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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Mercado financeiro Dólar, Ibovespa e Bolsas: 09/02

Bitcoin: R$ 366.232,33 Reais e US$ 70.375,52 Dólares.

Dólar comercial: R$ 5,1878
Dólar turismo: R$ 5,3906
Dólar ptax: R$ 5,1868
Euro comercial: R$ 6,183
Euro turismo: R$ 6.4919

Dólar fecha abaixo dos R$5,20 em sessão de fluxo de investimentos para emergentes

O recuo firme da moeda norte-americana no exterior conduziu a queda do dólar ante o real nesta segunda-feira, para abaixo dos R$5,20, em mais uma sessão de forte fluxo de investimentos para países emergentes como o Brasil. Em meio ao avanço de mais de 1% do Ibovespa, o dólar à vista fechou o dia com queda de 0,59%, aos ‌R$5,1886 -- o menor valor de fechamento desde 28 de maio de 2024, quando encerrou aos R$5,1539. No ano, a divisa acumula agora baixa de 5,47%.

Às 17h03, o dólar futuro ‌para março -- atualmente o mais líquido no Brasil -- cedia 0,61% na B3, aos R$5,2105.

No exterior, o dólar sustentou baixas firmes ante o iene, após a vitória eleitoral da primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi no fim de semana. Além disso, cedeu ante o euro e a libra, com investidores à espera pela divulgação ao longo da semana de dados de varejo, inflação e empregos nos Estados Unidos. O dia também foi de queda firme para o dólar ante moedas de países emergentes, como o rand sul-africano, o peso mexicano e o peso ‍chileno, restando ao real acompanhar a tendência.

"O dólar opera em queda hoje sob predominância de fatores externos: a queda acentuada do DXY (índice do dólar) e a continuidade do movimento de rotação de fluxos globais em direção a mercados emergentes", disse Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, em comentário escrito.

"Além disso, o ambiente internacional favorável ao risco, marcado pela alta das bolsas nos EUA, na Europa e no Japão, tem dado suporte às moedas emergentes de forma geral, com ‌destaque para o real." Em paralelo, o Tesouro anunciou pela manhã a emissão de títulos em dólares no mercado internacional, com ‌um novo benchmark de dez anos, para 2036. Além disso, foi realizada captação por meio de títulos de 30 anos Global 2056. Conforme o serviço de informações financeiras IFR, o Brasil captou um total de US$4,5 bilhões, com US$3,5 bilhões pelo papel com vencimento para 2036 e US$1,0 bilhão com o título para 2056.

Como ocorre tradicionalmente, a expectativa é de que essa nova emissão do Tesouro abra a janela para captações internacionais por parte de empresas, o que reforça, no mercado, a perspectiva de entrada de mais dólares no país, pontuou o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik. "E contra o fluxo não há argumentos", disse Rugik, que não descarta a possibilidade de um dólar ainda mais fraco no curto prazo, mais próximo dos R$5,00.

Neste contexto, após marcar a cotação máxima de R$5,2129 (-0,13%) às 9h08, pouco depois da abertura da sessão, o dólar à vista atingiu a mínima de R$5,1748 (-0,85%) às 13h02. Pela manhã, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou durante evento em São Paulo que a palavra-chave deste momento do ciclo de política monetária é "calibragem", classificando o termo como "essencial". Ao mesmo tempo, defendeu que a previsão de corte de juros não representa uma "volta da vitória".

"A gente está numa situação diferente do que estávamos naquele momento quando a gente concluiu a alta (dos juros)... Mas também esta não é uma volta da vitória, porque justamente a gente ainda tem dados que mostram uma resiliência econômica, por isso que a gente está falando de um ajuste", afirmou. No fim de janeiro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a taxa básica Selic em 15% ao ano, mas sinalizou a intenção de cortá-la a partir de março. No mercado, a principal dúvida é sobre o tamanho do primeiro corte: 25 ou 50 pontos-base.

O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos -- cuja taxa de referência hoje está na faixa de 3,50% a 3,75% -- ‌vem sendo apontado como um dos fatores para atração de investimentos ao país, conduzindo as cotações do dólar a patamares mais baixos nos últimos meses. No boletim Focus divulgado no início do dia, a mediana das projeções dos economistas do mercado para o dólar no fim de 2025 seguiu em R$5,50.

