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quarta-feira, 18 de março de 2026

Mercado financeiro Dólar, Ibovespa e Bolsas: 18/03

Bitcoin: R$ 373.544,33 Reais e US$ 70.989,96 Dólares

Dólar comercial: R$ 5,2457
Dólar turismo: R$ 5,4343
Dólar ptax: R$ 5,2112
Euro comercial: R$ 6,0160
Euro turismo: R$ 6.3167

Dólar à vista fecha em alta de 0,83%, a R$5,2436 na venda

O dólar fechou a quarta-feira em alta ‌ante o real, em sintonia com o avanço da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes no exterior, movimento que ganhou força após a decisão sobre juros do Federal Reserve, com investidores no Brasil à espera do anúncio do Copom sobre a Selic.

Em mais um dia de avanço dos preços do petróleo no exterior, em função da guerra no Oriente Médio, o dólar à vista fechou ⁠a sessão no Brasil com alta de 0,83%, aos R$5,2436.  No ano, a divisa passou a registrar queda de ‌4,47%.

Às 17h24, o dólar futuro para abril -- o mais líquido no mercado brasileiro -- subia 0,98% na B3, aos R$5,2660. Até o início da tarde, o dólar alternou altas e baixas ante o real, com ‌investidores à espera das decisões sobre juros, mas após o ‌anúncio do Fed, às 15h, a moeda norte-americana se firmou no campo positivo, renovando máximas ⁠até o fechamento.

O Federal Reserve anunciou a manutenção de sua taxa de referência na faixa de 3,50% a 3,75% e indicou que segue projetando apenas um corte de juros em 2026, a despeito da inflação mais alta. Em entrevista após o anúncio, o chair do Fed, Jerome Powell, afirmou que as implicações da guerra no Oriente Médio são incertas, mas que os preços mais altos de energia no curto ‌prazo vão impulsionar a inflação. Segundo ele, ainda é cedo para saber a duração dos efeitos da guerra ‌sobre a economia.

Após a decisão ⁠do Fed, os rendimentos dos ⁠Treasuries exibiram altas firmes, em especial entre os contratos de curto prazo, com investidores elevando as apostas de que ⁠a instituição não cortará juros em junho -- mês que ‌era visto como o do possível ‌início do ciclo de baixa.  Nos mercados de moedas, isso se traduziu na alta do dólar ante as demais divisas, incluindo as de países emergentes, como o rand sul-africano, o peso chileno, o peso mexicano e o próprio real.

"A comunicação (do Fed) foi interpretada como mais 'hawkish' (dura)... com o mercado ⁠passando a ver dezembro como o momento mais provável para o primeiro corte de juros pelo Fed", disse Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, em comentário escrito.  "Como resultado, o dólar acelerou o movimento de alta no exterior, com o DXY (índice do dólar) renovando máximas próximas de 100 pontos, com o real acompanhando o movimento", acrescentou.

Às 17h26, o índice ‌do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,74%, a 100,290. No Brasil, investidores aguardam agora pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do ⁠Banco Central sobre a Selic. O anúncio sairá após as 18h30. A precificação majoritária nos ativos é de corte de 25 pontos-base da Selic, mas nos últimos dias cresceram as apostas de que o BC pode optar pela manutenção da taxa básica em 15%, tendo em vista o impacto inflacionário trazido pela guerra no Oriente Médio.

O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos vinha sendo apontado como um dos fatores para atração de investimentos ao país, o que conduziu as cotações do dólar a patamares mais baixos ante o real nos últimos meses. A guerra, porém, tem sido um fator de alta para a moeda norte-americana. Dados divulgados nesta quarta-feira pelo BC mostraram que o Brasil registrou fluxo cambial total negativo de US$4,605 bilhões em março até o dia 13 -- período que abarca as duas primeiras semanas da guerra no Oriente Médio. No fim da manhã, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 1º de abril.

Ibovespa fecha em queda de olho em decisões de juros e no Oriente Médio

O Ibovespa fechou em queda nesta quarta-feira, ‌enquanto os agentes avaliavam a decisão do Federal Reserve de manter os juros dos EUA inalterados na faixa entre 3,50% e 3,75%, e aguardavam o anúncio do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central no final do dia, ao mesmo tempo em que ainda monitoravam os desdobramentos da guerra no Oriente Médio.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,43%, ⁠a 179.639,91 pontos, após alcançar 179.575,91 pontos na mínima do dia. Na máxima, marcou 181.550,83 pontos. ‌O volume financeiro somou R$27,5 bilhões.

Wall Street fecha em baixa após Fed manter taxas inalteradas

Wall ‌Street encerrou em baixa nesta quarta-feira, depois que o Federal Reserve manteve os juros dos EUA estáveis ⁠e projetou apenas um ‌único corte de taxa para o ano, depois ‌de as autoridades ‌avaliarem os riscos ⁠econômicos da guerra dos EUA e de Israel com o Irã.

As novas projeções dos formuladores de políticas ‌do banco central dos ‌EUA mostraram ⁠que ⁠a taxa de juros de referência ⁠do ‌Fed cairá ‌apenas um quarto de ponto percentual até o final deste ano, sem ⁠nenhuma indicação de prazo.  Os principais índices de ações ampliaram as quedas registradas antes ‌do anúncio do Fed. Os economistas não esperavam que o ⁠Fed alterasse sua taxa de juros.

De acordo com dados preliminares, o S&P 500 perdeu 1,37%, para terminar em 6.624,38 pontos, enquanto o Nasdaq Composite caiu 1,45%, para 22.152,50 pontos. O Dow Jones Industrial Average recuou 1,69%, para 46.200,03 pontos.

As bolsas da Europa fecharam majoritariamente em queda 

Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,94%, a 10.305,29 pontos. 
Em Frankfurt, o DAX caiu 0,86%, a 23.527,63 pontos. 
Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,06%, a 7.969,88 pontos. 
Em Milão, o FTSE MIB recuou 0,33%, a 44.741,34 pontos. 
Em Madri, o Ibex 35 computou alta de 0,29%, a 17.299,10 pontos. 
Em Lisboa, o PSI 20 cedeu 0,44%, a 9.134,62 pontos.
Em Moscou, o MOEX Russia Index, teve alta de 0,57% a 2.869,79 pontos.

As bolsas asiáticas fecharam em alta 

O índice japonês Nikkei subiu 2,87% em Tóquio, a 55.239,40 pontos, e o sul-coreano Kospi saltou 5,04% em Seul, a 5.925,03 pontos.

Na China continental, os mercados também ficaram no azul, revertendo perdas de mais cedo no pregão: o Xangai Composto subiu 0,32%, a 4.062,98 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,97%, a 2.680,88 pontos.

Em outras partes da Ásia, o Hang Seng teve alta de 0,61% em Hong Kong, a 25.025,42 pontos, e o Taiex registrou ganho de 1,51% em Taiwan, a 34.348,58 pontos.

Na Oceania, a bolsa australiana também encerrou o pregão com tom positivo: o S&P/ASX 200 avançou 0,31% em Sydney, a 8.640,60 pontos. Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve alta de 0,83% a 76.704,13 pontos.

Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters. 

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