.

O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos -- cuja taxa hoje está na faixa de 3,50% a 3,75% -- vinha sendo apontado como um dos fatores para atração de investimentos ao país, o que conduziu as cotações do dólar a patamares mais baixos ante o real nos últimos meses. A guerra, porém, tem sido um fator de alta para a moeda norte-americana. Às 17h09, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,25%, a 99,424.

Ibovespa avança com Petrobras em meio a sinais contraditórios no Oriente Médio

O Ibovespa fechou em alta nesta terça-feira, sustentada principalmente pelo avanço da Petrobras na ‌esteira do movimento do preço do petróleo no exterior, enquanto permanecem incertezas envolvendo a duração da guerra no Oriente Médio.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,32%, a 182.509,14 pontos, após marcar 179.914,53 na mínima e 182.649,10 na máxima do dia. O volume financeiro somou R$25 bilhões.

Wall Street cai devido a preocupações com guerra no Oriente Médio e com taxas de juros

Os índices de Wall Street perderam terreno na sessão volátil ‌desta terça-feira, com os investidores oscilando entre os temores do aumento dos preços do petróleo e as esperanças de uma solução para a guerra dos EUA e Israel contra o Irã, conforme o presidente dos EUA, Trump, alegava progresso nas negociações, mesmo com reportagens sugerindo que mais tropas norte-americanas estavam indo para o Oriente Médio.

Os rendimentos dos Treasuries subiram devido à incerteza sobre a guerra e a um fraco leilão de Treasuries de 2 anos, também aumentando a pressão ⁠sobre os mercados acionários.

O Dow Jones Industrial Average caiu 0,18%, para 46.124,06 pontos, o S&P 500 perdeu 0,37%, para 6.556,37 pontos, e o Nasdaq Composite recuou 0,84%, para 21.761,89 pontos.

Entre os 11 principais setores do S&P 500, quatro fecharam em baixa. O setor de energia liderou os ganhos, com um avanço de 2,05%, enquanto o setor de serviços ‌de comunicação liderou as perdas, com um declínio de 2,50%, seguido por uma queda de 0,76% no setor de tecnologia.

As bolsas da Europa fecharam sem direção única 

Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,60%, a 9.953,50 pontos. 
Em Frankfurt, o DAX caiu 0,06%, a 22.639,89 pontos. 
Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,23%, a 7.743,92 pontos. 
Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,42%, a 43.369,53 pontos. 
Em Madri, o Ibex 35 computou alta de 0,13%, a 16.910,50 pontos. 
Em Lisboa, o PSI 20 subiu 1,18%, a 8.881,98 pontos. 
Em Moscou, o MOEX Russia Index, teve alta de 0,19% a 2.838,73 pontos.

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta

Liderando o movimento, o índice sul-coreano Kospi saltou 2,74% em Seul, a 5.553,92 pontos, 
enquanto o japonês Nikkei avançou 1,43% em Tóquio, a 52.252,28 pontos, 
e o Hang Seng registrou alta de 2,79% em Hong Kong, a 25.063,71 pontos.

Na China continental, o Xangai Composto subiu 1,78%, a 3.881,28 pontos, 
e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 2,17%, a 2,534,64 pontos.
Na contramão, o Taiex recuou 0,34% em Taiwan, a 32.612,24 pontos.

Na Oceania, a bolsa australiana, o S&P/ASX 200 avançou 0,16% em Sydney, a 8.379,40 pontos. 
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve alta de 1,89% a 74.068,45 pontos.

Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.

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