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segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Mercado financeiro Dólar, Ibovespa e Bolsas: 05/01

Bitcoin: R$ 509.356,00 Reais e US$ 94.138,12 Dólares.

Dólar comercial: R$ 5,4054
Dólar turismo: R$ 5,6116
Dólar ptax: R$ 5,4351
Euro comercial: R$ 6,339
Euro turismo: R$ 6.6557

Dólar fecha sessão em baixa ante o real a despeito de ataque dos EUA à Venezuela


Após atingir o valor máximo da sessão pela manhã, na esteira do ataque dos Estados Unidos à Venezuela no fim de semana, o dólar perdeu força ante o real e fechou a segunda-feira em baixa, refletindo maior acomodação das cotações apesar do cenário geopolítico conturbado no exterior.

A moeda norte-americana à vista fechou o dia em baixa de 0,35%, aos R$5,4051. Às 17h17, o contrato de dólar futuro para fevereiro -- atualmente o mais líquido no Brasil -- cedia 0,23% na B3, aos R$5,4430.

Na madrugada de sábado, forças norte-americanas atacaram a Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro, que foi levado aos EUA para julgamento. A ação, que teve larga repercussão internacional, lançou dúvidas sobre a dinâmica global de produção e venda de petróleo, já que o país sul-americano possui a maior reserva comprovada de óleo do mundo. Além disso, o ataque acendeu o alerta na América Latina como um todo, em meio às ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, de ações contra outros países, como a Colômbia e o México. No campo político, o ataque norte-americano foi interpretado como um possível fator de fortalecimento da direita na América do Sul, em um ano em que haverá eleições no Peru, na Colômbia e no Brasil.

Neste cenário, o dólar à vista atingiu a cotação máxima de R$5,4545 (+0,57%) às 10h33, em um momento em que a moeda norte-americana também sustentava ganhos ante outras divisas pares do real no exterior. Ao longo da sessão, porém, o dólar perdeu força ante o real e migrou para o território negativo.

“Hoje de manhã teve (movimento de) proteção, mas agora (à tarde) o dólar inverteu e já está no negativo”, pontuou o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik. Às 14h58, o dólar à vista marcou a cotação mínima de R$5,3957 (-0,52%). A queda do dólar ocorreu em paralelo ao fortalecimento do Ibovespa e à perda de força das taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros), em uma sessão que acabou sendo positiva para os ativos brasileiros. No exterior, o dia foi de alta firme para os índices de ações e para o petróleo.

“O mercado de câmbio iniciou o dia sob cautela, pressionado pelo risco geopolítico decorrente da prisão de Nicolás Maduro, o que levou à alta do dólar pela manhã”, afirmou Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, em comentário escrito.
“No entanto, a tendência se reverteu ao longo da sessão, impulsionada pelo bom humor das bolsas globais e pela valorização das commodities, com destaque para o petróleo.”

No mercado, uma das percepções era de que a mudança de governo na Venezuela pode impulsionar a produção de petróleo no país latino, o que no longo prazo teria como resultado uma pressão de baixa sobre os preços globais da commodity, com impactos sobre a inflação. Porém, os efeitos do ataque norte-americano sobre os ativos nesta segunda-feira acabaram diluídos. “Os impactos no mercado brasileiro (foram) muito pequenos. Lá fora também. No curto prazo, o impacto é mínimo, tanto no Brasil quanto no mundo”, opinou Rafael Costa, fundador da Cash Wise Investimentos.

Às 17h12, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- cedia 0,31%, aos 98,255. No fim da manhã o Banco Central do Brasil vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 2 de fevereiro.

Ibovespa fecha em alta firme impulsionado por bancos

O Ibovespa fechou em alta firme ‌nesta segunda-feira, impulsionado pelos ganhos em ‌ações do setor financeiro e em linha com o clima de maior apetite ao ‍risco no exterior, ao mesmo tempo em que investidores monitoram os desdobramentos do ‌ataque dos Estados ‌Unidos que capturou o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,94%, a 162.049,09 pontos, de acordo com dados preliminares, após marcar 160.214,70 na mínima e 162.165,72 na máxima do dia. O volume financeiro no pregão desta segunda-feira somava R$20,09 bilhões antes dos ajustes finais.

Dow Jones bate recorde e ações de energia sobem após ataque dos EUA à Venezuela

Wall Street encerrou em ‌alta nesta segunda-feira e ‌o índice Dow Jones atingiu um pico histórico,  ‍graças à alta das ações financeiras, enquanto empresas de ‌energia saltaram ‌após um ataque militar dos Estados Unidos que capturou o presidente venezuelano, Nicolás Maduro. 

De acordo com dados preliminares, o S&P 500 ganhou 0,64%, para 6.902,14 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançou 0,70%, para ‌23.397,29 pontos. O Dow Jones subiu  1,23%, para 48.977,46 pontos.

As bolsas da Europa encerraram a sessão em alta

Os mercados de Londres e Frankfurt renovaram recordes de fechamento, enquanto o Stoxx 600 avançou para máxima inédita.
Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,54%, a 10.004,57 pontos. 
Em Frankfurt, o DAX subiu 1,29%, a 24.856,32 pontos, depois de bater também maior nível histórico a 24.860,78 pontos. 
Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,2%, a 8.211,50 pontos. 
Em Milão, o FTSE MIB avançou 1,04%, a 45.847,32 pontos. 
Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 0,82%, a 8.469,61 pontos. 
O índice pan-europeu Stoxx 600 subia 0,94%, aos 601,75 pontos. 
O Ibex 35 subia 0,7% em Madri, a 17.614,40 pontos.
Em Moscou, o MOEX Russia Index, teve queda de 0,32% a 2.757,90 pontos.

As bolsas asiáticas fecharam em alta 

O índice japonês Nikkei subiu 2,97%, a 51.832,80 pontos. 
O sul-coreano Kospi avançou 3,43% em Seul, a 4.457,52 pontos.
O Taiex registrou alta de 2,57% em Taiwan, a 30.105,04 pontos.
Hang Seng ficou praticamente estável em Hong Kong, com ligeiro ganho de 0,03%, a 26.347,24 pontos.
Os mercados da China continental, o Xangai Composto subiu 1,38%, a 4.023,42 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 2%, a 2.581,52 pontos.
Na Oceania, a bolsa australiana manteve-se estável, com alta marginal de 0,01% do S&P/ASX 200 em Sydney, a 8.728,60 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve queda de 0,38% a 85.439,62 pontos.

Fontes: Reuters, Dow Jones Newswires. 

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