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sábado, 21 de fevereiro de 2026

Paramount alega ter sinal verde do governo para comprar a Warner

A disputa pela Warner Bros. Discovery (WBD) recebeu um novo capítulo de tensão nesta sexta-feira (20). Em um comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC), a Paramount Skydance, liderada por David Ellison, afirmou que sua proposta de aquisição total da WBD superou um marco crítico de revisão antitruste do Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ), e teria sinal verde para prosseguir. Esse comunicado, no entanto, é visto pelos executivos da Netflix como uma tentativa de ludibriar do acionistas da Warner, que vão votar pelo futuro da empresa em 20 de março.

Nos Estados Unidos, quando duas empresas gigantes decidem se fundir ou entrar em um negócio de compra e venda, elas não podem simplesmente assinar o contrato e começar a trabalhar juntas no dia seguinte. A lei exige que elas notifiquem o Departamento de Justiça (DOJ) ou a Comissão Federal de Comércio (FTC).

Esses são alguns dos mecanismos de defesa do governo norte-americano para evitar monopólios. Basicamente, as autoridades precisam de tempo para analisar se essa união vai prejudicar a concorrência, aumentar os preços para o consumidor ou destruir o mercado.

No caso da proposta hostil da Paramount pela Warner, o DOJ não ficou satisfeito com as informações básicas da primeira notificação, e emitiu uma "Segunda Solicitação". Isso é um pedido profundo de dados: e-mails de executivos, planilhas de projeção, dados de assinantes e estratégias de mercado.

O DOJ dá um prazo de 10 dias para avaliar essas informações, e esse prazo expirou sem que nenhuma resposta fosse dada para a Paramount. Baseado no silêncio do órgão regulador, David Ellison entendeu que o governo aprovou a sua proposta e deu sinal verde para o negócio seguir.

A verdade, no entanto, não é por aí. O fato do prazo ter terminado significa apenas que o impedimento automático de fechar o negócio expirou. O DOJ não "aprova" fusões ou aquisições formalmente; ele simplesmente decide não processar as empresas para impedi-las. O governo, inclusive, pode abrir um processo contra a fusão mesmo depois do prazo ter expirado ou até mesmo depois que as empresas já se fundiram.

É isso que David Hyman, diretor jurídico da Netflix, fez questão de alertar em um comunicado à imprensa: "Eles não garantiram as aprovações necessárias e estão longe de fazê-lo", disparou o executivo, acusando a Paramount de estar mentindo.

Segundo a Netflix, a Paramount está usando o fim do prazo como uma ferramenta de pressão. Ao dizer que "não há impedimento", os executivos tentam convencer os acionistas da Warner de que o negócio com eles é "mais seguro" e "mais rápido", embora, legalmente, o DOJ ainda possa intervir a qualquer momento se encontrar irregularidades.

No momento, a Paramount negocia novamente a aquisição da Warner com a permissão da Netflix. David Ellison comprometeu-se a apresentar uma proposta final até a próxima segunda-feira, 23 de fevereiro.

Apesar da ofensiva da Paramount, o conselho da Warner Bros. Discovery mantém, por enquanto, a recomendação para que seus acionistas votem a favor do acordo com a Netflix, avaliado em US$ 83 bilhões.

Fonte: Variety.

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