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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Mercado financeiro Dólar, Ibovespa e Bolsas: 27/02

Bitcoin: R$ 337.255,33 Reais e US$ 65.689,07 Dólares.

Dólar comercial: R$ 5,1340
Dólar turismo: R$ 5,3442
Dólar ptax: R$ 5,1495
Euro comercial: R$ 6,069
Euro turismo: R$ 6.372

Dólar termina sessão estável, mas acumula queda de 2,17% em fevereiro

Após superar os R$5,17 pela manhã, em meio à disputa dos investidores pela formação da Ptax de fim de mês, o dólar perdeu força ante o real e fechou a sexta-feira muito próximo da estabilidade, com a moeda norte-americana também demonstrando maior fraqueza no exterior no fim da tarde.

O dólar à vista encerrou a sessão com leve baixa de 0,09%, aos R$5,1344. Na semana, a divisa acumulou queda de 0,81% e, no mês, recuo de 2,17%. No acumulado de 2026, o dólar à vista registra queda de 6,46%. Às 17h06, o dólar futuro para abril -- que nesta sexta-feira passou a ser o mais líquido no Brasil -- cedia 0,03% na B3, aos R$5,1750.

Calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista, a Ptax serve de referência para a liquidação de contratos futuros. No fim de cada mês, agentes financeiros tentam direcioná-la a níveis mais convenientes às suas posições, sejam elas compradas (no sentido de alta das cotações) ou vendidas em dólar (no sentido de baixa).

Em função da disputa, houve maior volatilidade na primeira metade da sessão, em especial nos horários próximos às janelas de coleta do BC, às 10h, 11h, 12h e 13h. Definida a Ptax (R$5,1495 na venda), o dólar passou a oscilar sem a pressão técnica vista mais cedo, se reposicionando próximo da estabilidade ante o real durante a tarde. Neste cenário, após atingir a cotação máxima de R$5,1717 (+0,63%) às 10h43, em meio à disputa pela Ptax, o dólar à vista marcou a mínima de R$5,1230 (-0,32%) às 13h13, logo depois da definição da taxa.

No restante da sessão, o dólar pouco se afastou da estabilidade ante o real, sendo que no exterior a moeda norte-americana também perdeu um pouco de força ante outras divisas. Mais cedo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA-15, considerado uma espécie de prévia para a inflação oficial, subiu 0,84% em fevereiro, acelerando ante os 0,20% de janeiro e bem acima da projeção mediana captada em pesquisa da Reuters com economistas, de 0,57%.

Nos 12 meses até fevereiro, a taxa avançou 4,10%, acima da projeção de 3,82%. Os resultados do IPCA-15 tiveram maior impacto no mercado de renda fixa, onde as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) dispararam, com investidores reduzindo um pouco as apostas de que o Banco Central em março cortará em 50 pontos-base a taxa básica Selic, hoje em 15%.

O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos -- cuja taxa hoje está na faixa de 3,50% a 3,75% -- vem sendo apontado como um dos fatores para atração de investimentos ao país, conduzindo as cotações do dólar a patamares mais baixos nos últimos meses. No exterior, às 17h12, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,15%, a 97,585. 

Ibovespa fecha dia em queda, mas tem nova alta mensal apoiada por estrangeiros

O Ibovespa fechou em queda nesta sexta-feira, mas assegurou mais um desempenho mensal positivo, o sétimo ⁠seguido, marcado por novas ‌máximas históricas, novamente sustentadas pelo fluxo ‌de estrangeiros para ‌as ações brasileiras.

As ⁠perdas em Wall Street e o IPCA-15 acima do esperado corroboraram a correção negativa no ‌último pregão do mês, ‌também marcado ⁠pelo ⁠anúncio do Bradesco sobre consolidação ⁠de ‌seus ‌negócios de saúde e repercussão de resultados corporativos.

 Índice de referência do ⁠mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 1,14%, a 188.835,64 pontos, acumulando declínio ‌de 0,89% na semana, mas ainda subiu 4,12% ⁠no mês, de acordo com dados preliminares. Nesta sexta-feira, o Ibovespa registrou 188.478,08 pontos na mínima e 191.005,02 pontos na máxima. O volume financeiro no pregão somava R$25,56 bilhões antes dos ajustes finais. 

Wall Street marca quedas mensais por combinação de incerteza sobre IA, tarifas e geopolítica

Ações financeiras e ⁠tecnológicas foram ‌fortemente afetadas por ‌uma série ‌de ⁠preocupações persistentes de investidores nesta sexta-feira, colocando os principais ‌índices de ‌ações ⁠dos ⁠Estados Unidos no ⁠caminho para a ‌maior ‌queda percentual mensal em um ⁠ano. 

De acordo com dados preliminares, o ‌S&P 500 perdeu 0,44%, para ⁠6.878,91 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq recuou 0,92%, para 22.673,65 pontos. O Dow Jones caiu 1,05%, para 48.977,51 pontos.

As bolsas europeias encerraram majoritariamente em queda

Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,59%, a 10.910,55 pontos. 
Em Frankfurt, o DAX subiu 0,09%, a 25.312,11 pontos. 
Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,47%, a 8.580,75 pontos. 
Em Milão, o FTSE MIB recuou 0,46%, a 47.209,89 pontos. 
Em Madri, o Ibex 35 caiu 0,63%, a 18.379,80 pontos. 
Em Lisboa, o PSI 20 subiu 0,09%, a 9.276,09 pontos. 
O Stoxx 600 subia 0,17%, com alta de pouco mais de 3% no mês, o oitavo consecutivo de ganhos.
Em Moscou, o MOEX Russia Index, teve alta de 0,49% a 2.799,28 pontos.

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta 

O índice japonês Nikkei subiu 0,16% em Tóquio, ao patamar inédito de 58.850,27 pontos.
Hang Seng avançou 0,95% em Hong Kong, a 26.630,54 pontos.

Na China continental, de 0,39% do Xangai Composto, a 4.162,88 pontos, 
e de 0,30% do menos abrangente Shenzhen Composto, a 2.763,59 pontos.

O índice sul-coreano Kospi caiu 1% em Seul, a 6.244,13 pontos. Em Taiwan, não houve negócios devido a um feriado.
Na Oceania, a bolsa australiana ficou no azul hoje: o S&P/ASX 200 avançou 0,25% em Sydney, a 9.198,60 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve baixa de 1,17% a 81.287,19 pontos.

Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.

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