Bitcoin: R$ 377.762,66 Reais e US$ 70.670,89 Dólares.
Dólar comercial: R$ 5,3142
Dólar turismo: R$ 5,5135
Dólar ptax: R$ 5,2541
Euro comercial: R$ 6,070
Euro turismo: R$ 6.373
Dólar supera R$5,30 com piora de percepção sobre a guerra, em dia de leilões do BC
O dólar fechou a sexta-feira em forte alta no Brasil e acima dos R$5,30, acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante quase todas as demais divisas no exterior, após uma piora generalizada dos ativos de risco ao redor do mundo em função do conflito no Oriente Médio.
Com o barril do petróleo tipo Brent novamente acima dos US$100 em Londres, o dólar à vista fechou a sessão com alta de 1,34% no Brasil, aos R$5,3166, em sintonia com o avanço da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes, como o peso chileno, o rand sul-africano e o peso mexicano. Na semana, a divisa acumulou alta de 1,43% ante o real e, no ano, passou a registrar queda de 3,14%.
Às 17h36, o dólar futuro para abril -- o mais líquido no mercado brasileiro -- subia 1,16% na B3, aos R$5,3430.O dólar passou a acelerar os ganhos a partir do fim da manhã, depois que o preço do petróleo saltou para o território positivo e a percepção mais geral sobre a guerra no Oriente Médio piorou, com EUA e Israel prosseguindo com os confrontos contra o Irã.
Após registrar a cotação mínima de R$5,2153 (-0,59%) às 10h55, o dólar à vista escalou até a máxima de R$5,3256 (+1,51%) às 16h46, já perto do encerramento da sessão. "O pessoal (mercado) está buscando se proteger, saindo de alguns ativos, em função do conflito, do petróleo", resumiu durante a tarde João Oliveira, head da mesa de operações do Banco Moneycorp. "E se este petróleo continuar a subir, para US$120 ou US$150, isso vai assustar todos os mercados, e o nosso mercado vai junto em função do nervosismo com o cenário", alertou.
Pela manhã, buscando reduzir parte da pressão vista em dias anteriores no mercado cambial brasileiro, o Banco Central realizou o chamado "casadão" -- leilões simultâneos de venda de dólares no mercado à vista e de negociação de contratos de swap cambial reverso.O BC vendeu, em dois leilões simultâneos, US$1 bilhão em moeda à vista e 20.000 contratos no valor de US$1 bilhão de swap cambial reverso -- neste caso, uma operação cujo efeito é equivalente à compra de dólares no mercado futuro.
Ao fazer o "casadão", o BC elevou a liquidez no mercado à vista em um momento de estresse, em que o dólar tem sido pressionado pelos desdobramentos da guerra no Oriente Médio. Porém, o efeito das operações sobre as cotações do dólar é, na prática, nulo, já que o BC vendeu US$1 bilhão em uma ponta e comprou US$1 bilhão em outra.
Segundo o gestor de renda fixa da Inter Asset, Ian Lima, as operações do BC melhoram o funcionamento do mercado de câmbio como um todo. "Quando o BC faz o 'casadão', (o resultado) é menos swap (tradicional) para rolar, porque o mercado não está demandando mais swap neste momento. Isso melhora o balanço do BC", pontuou Lima, lembrando que a instituição segue com uma posição vendida em swaps em seu balanço, que é rolada mês a mês. "E quando entrega dólar, ele melhora a posição vendida (à vista em dólar) dos bancos", acrescentou.
Em sua operação regular de rolagem, o BC vendeu no fim da manhã desta sexta-feira 50.000 contratos (US$2,5 bilhões) de swap cambial tradicional visando o vencimento de 1º de abril.No exterior, às 17h36 o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,87%, a 100,530.
Ibovespa fecha semana abaixo de 178 mil pontos sem alívio em preocupações com guerra no Irã
O Ibovespa fechou em queda nesta sexta-feira, sem conseguir sustentar a tentativa de recuperação do começo do pregão, com a cautela prevalecendo antes do fim de semana, diante da tensão e incertezas persistentes com o conflito no Oriente Médio.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,91%, a 177.653,31 pontos, após marcar 180.995,79 na máxima e 177.321,97 na mínima do dia. Na semana, o Ibovespa acumulou um declínio de 0,95%.O volume financeiro nesta sexta-feira somou R$29,48 bilhões.
Wall Street fecha em baixa e tem perda semanal com guerra alimentando preocupações com inflação
As ações nos Estados Unidos fecharam em queda nesta sexta-feira, encerrando uma semana em que os preços erráticos do petróleo bruto sacudiram as ações, com os investidores avaliando como a guerra no Irã estava afetando o fornecimento global de petróleo.
Todos os três principais índices de ações dos EUA registraram quedas no dia e na semana. O Russell 2000, de pequena capitalização, teve seu fechamento mais baixo do ano até o momento.
O Dow Jones Industrial Average caiu 0,26%, para 46.558,47 pontos, o S&P 500 perdeu 0,61%, para 6.632,19 pontos, e o Nasdaq Composite recuou 0,93%, para 22.105,36 pontos.Entre os 11 principais setores do S&P 500, as ações de tecnologia registraram a maior perda percentual. O setor de serviços públicos teve o maior ganho percentual.
As bolsas europeias fecharam em queda
Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,43%, a 10.261,15 pontos.
Em Frankfurt, o DAX caiu 0,65%, a 23.436,29 pontos.
Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,91%, a 7.911,53 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB recuou 0,31%, a 44.316,92 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 caiu 0,59%, a 17.039,10 pontos.
Em Lisboa, o PSI 20 cedeu 0,09%, a 9.143,72 pontos.
Em Moscou, o MOEX Russia Index, teve queda de 0,07% a 2,870.01 pontos.
As bolsas asiáticas fecharam em baixa
O índice japonês Nikkei caiu 1,16% em Tóquio, a 53.819,61 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi recuou 1,72% em Seul, a 5.487,24 pontos, o Hang Seng cedeu 0,98% em Hong Kong, a 25.465,60 pontos, e o Taiex registrou queda de 0,54% em Taiwan, a 33.400,32 pontos.
Na China continental, os mercados tiveram perdas semelhantes, de 0,82% do Xangai Composto, a 4.095,45 pontos, e de 0,88% do menos abrangente Shenzhen Composto, a 2.701,41 pontos.
Na Oceania, a bolsa australiana ficou levemente no vermelho: o S&P/ASX 200 caiu 0,14% em Sydney, a 8.617,10 pontos.Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve baixa de 1,93% a 74.563,92 pontos.
Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.
