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Dólar sobe ante o real com busca por proteção antes do Carnaval
O dólar fechou a sexta-feira em alta ante o real, com parte do mercado buscando proteção antes do feriado prolongado de Carnaval, enquanto no exterior a divisa não exibia um sinal único ante as demais moedas de emergentes no fim da tarde.
O dólar à vista fechou a sessão com alta de 0,60%, aos R$5,2306. Na semana, a divisa acumulou elevação de 0,21% e, no ano, baixa de 4,71%. Às 17h04, o dólar futuro para março -- atualmente o mais líquido no Brasil -- subia 0,25% na B3, aos R$5,2415.
A moeda norte-americana oscilou em alta ante o real durante toda a sessão, em meio à tradicional busca por hedge (proteção) no dólar antes de feriados prolongados. No início do dia, o avanço do dólar no exterior também dava suporte às cotações no Brasil, que só perderam força momentaneamente após a divulgação de dados de inflação nos Estados Unidos.
O Departamento do Trabalho dos EUA informou que o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,2% em janeiro, após alta não revisada de 0,3% em dezembro. O resultado ficou levemente abaixo da projeção de economistas consultados pela Reuters, de aumento de 0,3%. Após os números, os rendimentos dos Treasuries passaram a cair, com o CPI reforçando as apostas de que o Federal Reserve irá realizar este ano pelo menos duas reduções da taxa de juros, hoje na faixa de 3,50% a 3,75%.
O dólar também perdeu força, marcando a cotação mínima de R$5,2044 (+0,10%) às 10h30 -- exatamente após a divulgação do CPI. No entanto, a moeda recuperou força na sequência e renovou máximas ainda pela manhã, em meio às compras antes do Carnaval. Às 11h58, o dólar à vista atingiu o pico de R$5,2504 (+0,98%).
O avanço do dólar ante o real estava em sintonia com a alta da moeda norte-americana ante divisas como o peso chileno e a rupia indiana, mas por outro lado a divisa dos EUA cedia ante o peso colombiano e o peso mexicano. Em relação às divisas fortes, às 17h10 o índice do dólar estava praticamente estável, em queda de 0,01%, a 96,919.
Como segunda-feira será feriado do Dia do Presidente nos EUA, a liquidez do mercado global de moedas tende a ser reduzida. No Brasil, em função do período de Carnaval, os negócios com moedas voltam a ocorrer apenas na quarta-feira, com o dólar futuro sendo negociado na B3 a partir de 13h. No fim da manhã desta sexta-feira, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de março.
Ibovespa fecha em queda com realização de lucros antes do Carnaval
O Ibovespa fechou em queda nesta sexta-feira, com agentes financeiros embolsando lucros e reduzindo a exposição na bolsa paulista antes do fim de semana prolongado pelo Carnaval, enquanto Eneva disparou após o governo elevar os preços-teto dos leilões de potência do setor elétrico.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,78%, a 186.293,15 pontos, de acordo com dados preliminares, tendo marcado 187.765,82 pontos na máxima e 183.662,18 pontos na mínima. Na semana, ainda subiu 1,83%, acumulando alta de 2,72% em fevereiro e de 15,62% em 2026. O volume financeiro nesta sexta-feira somava R$30,7 bilhões antes dos ajustes finais.
S&P 500 fecha em leve alta com queda no setor de tecnologia e desaceleração da inflação
O índice S&P 500 fechou com variação positiva nesta sexta-feira, com ações de serviços de tecnologia e comunicações em queda devido aos temores persistentes de problemas causados pela inteligência artificial, mas as ações receberam apoio do otimismo de que os dados de desaceleração da inflação favorecerão cortes na taxa de juros pelo Federal Reserve.
De acordo com dados preliminares, o S&P 500 registrou variação positiva de 0,03%, para 6.835,08 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq perdeu 0,23%, para 22.545,11 pontos. O Dow Jones subiu 0,10%, para 49.499,42 pontos.
As bolsas europeias encerraram sem uma direção única
Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,42%, a 10.446,35 pontos, acumulando quase 0,74% de alta na semana.
Em Frankfurt, o DAX subiu 0,20%, a 24.903,39 pontos, e também teve elevação de 0,74% na semana.
Em Paris, o CAC 40 recuou 0,35%, a 8.311,74 pontos, e alta de 0,46% na semana.
Em Lisboa, o PSI 20 recuou 0,30%, a 8.998,95 pontos, e alta de 1,22% na semana.
Em Madri, o Ibex 35 teve queda de 1,25%, a 17.672,40 pontos, e de 1,5% na semana.
O FTSE MIB teve queda de 1,71% em Milão, a 45.430,62 pontos, e baixa de cerca de 1% na semana.
Em Moscou, o MOEX Russia Index, teve alta de 0,42% a 2.777,24 pontos.
As bolsas asiáticas encerraram os negócios em baixa
O índice japonês Nikkei caiu 1,21% em Tóquio, a 56.941,97 pontos,
enquanto o sul-coreano Kospi recuou 0,28% em Seul, a 5.507,01 pontos.
Hang Seng teve perda de 1,72% em Hong Kong, a 26.567,12 pontos.
Na China continental, o Xangai Composto recuou 1,26%, a 4.082,07 pontos,
e o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 1,05%, 2.680,39 pontos, antes do feriado do ano-novo lunar, que manterá as bolsas locais fechadas até o dia 23.
Também por causa do ano-novo chinês, o mercado de Taiwan não opera desde ontem. O de Hong Kong terá meio pregão na segunda-feira (16) e ficará fechada nos três dias seguintes. A bolsa de Seul, por sua vez, só voltará a operar no dia 19 devido ao feriado de ano-novo na Coreia do Sul.
Na Oceania, a bolsa australiana seguiu hoje o tom negativo de Wall Street e da Ásia: o S&P/ASX 200 caiu 1,39% em Sydney, a 8.917,50 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve baixa de 1,25% a 82.626,76 pontos.
Fontes: Reuters/Dow Jones Newswires.
