Bitcoin: R$ 358.031,66 Reais e US$ 69.168,81 Dólares.
Dólar comercial: R$ 5,1657
Dólar turismo: R$ 5,3666
Dólar ptax: R$ 5,2001
Euro comercial: R$ 6,0500
Euro turismo: R$ 6.3528
Dólar sobe para R$5,1651 na esteira de escalada do conflito no Oriente Médio
O dólar fechou a segunda-feira em alta ante o real, acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante as demais divisas no exterior, em meio à busca por ativos seguros após EUA e Israel lançarem ataques contra o Irã no fim de semana.
Apesar da pressão, a divisa norte-americana terminou o dia longe do pico do pregão, com exportadores e parte dos investidores aproveitando as cotações mais elevadas para vender moeda. O dólar à vista encerrou a sessão com alta de 0,60%, aos R$5,1651. Em 2026, o dólar à vista acumula agora queda de 5,90%.
As ações de Estados Unidos e Israel contra o Irã provocaram a morte do aiatolá Ali Khamenei, mas também uma reação dos iranianos, que dispararam mísseis contra alvos em uma série de países árabes, como Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos e Jordânia. Nesta segunda-feira, o presidente norte-americano, Donald Trump, disse que ordenou o ataque ao Irã para impedir o desenvolvimento nuclear de Teerã e um programa de mísseis balísticos. Trump também prometeu continuar a guerra pelo tempo que for necessário.
Já o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, disse que levará tempo para o país atingir seus objetivos militares no Irã e que são esperadas mais baixas norte-americanas. A escalada do conflito no Oriente Médio impulsionou a alta dos preços do petróleo e a aversão a ativos de risco, como moedas e títulos de países emergentes. Neste cenário, o dólar à vista atingiu a cotação máxima de R$5,2146 (+1,56%) às 11h02, para depois desacelerar os ganhos para a faixa dos R$5,16.
"O dólar subiu demais, então o exportador vende, o investidor desmonta posição comprada, em busca de resultados", comentou durante a tarde o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik. Ainda assim, a divisa norte-americana terminou em alta ante o real, em sintonia com o avanço quase generalizado ante as demais moedas no exterior. Às 17h06, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,36%, a 98,421.
"O sinal claro é de aversão ao risco, de aumentar a busca por ativos de maior proteção, por exemplo o ouro, mais líquidos, e o dólar ganha força, não só perante a moeda brasileira, mas perante todo o mundo", pontuou no início do dia Rafael Costa, fundador da Cash Wise Investimentos.
Com o mercado à vista já fechado no Brasil, surgiu a notícia de que o comandante da Guarda Revolucionária do Irã disse que o Estreito de Ormuz está fechado e que qualquer navio que tentar passar pelo local virará alvo. Cerca de 20% do petróleo mundial é transportado pelo estreito diariamente. Em reação, o dólar futuro ampliou um pouco seus ganhos no Brasil. Às 17h18, a moeda norte-americana para abril -- o contrato mais líquido atualmente -- subia 0,83% na B3, aos R$5,2135.
No boletim Focus divulgado pela manhã pelo Banco Central, a mediana das projeções dos economistas do mercado para o dólar à vista no fim de 2026 passou de R$5,45 para R$5,42. As projeções, no entanto, foram incorporadas ao sistema do Focus até a sexta-feira -- antes do ataque de EUA e Israel ao Irã. Já a expectativa no Focus para a taxa básica Selic no fim do ano foi de 12,13% para 12% e no encerramento de 2027 seguiu em 10,50%. Atualmente a Selic está em 15% ao ano.
O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos -- cuja taxa hoje está na faixa de 3,50% a 3,75% -- vem sendo apontado como um dos fatores para atração de investimentos ao país, conduzindo as cotações do dólar a patamares mais baixos ante o real nos últimos meses.
Ibovespa fecha em alta blindado por Petrobras em pregão de escalada de tensão geopolítica
Março começou com aumento no risco geopolítico, após os Estados Unidos e Israel atacarem o Irã, mas o Ibovespa fechou em alta nesta segunda-feira, blindado pelas ações de petrolíferas, notadamente Petrobras, em meio à disparada do petróleo no exterior.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,28%, a 189.316,75 pontos, de acordo com dados preliminares, após marcar 186.637,98 pontos na mínima e 190.110,43 pontos na máxima do dia.O volume financeiro somava R$28,95 bilhões antes dos ajustes finais.
Wall Street fecha com sinais mistos em sessão volátil após ataques aéreos ao Irã
Os principais índices de ações dos Estados Unidos encerraram praticamente estáveis nesta segunda-feira, após uma sessão volátil que viu as ações caírem mais cedo, após os ataques aéreos dos EUA e de Israel ao Irã no fim de semana, mas houve recuperações ao longo do dia, conforme investidores compraram nas quedas.
De acordo com dados preliminares, o S&P 500 registrou variação positiva de 0,01%, para 6.879,42 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq ganhou 0,32%, para 22.740,61 pontos. O Dow Jones caiu 0,18%, para 48.891,03 pontos.
As bolsas europeias fecharam em queda acentuada
Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 1,20%, a 10.780,11 pontos.
Em Frankfurt, o DAX caiu 2,42%, a 24.672,40 pontos.
Em Paris, o CAC 40 perdeu 2,17%, a 8.394,32 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB recuou 1,97%, a 46.280,40 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 caiu 2,65%, a 17.875,00 pontos.
Em Lisboa, o PSI 20 caiu 0,04%, a 9.272,47 pontos.
Em Moscou, o MOEX Russia Index, teve alta de 1,31% a 2.835,75 pontos.
As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa
O índice japonês Nikkei caiu 1,35% em Tóquio, a 58.057,24 pontos.
Hang Seng recuou 2,14% em Hong Kong, a 26.059,85 pontos,
O sul-coreano Kospi cedeu 1% em Seul, a 6.244,13 pontos,
Taiex perdeu 0,90% em Taiwan, a 35.095,09 pontos, na volta de um feriado.
Na China continental, o Xangai Composto subiu 0,47%, a 4.182,59 pontos, o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 0,68%, a 2.744,86 pontos.
Na Oceania, a bolsa australiana ficou praticamente estável hoje: o S&P/ASX 200 teve alta marginal de 0,03% em Sydney, a 9.200,90 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve baixa de 1,29% a 80.238,85 pontos.
Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.
