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Dólar fecha estável no Brasil com guerra ainda no foco
O dólar oscilou em margens estreitas ante o real nesta quarta-feira, novamente conduzido pelas notícias sobre a guerra no Oriente Médio, até encerrar a sessão perto da estabilidade, ainda que no exterior a moeda norte-americana tenha avançado ante outras divisas de emergentes.
O dólar à vista fechou com leve alta de 0,02%, aos R$5,1591. No ano, a divisa acumula agora queda de 6,01% ante o real. Às 17h08, o dólar futuro para abril -- o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 0,13% na B3, aos R$5,1840. No início do dia o dólar ensaiou ganhos ante o real, acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante alguns de seus pares, como o rand sul-africano, o peso chileno e o peso mexicano.
Por trás do avanço das cotações estavam os receios em torno da guerra no Oriente Médio, após o Irã disparar contra Israel e outros alvos na região e prometer mirar contra interesses econômicos e bancários ligados aos norte-americanos e aos israelenses. Além disso, o Irã alertou que os preços do petróleo chegarão aos US$200 o barril em função dos ataques. Neste cenário, o dólar à vista atingiu a cotação máxima intradia de R$5,1837 (+0,49%) às 9h59, para depois perder força.
No fim da manhã, a divisa chegou a ceder ante o real, após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar em entrevista ao site Axios que "praticamente não há mais nada" para atacar no Irã e que a guerra no país terminará em breve. Na segunda-feira, ele já havia previsto um desfecho no curto prazo. Já a Agência Internacional de Energia recomendou a liberação de 400 milhões de barris de petróleo, a maior ação desse tipo em sua história, para tentar conter a disparada dos preços da commodity.
O dólar à vista atingiu a cotação mínima de R$5,1472 (-0,21%) às 11h01, mas também não teve força para ampliar o movimento. Da máxima para a mínima a divisa variou apenas -0,70% e, durante a tarde, pouco se afastou da estabilidade. No fim da manhã, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de abril. À tarde, o BC informou que o Brasil registrou uma saída líquida total de US$3,897 bilhões em março até o dia 6, período correspondente à primeira semana da guerra no Oriente Médio.
No início da tarde, sem efeitos maiores sobre o câmbio, uma nova pesquisa Genial/Quaest mostrou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se aproximou do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas simulações de primeiro turno da eleição presidencial. Lula registra entre 36% e 39% das intenções de voto nos diferentes cenários de primeiro turno, enquanto Flávio tem entre 30% e 35%. Na simulação de segundo turno, ambos somam 41%.
No exterior, às 17h05 o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,32%, a 99,243.
Ibovespa fecha com alta discreta apoiada por Petrobras
O Ibovespa fechou com um avanço modesto nesta quarta-feira, assegurado pelo desempenho robusto das ações da Petrobras, em meio ao avanço do petróleo no exterior, enquanto o noticiário corporativo destacou acordo da Raízen buscando reestruturar dívidas de R$65 bilhões.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa encerrou com acréscimo de 0,18%, a 183.772,13 pontos, de acordo com dados preliminares, após marcar 182.021,14 na mínima e 185.714,27 na máxima do dia. O volume financeiro somava R$23,9 bilhões antes dos ajustes finais.
S&P 500 e Dow Jones caem conforme escalada da guerra no Irã prejudica apetite por risco
Os principais índices de ações dos Estados Unidos fecharam em baixa nesta quarta-feira, com os mercados deixando de lado um relatório de inflação fraco, concentrando-se, em vez disso, na intensificação das hostilidades e nas crescentes repercussões relacionadas à guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã.
De acordo com dados preliminares, o S&P 500 registrou variação negativa de 0,09%, para 6.775,55 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq registrou variação positiva de 0,08%, para 22.714,27 pontos. O Dow Jones caiu 0,61%, para 47.415,39 pontos.
As bolsas da Europa fecharam majoritariamente em queda
Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,56%, a 10.353,77 pontos.
Em Frankfurt, o DAX caiu 1,59%, a 23.587,78 pontos.
Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,19%, a 8.041,81 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB recuou 0,95%, a 44.772,96 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 caiu 0,67%, a 17.328,10 pontos.
Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 0,58%, a 9.076,37 pontos. As cotações são preliminares.
Em Moscou, o MOEX Russia Index, teve baixa de 0,86% a 2.853,00 pontos.
As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta
O índice japonês Nikkei subiu 1,43% em Tóquio, a 55.025,37 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi avançou 1,40% em Seul, a 5.609,95 pontos, e o Taiex saltou 4,10% em Taiwan, a 34.114,19 pontos. Durante os negócios, no entanto, o Nikkei chegou a exibir alta de quase 3% e o Kospi, de 3,5%.
Na China continental, os ganhos foram mais moderados, de 0,25% no caso do Xangai Composto, a 4.133,43 pontos, e de 0,52% do menos abrangente Shenzhen Composto, a 2.744,02 pontos.
Exceção na Ásia, o Hang Seng caiu 0,24% em Hong Kong, a 25.898,76 pontos. Na Oceania, a bolsa australiana seguiu o viés positivo da região asiática, e o S&P/ASX 200 avançou 0,59% em Sydney, a 8.743,50 pontos.Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve baixa de 1,72% a 76.863,71 pontos.
Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.