No fim da manhã, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de março. Às 17h07, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,81%, a 96,814.

Ibovespa fecha acima dos 186 mil pela 1ª vez puxado por blue chips e com aval de NY

O Ibovespa fechou em alta ‌nesta segunda-feira, terminando o ‌dia acima dos 186 mil pontos pela primeira vez, em ‍movimento puxado pelas blue chips Itaú Unibanco, Vale e Petrobras, ‌e endossado ‌por Wall Street.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,89%, a 186.407,8 pontos, de acordo com dados preliminares, tendo marcado 186.460,08 pontos na máxima e 182.950,20 pontos na mínima do dia. O volume financeiro no ‌pregão somava R$25 bilhões antes dos ajustes finais.

Wall Street sobe conforme ações de tecnologia se recuperam ainda mais de perdas recentes

Os índices S&P 500 e Nasdaq subiram após um início instável nesta segunda-feira, conforme ações de tecnologia se ‌recuperaram após a liquidação provocada pela inteligência artificial (IA) na semana passada, ‌enquanto investidores aguardavam dados econômicos importantes que pudessem esclarecer a trajetória da taxa de juros do Federal Reserve. 

O Dow Jones registrou variação positiva de 0,04%, para 50.135,87 pontos. O S&P 500 ganhou 0,47%, ‍para 6.964,82 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq subiu 0,90%, para 23.238,67 pontos.

 Enquanto o Dow Jones registrou seu segundo recorde consecutivo de fechamento com alta leve, o S&P 500 acabou ficando ‌aquém de seu recorde de fechamento. O setor ‌de tecnologia do S&P 500 encerrou com alta de 1,6%, ampliando os ganhos da sexta-feira após uma forte liquidação na semana passada.

O setor de software e serviços encerrou com alta de 2,9%, recuperando algumas perdas pelo segundo dia consecutivo, após sete dias de baixas acentuadas, alimentadas pelo temor de que a IA possa intensificar a concorrência.  Embora o setor de software ainda esteja quase 13% abaixo de seus níveis de negociação imediatamente antes do êxodo que começou no final de janeiro, o setor de tecnologia em geral estava menos de 3% abaixo de seus níveis anteriores à liquidação.

O setor de materiais, que avançou 1,4%, apresentou o segundo melhor desempenho entre os demais, conforme a alta do ouro e da ‌prata impulsionou as mineradoras. O setor de bens de consumo básico, que havia se beneficiado durante a liquidação de tecnologia, empatou com o de saúde nas maiores quedas do dia, com ambos em baixa de 0,86%.

As bolsas europeias fecharam em alta 

Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,16%, a 10.386,23 pontos. 
Em Frankfurt, o DAX subiu 1,15%, a 25.004,74 pontos. 
Em Paris, o CAC 40 subiu 0,6%, a 8.323,28 pontos. 
Em Milão, o FTSE MIB avançou 2,06%, a 46.822,81 pontos. 
Em Madri, o Ibex 35 subiu 1,4%, a 18.195,10 pontos. 
Em Lisboa, o PSI 20 subiu 1,13%, a 8.991,17 pontos. 
Em Moscou, o MOEX Russia Index, teve baixa de 0,45% a 2,723.03 pontos.

As bolsas da Ásia fecharam em alta

Em Tóquio, o índice Nikkei encerrou a sessãoem alta de 3,9%, aos 56.363,94 pontos. 
Em Seul, o Kospi ganhou 4,1%, fechando aos 5.298,04 pontos. 
China, o índice chinês Xangai Composto fechou em alta de 1,4%, aos 4.123,09 pontos, 
e o menos abrangente Shenzhen Composto marcou ganho de 1,9%, aos 2.700,22 pontos.
Em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 1,8%, aos 27.027,16 pontos
O Taiex, de Taiwan, avançou 2%, aos 32.404,62 pontos.
Na Oceania, a bolsa australiana subiu e o índice S&P/ASX ganhou 1,79%, para 8.870,10 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve alta de 0,58% a 84.065,75 pontos.

Fontes: Reuters/Dow Jones Newswires.

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