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Dólar fecha perto da estabilidade com temores de que Irã instale minas no Estreito de Ormuz
Após recuar para a faixa dos R$5,13 mais cedo na sessão, o dólar ganhou força na reta final das negociações do dia e fechou a terça-feira praticamente estável no Brasil, com investidores reagindo negativamente a notícias de que o Irã pode instalar minas no Estreito de Ormuz, por onde são transportados 20% do petróleo mundial.
O dólar à vista fechou com leve baixa de 0,14%, aos R$5,1582. No ano, a divisa passou a acumular queda de 6,03% ante o real.
Às 17h28, o dólar futuro para abril -- o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 0,27% na B3, aos R$5,1850.
Na segunda-feira, o dólar havia despencado ante o real após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter passado indicações de que a guerra de EUA e Israel contra o Irã poderia terminar em breve. Trump disse a parlamentares republicanos que a guerra "será concluída muito rapidamente" e, em entrevista à Fox News, afirmou que é possível que ele esteja disposto a conversar com o Irã. As declarações de Trump ainda ecoaram nos mercados nesta terça-feira, fazendo o petróleo recuar para perto dos US$83 o barril em Nova York durante o dia e o dólar ceder ante quase todas as divisas globais.
No Brasil, o dólar à vista atingiu às 14h20 a cotação mínima intradia de R$5,1326 (-0,64%) -- valor já próximo das cotações verificadas na semana anterior à guerra. O otimismo quanto a um desfecho rápido da guerra também deu força ao Ibovespa -- principal índice de ações da bolsa brasileira -- e reduziu os prêmios na curva de DIs (Depósitos Interfinanceiros), em uma sessão de busca por ativos de maior risco.
Durante a tarde, porém, o dólar recuperou força, após a CBS News noticiar que a inteligência dos EUA começou a observar indícios de que o Irã está tomando medidas para implantar minas no Estreito de Ormuz. Em meio à ameaça, Trump disse para o Irã remover quaisquer minas que possa ter colocado na região, alertando que, se isso não for feito, enfrentará consequências militares em nível nunca visto. Ao mesmo tempo, Trump disse que os EUA não têm relatos de que o Irã tenha de fato colocado minas no estreito.
A possibilidade de aumento do conflito no Estreito de Ormuz -- uma passagem chave para o transporte global de petróleo e gás -- fez o dólar praticamente zerar as perdas no Brasil, com a moeda também ganhando força no exterior e o petróleo se afastando das mínimas do dia. Às 17h23, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,05%, a 98,911. No fim da manhã, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de abril.
Ibovespa fecha em alta com trégua global na aversão a risco
O Ibovespa fechou em alta de mais de 1% nesta terça-feira, endossado pela trégua global na aversão a risco, com a percepção de que o conflito no Oriente Médio terá duração menor do que a esperada derrubando os preços do petróleo.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,29%, a 183.241,60 pontos, de acordo com dados preliminares, após marcar 180.692,83 pontos na mínima e 185.323,62 pontos na máxima do dia. O volume financeiro somava R$28,5 bilhões antes dos ajustes finais.
Wall Street fecha com sinais mistos com escalada das tensões no Oriente Médio
Os principais índices de ações dos Estados Unidos perderam força nesta terça-feira, abrindo mão de ganhos iniciais e entrando em território negativo, conforme investidores avaliaram o enfraquecimento das esperanças de um fim mais cedo do que o esperado para a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, em um cenário de ameaças militares renovadas e preocupações contínuas com a estagflação econômica.
De acordo com dados preliminares, o S&P 500 perdeu 0,21%, para 6.781,55 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq registrou variação positiva de 0,01%, para 22.698,19 pontos. O Dow Jones registrou variação negativa de 0,08%, para 47.704,14 pontos.
As bolsas da Europa fecharam em alta
Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 1,59%, a 10.412,24 pontos.
Em Frankfurt, o DAX subiu 2,25%, a 23.935,32 pontos.
Em Paris, o CAC 40 ganhou 1,79%, a 8.057,36 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB avançou 2,67%, a 45.201,69 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 subiu 3,04%, a 17.443,60 pontos.
Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 1,67%, a 9.023,78 pontos.
Em Moscou, o MOEX Russia Index, teve baixa de 1,19% a 2,854.30 pontos.
As bolsas asiáticas fecharam em alta
O índice sul-coreano Kospi saltou 5,35% em Seul, a 5.532,59 pontos,
o japonês Nikkei subiu 2,88% em Tóquio, a 54.248,39 pontos,
o Hang Seng avançou 2,17% em Hong Kong, a 25.959,90 pontos,
e o Taiex registrou ganho de 2,06% em Taiwan, a 32.771,87 pontos.
Na China continental, o Xangai Composto subiu 0,65%, a 4.123,14 pontos, e o Shenzhen Composto, de menor abrangência, avançou 1,84%, a 2.729,82 pontos.
Na Oceania, a bolsa australiana ficou igualmente no azul, com alta de 1,09% do S&P/ASX 200 em Sydney, a 8.692,60 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve alta de 0,82% a 78.205,98 pontos.
Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.
