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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Mercado financeiro Dólar, Ibovespa e Bolsas: 20/02

Bitcoin: R$ 350.539,33 Reais e US$ 67.701,78 Dólares.

Dólar comercial: R$ 5,1758
Dólar turismo: R$ 5,3771
Dólar ptax: R$ 5,2006
Euro comercial: R$ 6,097
Euro turismo: R$ 6.4019

Dólar cai para R$5,1766 após Suprema Corte dos EUA derrubar tarifas de Trump

O dólar fechou ‌a sexta-feira em queda firme no Brasil e novamente abaixo dos R$5,20, acompanhando o recuo da moeda norte-americana no exterior após a Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitar tarifas comerciais impostas pelo presidente Donald Trump.

O dólar à vista fechou a sessão em baixa de 0,99%, aos R$5,1766, o ⁠menor valor de fechamento desde 28 de maio de 2024, quando encerrou ‌em R$5,1539. Na semana encurtada pelo Carnaval, a moeda norte-americana acumulou baixa de 1,03% e, no ano, queda de 5,69%.  Às 17h06, o dólar ‌futuro para março -- atualmente o mais líquido ‌no Brasil -- cedia 0,77% na B3, aos R$5,1840.

O recuo do ⁠dólar no Brasil esteve em sintonia com a baixa quase generalizada da moeda norte-americana ante outras divisas no exterior, após a Suprema Corte rejeitar as tarifas aplicadas por Trump com base em uma lei destinada a ser usada em emergências nacionais.

O tribunal decidiu que a interpretação de que ‌a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês) ‌concede a Trump o ⁠poder de impor ⁠tarifas interferiria nas atribuições do Congresso e violaria a doutrina das "questões principais". Essa doutrina exige ⁠que as ações do Poder Executivo ‌de "vasta importância econômica e ‌política" sejam claramente autorizadas pelo Congresso.

Em reação, o dólar despencou ao redor do mundo, atingindo a cotação mínima do pregão de R$5,1739 (-1,04%) no mercado brasileiro às 15h47, quando Trump concedia entrevista nos Estados ⁠Unidos prometendo novas medidas. O norte-americano afirmou que assinará uma ordem para impor uma tarifa global de 10%, em conformidade com a Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, e prometeu iniciar novas investigações comerciais.

"Na margem, o fim das tarifas reforça ‌o movimento de reposicionamento global de portfólios estrangeiros, que favoreceu o real e a bolsa brasileira, mas a principal consequência deve ser o ⁠aumento da volatilidade cambial diante da incerteza sobre os próximos passos do governo americano", disse André Valério, economista sênior do Inter, em comentário escrito. "Ainda assim, a tendência global de depreciação do dólar permanece."

Às 17h13, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,09%, a 97,798. Pela manhã, o Banco Central do Brasil vendeu apenas US$1 bilhão do total de US$2 bilhões ofertados em dois leilões de linha (venda de dólares com compromisso de recompra) simultâneos, para rolagem dos vencimentos de março. No fim da manhã, o BC vendeu 35.100 contratos do total de 50.000 contratos de swap cambial tradicional, também para a rolagem de março. 

Ibovespa fecha acima de 190 mil pela 1ª vez após Suprema Corte dos EUA derrubar tarifas de Trump

O Ibovespa fechou em alta nesta sexta-feira, renovando máximas históricas, com os papéis da Vale e de bancos entre os principais suportes, em pregão marcado por vencimento de opções sobre ações na bolsa paulista. A tendência positiva no pregão ganhou fôlego à tarde, após decisão da Suprema Corte norte-americana, que declarou ilegais parte das tarifas comerciais impostas pelo presidente Donald Trump.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,05%, a 190.517,89 pontos, tendo marcado 190.726,78 na máxima, após 186.700,34 na mínima do dia. Na semana, encurtada pelo Carnaval, avançou 2,17%. O volume financeiro nesta sexta-feira somava R$31 bilhões antes dos ajustes finais.

Bolsas de NY fecham em alta, interpretando noticiário tarifário e com IA no radar 

As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta sexta-feira, 20, em uma sessão dominada pelo noticiário intenso sobre as tarifas após a Suprema Corte derrubar as cobranças recíprocas impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Dados da economia americana ficaram em segundo plano, enquanto persiste a atenção com a inteligência artificial (IA).

O Dow Jones subiu 0,47%, aos 49.625,97 pontos. Já o S&P 500 subiu 0,69%, aos 6.909,51 pontos, e o Nasdaq avançou 0,90%, aos 22.886,07 pontos. Na semana, houve alta de 0,25%, 1,07% e 1,51%, respectivamente.

As bolsas da Europa encerraram o pregão, majoritariamente, em alta 

Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,56%, a 10.686,89 pontos. 
Em Frankfurt, o DAX subiu 0,81%, a 25.246,80 pontos. 
Em Paris, o CAC 40 ganhou 1,39%, a 8.515,49 pontos. 
Em Milão, o FTSE MIB avançou 1,48%, a 46.472,98 pontos. 
Em Madri, o Ibex 35 marcou alta de 0,82%, a 18.165,10 pontos. 
Em Lisboa, o PSI 20 terminou o pregão em queda de 0,05%, a 9.090,54 pontos. 
Em Moscou, o MOEX Russia Index, teve alta de 0,24% a 2,779.36 pontos.

As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam em baixa 

O índice japonês Nikkei caiu 1,12% em Tóquio, a 56.825,70 pontos. 
O Hang Seng recuou 1,10% em Hong Kong, a 26.413,35 pontos.
O sul-coreano Kospi subiu 2,31% em Seul, ao nível inédito de 5.808,53 pontos.

O feriado do ano-novo lunar, que ainda mantém fechadas as bolsas da China continental e de Taiwan.

Na Oceania, a bolsa australiana: o índice S&P/ASX 200 recuou 0,05% em Sydney, a 9.081,40 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve alta de 0,38% a 82.814,71 pontos.

Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters. 

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