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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Mercado financeiro Dólar, Ibovespa e Bolsas: 19/02

Bitcoin: R$ 350.022,00 Reais e US$ 66.919,98 Dólares.

Dólar comercial: R$ 5,2271
Dólar turismo: R$ 5,4281
Dólar ptax: R$ 5,2257
Euro comercial: R$ 6,150
Euro turismo: R$ 6.4574

Dólar fecha estável em meio a fluxo de investimentos para o Brasil

O dólar fechou a quinta-feira perto ‌da estabilidade ante o real, ainda que no exterior a moeda norte-americana tenha sustentado ganhos ante as demais divisas, com alguns agentes citando o efeito do fluxo de entrada de recursos no país sobre as cotações.

O dólar à vista fechou a sessão com leve baixa de 0,04%, aos R$5,2282. No ano, a divisa agora acumula baixa de 4,75%.  Às 17h15, o dólar ⁠futuro para março -- atualmente o mais líquido no Brasil -- cedia 0,19% na B3, aos R$5,2390. O ‌volume era elevado, com mais de 314 mil contratos de dólar para março negociados.

A acomodação do dólar no Brasil contrastou com o exterior, onde a moeda sustentou ganhos ante a ‌maior parte das demais divisas, com os investidores atentos aos ‌dados econômicos divulgados nos EUA e à mobilização de tropas norte-americanas ao redor ⁠do Irã. O dólar exibiu ganhos em relação a divisas fortes como o euro, a libra e o iene, além de avançar ante moedas pares do real como o rand sul-africano, o peso chileno e o peso mexicano. Às 17h05, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes -- subia 0,20%, a 97,895.

No Brasil, ‌o dólar se manteve próximo da estabilidade, chegando a registrar leves quedas em alguns momentos. "O dólar ‌abriu em alta, acompanhando exterior, ⁠mas virou em função ⁠de fluxo para o Brasil. O exportador está vendendo o que havia represado durante o período de Carnaval", ⁠pontuou no início da tarde o diretor da ‌Correparti Corretora, Jefferson Rugik. "E há também ‌fluxo para a bolsa."

Favorecido pelo fluxo, o Ibovespa sustentou ganho superior a 1% durante boa parte da sessão. Um operador ouvido pela Reuters também citou o fluxo de entrada de recursos no país para justificar o desempenho mais fraco do dólar ante o ⁠real nesta quinta-feira. Durante a tarde, o Banco Central informou que o Brasil registrou fluxo cambial positivo de US$1,488 bilhão em fevereiro até dia 13. Somente na semana passada entraram líquidos no país US$1,783 bilhão, em meio aos relatos de investimentos estrangeiros para a bolsa.

Mais cedo nesta quinta-feira, os agentes digeriram os dados do Índice ‌de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br). Considerado uma espécie de prévia para o Produto Interno Bruto (PIB), o IBC-Br cedeu 0,2% em dezembro ante novembro, na série com ajuste sazonal. A ⁠retração foi inferior à baixa de 0,5% projetada por economistas em pesquisa da Reuters.

"O IBC-Br mais resiliente reforçou a percepção de cortes mais graduais da Selic, preservando o diferencial de juros ainda elevado e favorecendo estratégias de carry trade", pontuou Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad. Atualmente, a Selic está em 15% ao ano, mas o mercado espera que o Banco Central inicie o ciclo de cortes em março -- resta saber se com redução de 25 ou de 50 pontos-base. 

 O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos -- cuja taxa de referência hoje está na faixa de 3,50% a 3,75% -- vem sendo apontado como um dos fatores para atração de investimentos ao país, conduzindo as cotações do dólar a patamares mais baixos nos últimos meses. No fim da manhã, o Banco Central vendeu 40.000 do total de 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de março. 

Ibovespa avança mais de 1% com Axia e Petrobras em destaque

O Ibovespa fechou em alta nesta quinta-feira, ultrapassando os 188 ⁠mil pontos, ‌com Axia entre os ‌principais suportes ‌diante da ⁠perspectiva de migração para o Novo Mercado, assim como Petrobras, ‌com novo ‌avanço do ⁠petróleo ⁠no exterior.

Índice ⁠de referência ‌do ‌mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,21%, ⁠a 188.259,16 pontos, de acordo com dados ‌preliminares, tendo chegado a 188.687,12 ⁠pontos na máxima e marcado 185.927,99 pontos na mínima do dia. 

Wall Street encerra em baixa com queda da Nvidia e de ações de private equity

Wall Street encerrou em ⁠baixa nesta ‌quinta-feira, com perdas ‌em ‌empresas de ⁠private equity e fraqueza na Nvidia e na ‌Apple, enquanto ‌ganhos ⁠impulsionados ⁠por balanços ⁠em ações ‌industriais ‌limitaram as perdas. 

De acordo com ⁠dados preliminares, o S&P 500 ‌perdeu 0,28%, para 6.861,09 pontos. ⁠O índice de tecnologia Nasdaq recuou 0,31%, para 22.682,37 pontos. O Dow Jones caiu  0,55%, para 49.388,87 pontos.

As bolsas da Europa encerraram o pregão em queda 

Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,55%, a 10.627,04 pontos. 
Em Frankfurt, o DAX caiu 1,03%, a 25.017,98 pontos. 
Em Paris, o CAC 40 recuou 0,36%, a 8.398,78 pontos. 
Em Milão, o FTSE MIB cedeu 1,22%, a 45.794,22 pontos. 
Em Madri, o Ibex 35 registrou variação negativa de 0,99%, a 18.017,50 pontos. 
Em Lisboa, o PSI 20 perdeu 0,52%, a 9.095,00 pontos. 
Em Moscou, o MOEX Russia Index, teve queda de 0,21% a 2.773,16 pontos.

As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam em alta 

Coreia do Sul, o índice Kospi saltou 3,09% em Seul, ao patamar inédito de 5.677,25 pontos.
Em Tóquio, o Nikkei subiu 0,57%, a 57.467,83 pontos.
Na Oceania, a bolsa australiana, com avanço de 0,88% do S&P/ASX 200 em Sydney, a 9.086,20 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve baixa de 1,48% a 82.498,14 pontos.
Na China continental, assim como em Hong Kong e Taiwan, os mercados permaneceram fechados devido ao feriado do ano-novo lunar.

Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.

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