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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Mercado financeiro Dólar, Ibovespa e Bolsas:


 Bitcoin: R$ 396.581,00 Reais e US$ 76.215,11 Dólares.

Dólar comercial: R$ 5,2495
Dólar turismo: R$ 5,4488
Dólar ptax: R$ 5,2236
Euro comercial: R$ 6,201
Euro turismo: R$ 6.5106

Dólar reduz perdas e fecha quase estável com possibilidade de Mello no BC

O dólar fechou a terça-feira próximo da estabilidade ante o real, após ter cedido quase 1% durante a sessão, influenciado por um lado pelo recuo da moeda no exterior e pelo forte fluxo de investimentos estrangeiros para a bolsa brasileira, mas por outro pelas especulações ?sobre o próximo diretor de Política Econômica do Banco Central.

O dólar à vista fechou o dia com leve baixa de 0,18%, aos R$5,2484. No ?ano, a moeda acumula agora queda de 4,38%.  Às 17h37, o dólar futuro para março -- atualmente o mais líquido no Brasil -- cedia 0,47% na B3, aos R$5,2670. A sessão foi marcada pela queda quase generalizada do dólar ante as divisas de emergentes e exportadores de commodities, como a rupia indiana, o rand sul-africano, o peso chileno e o peso mexicano.

No Brasil, o câmbio acompanhou a tendência e o dólar se manteve ?em baixa ante o real, favorecido ainda pela entrada de recursos estrangeiros para a bolsa, que pela manhã superou os 187 mil pontos pela primeira vez na história.  Às 11h36, o dólar à vista atingiu a cotação mínima da sessão, de R$5,2071 (-0,96%), quando o Ibovespa estava próximo do pico histórico.

Durante a tarde, porém, a moeda norte-americana se recuperou, em paralelo à desaceleração do Ibovespa, ?e na reta final chegou quase a virar para o positivo, com o mercado reagindo negativamente a ?uma reportagem da Reuters informando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se encaminha para confirmar a indicação dos economistas Guilherme Mello e Tiago Cavalcanti para duas diretorias do Banco Central. Mello, atual secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, seria indicado para a Diretoria de Política Econômica do BC, enquanto Cavalcanti, professor da Fundação Getulio Vargas e da Universidade de Cambridge (Reino Unido), ficaria com a Diretoria de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução.

Os dois nomes foram levados a Lula pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que pela manhã indicou em entrevista à BandNews que o presidente ainda não havia se decidido. O nome de Mello, em especial, tem gerado apreensão desde a semana passada. Economista heterodoxo com graduação e mestrado pela PUC-SP e doutorado pela Unicamp, Mello desagradou em um primeiro momento o mercado, que vê risco de uma guinada "dovish" (suave na política monetária) no BC.

Nos últimos minutos da sessão, o dólar reagiu à reportagem da Reuters e o dólar se reaproximou da estabilidade.  Pela manhã, investidores também estiveram atentos à ata do Copom, divulgada antes da abertura. Nela o colegiado defendeu que a magnitude e a duração do ciclo de cortes da taxa Selic serão determinadas ao longo do tempo, à medida que novas informações forem incorporadas às análises.

Na semana passada, o Copom manteve a Selic em 15% ao ano, indicando a intenção de iniciar o ciclo de cortes em março. Entre os investidores, a principal dúvida é se o primeiro corte será de 25 ?ou de 50 pontos-base.  O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos -- cuja taxa de referência hoje está na faixa de 3,50% a 3,75% -- vem sendo apontado como um dos fatores para atração de investimentos ao país, conduzindo as cotações do dólar a patamares mais baixos nos últimos meses.

Às 17h35, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,16%, a 97,390.

Ibovespa renova máximas e testa 187 mil pontos

O Ibovespa fechou em alta nesta terça-feira, renovando máximas históricas, em movimento puxado principalmente pelas ações da Vale, que dispararam quase 5%.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,55%, a 185.622,55 pontos, de acordo com dados preliminares, chegando a 187.333,83 pontos no melhor momento do pregão. Na mínima, marcou 182.815,55 pontos. O volume financeiro somava R$32,6 bilhões antes dos ajustes finais.

Wall Street tomba com operadores preocupados com disrupção causada por IA

Wall ‌Street encerrou em forte ‌queda nesta terça-feira, com investidores preocupados com a ‍possibilidade de a inteligência artificial (IA) criar mais concorrência para ‌fabricantes de software, ‌mantendo-os em alerta antes dos relatórios trimestrais da Alphabet e da Amazon nesta semana. 

De acordo com dados preliminares, o S&P 500 perdeu 0,85%, para 6.917,40 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq recuou 1,42%, para ‌23.255,91 pontos. O Dow Jones caiu 0,35%, para 49.236,68 pontos.

As bolsas europeias fecharam sem direção única 

Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,26%, a 10.314,59 pontos. 
Em Madri, o Ibex 35 caiu 0,11%, a 18.094,80 pontos. 
Em Frankfurt, o DAX perdeu 0,09%, a 24.775,35 pontos. 
Em Paris, o CAC 40 cedeu 0,02%, a 8.179,50 pontos. 
Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,9%, a 46.420,52 pontos. 
Em Lisboa, o PSI 20 teve alta de 1,4%, a 8.828,16 pontos. 
Em Moscou, o MOEX Russia Index, teve alta de 0,63% a 2.786,06 pontos.

As bolsas da Ásia fecharam em alta

Em Tóquio, o índice japonês Nikkei fechou em alta de 3,9%, renovando o recorde a 54.720,66 pontos. 
Em Seul, o Kospi disparou 6,8%, a 5.288,08 pontos.
Em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 0,2%, aos 26.834,77 pontos. 
China, o índice chinês Xangai Composto fechou em alta de 1,3%, aos 4.067,74 pontos, 
e o menos abrangente Shenzhen Composto subiu 2,4%, a 2.676,84 pontos.
O Taiex, de Taiwan, registrou valorização de 1,8%, aos 32.195,36 pontos.
Na Oceania, a bolsa australiana marcou ganhos e o índice S&P/ASX subiu 0,89%, para 8.857,10 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve alta de 2,54% a 83.739,13 pontos.

Fontes: Reuters/Dow Jones Newswires.

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