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Dólar supera os R$5,30 com maior alta desde os primeiros dias da guerra no Oriente Médio
O dólar fechou a sexta-feira com alta firme no Brasil e novamente acima dos R$5,30, acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante outras divisas no exterior, em meio aos receios sobre os impactos econômicos da guerra no Oriente Médio.
O dólar à vista fechou a sessão com alta de 1,84%, aos R$5,3125. Foi a maior alta em um único dia desde 3 de março, na primeira semana da guerra, quando subiu 1,91%. Nesta semana, a divisa acumulou leve baixa de 0,08% e, no ano, recuo de 3,22%. Às 17h18, o dólar futuro para abril -- o mais líquido no mercado brasileiro -- subia 1,54% na B3, aos R$5,3185.
O avanço global do dólar ganhou força no fim da manhã, com a percepção de que a guerra no Oriente Médio pode durar mais do que o inicialmente esperado. Três autoridades norte-americanas disseram à Reuters que os EUA estão enviando milhares de fuzileiros navais e marinheiros para o Oriente Médio. As fontes, que falaram sob condição de anonimato, não especificaram qual seria o papel dos soldados adicionais.
Além disso, Israel e Irã continuaram seus ataques na região, enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, criticou seus aliados da Otan por conta da falta de apoio à guerra, chamando-os de "covardes". Neste cenário, o dólar subiu ante praticamente todas as demais divisas, incluindo pares do real como o rand sul-africano, o peso chileno e o peso mexicano. O petróleo tipo Brent zerou as perdas de mais cedo e passou a subir, encostando nos US$112 o barril, e os rendimentos dos Treasuries tinham ganhos firmes, com investidores avaliando que as chances de um corte de juros nos EUA este ano diminuíram.
"Essa percepção do mercado de que a guerra pode se prolongar está fazendo o mercado ajustar a perspectiva -- e as apostas -- sobre o Fed", comentou no início da tarde Fernando Bergallo, diretor da assessoria FB Capital, ao justificar a aceleração do dólar ante o real. "O 'driver' (vetor) dos negócios (no câmbio) é 100% o externo hoje."
Neste cenário, o dólar à vista atingiu a cotação máxima de R$5,3268 (+2,12%) às 16h38, para depois encerrar pouco abaixo deste nível -- mas acima dos R$5,30, um ponto de resistência técnica importante. No fim da manhã, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 1º de abril.
Ibovespa recua para mínima em 2 meses sem sinais de arrefecimento de guerra
O Ibovespa fechou em queda de mais de 2% nesta sexta-feira, mais uma vez contaminado pela aversão a risco global com os receios envolvendo o conflito no Oriente Médio e seus reflexos na economia mundial.
O índice de referência do mercado acionário brasileiro recuou 2,25%, a 176.219,40 pontos, após os ajustes, acumulando na semana uma perda de 0,81% e ampliando a queda no mês para 6,66%. No ano, ainda sobe 9,37%. Em pregão também marcado por vencimento de opções sobre ações na B3, o Ibovespa chegou a 175.039,34 pontos na mínima da sessão, piso intradia desde 22 de janeiro. Na máxima do dia, alcançou 180.305,22 pontos. O volume financeiro somou R$49,45 bilhões.
O barril de petróleo sob o contrato Brent fechou em alta de mais de 3%, a US$112,19, maior valor desde julho de 2022, com a guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, que já dura três semanas, sem sinais de arrefecimento. Na última sexta-feira de fevereiro, antes dos primeiros ataques contra o Irã, o Brent tinha fechado a US$72,48.
Wall Street encerra em forte queda; turbulência no Oriente Médio aumenta medo de inflação
Wall Street encerrou em forte queda nesta sexta-feira, com perdas para os pesos pesados Nvidia e Microsoft, conforme a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã entrou em sua quarta semana, aprofundando as preocupações com a inflação e o potencial para taxas de juros mais altas.
O conflito no Oriente Médio não mostrou sinais de abrandamento. As Forças Armadas dos EUA estavam enviando um grande navio de assalto anfíbio com milhares de fuzileiros navais e marinheiros adicionais para o Oriente Médio, enquanto o novo líder supremo do Irã saudava a "unidade" e a "resistência" do país. "O mercado está finalmente aceitando a ideia de que isso pode durar mais do que o inicialmente esperado, e acho que é por isso que os mercados estão em baixa. Esse conflito pode se prolongar não apenas por algumas semanas, mas talvez por vários meses", disse Jake Dollarhide, presidente-executivo da Longbow Asset Management em Tulsa, Oklahoma.
De acordo com dados preliminares, o S&P 500 perdeu 1,49%, encerrando em 6.508,32 pontos, enquanto o Nasdaq Composite recuou 1,98%, para 21.653,71 pontos. O Dow Jones Industrial Average caiu 0,92%, para 45.599,11 pontos.
As bolsas europeias fecharam em queda
Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 1,44%, a 9.918,33 pontos. Na semana, recuou 3,56%.
Em Frankfurt, o DAX caiu 1,94%, a 22.397,43 pontos, com recuo semanal de 4,88%.
Em Paris, o CAC 40 perdeu 1,82%, a 7.665,62 pontos, caindo 4,1% na semana.
Em Milão, o FTSE MIB recuou 1,97%, a 42.840,9 pontos, cedendo 2,97% na comparação semanal.
Em Madri, o Ibex 35 caiu 1,20%, a 17.038,70 pontos, com baixa de 7,22% na semana.
Em Lisboa, o PSI 20 recuou 2,13%, a 8.756,26 pontos, com queda de 2,12% na semana.
Em Moscou, o MOEX Russia Index, teve baixa de 0,16% a 2.864,48 pontos.
As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa
Os mercados da China continental lideraram as perdas, com quedas de 1,24% do índice Xangai Composto, a 3.957,05 pontos, e de 1,18% do Shenzhen Composto, a 2.589,10 pontos.
Em outras partes da Ásia, o Hang Seng caiu 0,88% em Hong Kong, a 25.277,32 pontos,
e o Taiex recuou 0,43% em Taiwan, a 33.543,88 pontos.
Em Tóquio, não houve pregão por causa de feriado no Japão.
Na contramão, o sul-coreano Kospi subiu 0,31% em Seul, a 5.781,20 pontos.
Na Oceania, a bolsa australiana também ficou no vermelho, com baixa de 0,82% do S&P/ASX 200 em Sydney, a 8.428,80 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve alta de 0,44% a 74.532,96 pontos.
Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.
