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quinta-feira, 19 de março de 2026

Mercado financeiro Dólar, Ibovespa e Bolsas: 19/03


 Bitcoin: R$ 368.957,33 Reais e US$ 70.614,50 Dólares.

Dólar comercial: R$ 5,2152
Dólar turismo: R$ 5,4277
Dólar ptax: R$ 5,2587
Euro comercial: R$ 6,0420
Euro turismo: R$ 6.344

Dólar acompanha exterior e fecha em baixa ante o real

Depois de oscilar em alta ante o real na maior parte do dia, na esteira das decisões sobre juros do Brasil e dos EUA, o dólar virou para o negativo à tarde e fechou a quinta-feira em queda, em sintonia com a melhora dos mercados no exterior.

O dólar à vista fechou a sessão com baixa de 0,52%, aos R$5,2164, acompanhando o recuo firme da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes, como o rand sul-africano e o peso mexicano. No ano, a divisa passou a registrar queda de 4,98%. Às 17h05, o dólar futuro para abril -- o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 0,57% na B3, aos R$5,2315.

No início da sessão o dólar chegou a ultrapassar os R$5,30, acompanhando o avanço naquele momento das cotações no exterior e refletindo as decisões de política monetária da véspera, quando o Federal Reserve manteve os juros na faixa de 3,50% a 3,75% e o Banco Central do Brasil cortou a Selic de 15% para 14,75%. No meio da tarde, porém, a moeda norte-americana perdeu força ante o real, também acompanhando a derrocada da divisa dos EUA no exterior, em paralelo à queda dos Treasuries e dos preços do petróleo.

Assim, após registrar a cotação máxima intradia de R$5,3150 (+1,36%) às 10h12, o dólar à vista despencou para a mínima de R$5,2024 (-0,79%) às 16h06. O movimento esteve em sintonia com a melhora dos demais ativos brasileiros, com o Ibovespa virando para o positivo e as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) migrando para o território negativo no meio da tarde. No exterior, o recuo da moeda norte-americana era forte neste fim de tarde, com o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda frente a uma cesta de seis divisas fortes -- caindo 0,97%, a 99,227.

No início do dia, o Banco Central do Brasil vendeu, em dois leilões simultâneos, US$1 bilhão em moeda à vista e 20.000 contratos no valor de US$1 bilhão de swap cambial reverso -- neste caso, uma operação cujo efeito é equivalente à compra de dólares no mercado futuro. Ao fazer o chamado "casadão", o BC eleva a liquidez no mercado à vista em momentos de estresse como o atual, em meio à guerra dos EUA e de Israel contra o Irã. No fim da manhã, o BC vendeu 50.000 contratos (US$2,5 bilhões) de swap cambial tradicional, para rolagem do vencimento de 1º de abril.

Ibovespa reage e fecha em alta com Hapvida em destaque

O Ibovespa fechou em alta nesta quinta-feira, revertendo as perdas registradas em boa parte da sessão ⁠e ultrapassando 181 ‌mil pontos no melhor momento, com Hapvida ‌entre os ‌destaques positivos, disparando ⁠após sinalização de tendências mais positivas para o primeiro trimestre do ano.

Em meio a uma ‌série de resultados corporativos, ‌investidores da ⁠bolsa ⁠paulista também repercutiram decisão do ⁠Banco ‌Central ‌de cortar a Selic a 14,75% ao ano na véspera, bem ⁠como continuaram acompanhando desdobramentos envolvendo conflito no Oriente Médio. 

Índice de referência ‌do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,34%, a ⁠180.253,17 pontos, de acordo com dados preliminares, após marcar 176.295,71 pontos na mínima do dia. Na máxima, chegou a 181.250,84 pontos. O volume financeiro somava R$32,37 bilhões antes dos ajustes finais.

Wall Street encerra em baixa com investidores céticos sobre cortes nos juros este ano

Wall Street ‌encerrou em baixa nesta quinta-feira, com quedas na Micron Technology e na Tesla, conforme as preocupações com a inflação decorrentes da alta dos preços ⁠do petróleo deixaram os investidores pessimistas ‌quanto ao potencial para futuros cortes nas taxas de juros.

Os ‌investidores se concentraram nas ‌advertências feitas pelo chair do ⁠Federal Reserve, Jerome Powell, na quarta-feira, de que as perspectivas econômicas permanecem incertas em meio a uma guerra dos EUA e Israel contra o ‌Irã, que fez com que os ‌preços da ⁠energia disparassem ⁠e gerou temores de inflação. O Fed ⁠deixou as ‌taxas inalteradas, conforme ‌esperado.  Os futuros das taxas de juros sugerem que os operadores veem pouca chance de cortes nas taxas ⁠de juros antes de meados de 2027, de acordo com a ferramenta FedWatch da CME.

De acordo com dados preliminares, ‌o S&P 500 perdeu 0,28%, para terminar em 6.606,20 pontos, enquanto o ⁠Nasdaq Composite recuou 0,28%, para 22.090,22 pontos. O Dow Jones Industrial Average caiu 0,45%, para 46.018,20 pontos. S&P 500, Nasdaq e Dow estavam abaixo de suas médias móveis de 200 dias, ressaltando uma perda de impulso no mercado. O S&P 500 perdeu cerca de 3% em 2026 e está sendo negociado nos menores níveis em quatro meses.

As bolsas da Europa fecharam em forte queda 

Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 2,35%, a 10.063,50 pontos. 
Em Frankfurt, o DAX caiu 2,76%, a 22.852,48 pontos. 
Em Paris, o CAC 40 perdeu 2,03%, a 7.807,87 pontos. 
Em Milão, o FTSE MIB recuou 2,32%, a 43.701,38 pontos. 
Em Madri, o Ibex 35 computou baixa de 2,27%, a 16.905,90 pontos.
Em Lisboa, o PSI 20 cedeu 2,06%, a 8.946,83 pontos. 
Em Moscou, o MOEX Russia Index, teve baixa de 0,09% a 2.869,22 pontos.

As bolsas asiáticas fecharam em baixa expressiva 

O índice japonês Nikkei liderou as perdas, com queda de 3,38% em Tóquio, a 53.372,53 pontos.
Em outras partes da Ásia, e o sul-coreano Kospi recuou 2,73% em Seul, a 5.763,22 pontos, 
o Hang Seng cedeu 2,02% em Hong Kong, a 25.500,58 pontos, 
e o Taiex registrou baixa de 1,92% em Taiwan, a 33.689,68 pontos.

Na China continental, o Xangai Composto teve perda de 1,39%, a 4.006,55 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto, de 2,27%, a 2.619,95 pontos.

Na Oceania, a bolsa australiana também ficou no vermelho, com baixa de 1,65% do S&P/ASX 200 em Sydney, a 8.497,80 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve baixa de 3,26% a 74.207,24 pontos.

Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.

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