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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Mercado financeiro Dólar, Ibovespa e Bolsas: 25/02

Bitcoin: R$ 355.719,00 Reais e US$ 69.171,19 Dólares.

Dólar comercial: R$ 5,1246
Dólar turismo: R$ 5,3245
Dólar ptax: R$ 5,1440
Euro comercial: R$ 6,005
Euro turismo: R$ 6.3527

Dólar cai 0,60% com exterior e eleição no foco

O dólar fechou a quarta-feira com nova baixa ante o real, no menor valor desde maio de 2024, influenciado pelo recuo da moeda norte-americana no exterior e por nova pesquisa sobre as eleições no Brasil mostrando empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outros concorrentes ao Planalto.

O dólar à vista fechou em baixa de 0,60%, aos R$5,1247, menor valor de fechamento desde 21 de maio de 2024, quando encerrou em R$5,1163. No ano, a moeda acumula agora queda de 6,64%. Às 17h04, o dólar futuro para março -- atualmente o mais líquido no Brasil -- cedia 0,70% na B3, aos R$5,1265.

No início do dia, uma pesquisa Atlas/Bloomberg mostrou Lula numericamente atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em simulações de segundo turno da disputa presidencial.

No levantamento, Flávio tem 46,3% no segundo turno, contra 46,2% de Lula. Já Tarcísio soma 47,1%, contra 45,4% de Lula. Como a margem de erro é de 1 ponto percentual para mais e para menos, Lula está empatado tanto com Flávio quanto com Tarcísio, mas aparece numericamente atrás. Esse cenário menos favorável a Lula foi bem recebido pelo mercado, traduzindo-se na queda do dólar ante o real.

O movimento foi ajudado ainda pelo recuo quase generalizado da moeda norte-americana ante outras divisas no exterior, incluindo pares do real como o rand sul-africano, o peso chileno e o peso mexicano. “A aposta do mercado hoje é contra o Lula, isso está evidente. Então, a pesquisa ajudou neste contexto (de queda do dólar)”, comentou Fernando Bergallo, diretor da assessoria FB Capital, acrescentando que o recuo da moeda norte-americana no exterior também pesou sobre as cotações no Brasil.

Às 9h07 -- na abertura da sessão, já após a pesquisa -- o dólar à vista marcou a menor cotação do dia, de R$5,1188 (-0,71%).
Durante a sessão, a divisa chegou a virar para o positivo, registrando a máxima de R$5,1678 (+0,24%) às 12h48, mas à tarde ela voltou a se firmar em baixa. O recuo do dólar ocorreu a despeito de o dia ter sido negativo para o Ibovespa, o principal índice de ações da bolsa brasileira.

“Apesar de o Ibovespa ter apresentado leve correção, o panorama favorável ao real é reforçado pelo ingresso de recursos estrangeiros no mercado brasileiro... atraídos pelo diferencial de juros e pela continuidade do movimento de rotação geográfica/setorial global”, disse Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, em comentário escrito.

Durante a tarde, o Banco Central informou que o Brasil registrou fluxo cambial total positivo de US$3,358 bilhões em fevereiro até dia 20. Somente na semana passada, encurtada pelo Carnaval, o país recebeu US$1,870 bilhão. No exterior, às 17h14 o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,19%, a 97,695.

Ibovespa fecha em queda com realização de lucros após superar 192 mil pontos

O Ibovespa testou os 192 mil pontos pela primeira vez na sua história ⁠nesta quarta-feira, mas ‌perdeu o fôlego e fechou ‌em queda, ‌refletindo realização de ⁠lucros, enquanto o desempenho robusto de Vale evitou uma perda mais expressiva ‌em dia também ‌marcado pela ⁠repercussão ⁠de balanços e pesquisa ⁠eleitoral.

Índice ‌de ‌referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,19%, ⁠a 191.135,19 pontos, de acordo com dados preliminares, após ‌avançar a 192.623,56 na máxima da sessão ⁠nos primeiros negócios, renovando o recorde intradia. Na mínima do dia, chegou a 190.419 pontos. O volume financeiro no pregão somava R$24,7 bilhões antes dos ajustes finais.

Wall Street estende alta impulsionada por tecnologia conforme diminuem temores relacionados a IA

Wall Street encerrou em ⁠alta nesta ‌quarta-feira, prolongando sua alta ‌liderada pelo ‌setor de ⁠tecnologia e atingindo o maior nível em duas semanas, conforme ‌preocupações com perturbações ‌e ⁠custos ⁠da inteligência artificial ⁠ficaram em ‌segundo ‌plano diante do otimismo renovado sobre os ⁠benefícios potenciais dessa tecnologia emergente. 

De acordo ‌com dados preliminares, o S&P 500 ⁠ganhou 0,82%, para 6.946,59 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançou 1,28%, para 23.152,08 pontos. O Dow Jones subiu 0,63%, para 49.485,11 pontos.

As bolsas da Europa fecharam em alta 

Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 1,18%, a 10.806,41 pontos. 
Em Frankfurt, o DAX avançou 0,74%, a 25.171,08 pontos. 
Em Paris, o CAC 40 subiu 0,47%, a 8.559,07 pontos. 
Em Milão, o FTSE MIB subiu 1,11%, a 47.170,44 pontos. 
Em Madri, o Ibex 35 marcou alta de 1,36%, a 18.437,60 pontos. 
Em Lisboa, o PSI 20 terminou o pregão com avanço de 0,29%, a 9.295,90 pontos. 
Em Moscou, o MOEX Russia Index, teve alta de 0,66% a 2.795,67 pontos.

As bolsas asiáticas fecharam em alta 

Liderando os ganhos na Ásia, o índice japonês Nikkei subiu 2,20% em Tóquio, ao patamar inédito de 58.583,12 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi avançou 1,91% em Seul, a 6.083,86 pontos, também máxima histórica. O Taiex registrou ganho de 2,05% em Taiwan, a 35.413,07 pontos, e o Hang Seng teve alta de 0,66% em Hong Kong, a 26.765,72 pontos.

Na China continental, o Xangai Composto avançou 0,72%, a 4.147,23 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto subiu 1,21%, a 2.746,26 pontos.

Na Oceania, a bolsa australiana também ficou no azul, com alta de 1,17% do S&P/ASX 200 em Sydney, a 9.128,30 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve alta de 0,061% a 82.276,07 pontos.

Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters. 

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