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Dólar sobe mais de 1% no Brasil em dia de Ptax e avanço da moeda no exterior
O dólar fechou a sexta-feira com alta firme no Brasil e novamente próximo dos R$5,25, influenciado pela disputa pela formação da Ptax de fim de mês e pelo avanço firme da moeda norte-americana no exterior, onde investidores reagiram à indicação do substituto de Jerome Powell no Federal Reserve e às tensões entre EUA e Irã. O dólar à vista fechou o dia com alta de 1,04%, aos R$5,2481, mas ainda assim encerrou o primeiro mês do ano com baixa acumulada de 4,39%. Na semana, a divisa cedeu 0,75%.
Às 17h05, o dólar futuro para março -- que nesta sessão passou a ser o mais líquido no Brasil -- subia 1,04% na B3, aos R$5,2825.
Calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista, a Ptax serve de referência para a liquidação de contratos futuros. No fim de cada mês, agentes financeiros tentam direcioná-la a níveis mais convenientes às suas posições, sejam elas compradas (no sentido de alta das cotações) ou vendidas em dólar (no sentido de baixa). Em função da disputa, investidores comprados em dólar forçaram a alta das cotações nos horários próximos às janelas de coleta do BC, às 10h, 11h, 12h e 13h.
Além deste fator técnico, o dólar acompanhava o exterior, onde a divisa norte-americana subia ante as demais após o presidente dos EUA, Donald Trump, escolher o ex-diretor do Fed Kevin Warsh para chefiar o banco central do país ao fim do mandato de Powell, em maio.
Entre os investidores, uma das avaliações foi a de que Warsh, apesar de favorável ao corte de juros pelo Fed, seria menos radical neste sentido do que outros nomes que eram cogitados para o cargo. Assim, a percepção de que os juros podem não cair tão cedo dava força à moeda norte-americana. Com a Ptax definida no Brasil no início da tarde (R$5,2301 na venda), a disputa técnica deixou de influenciar as cotações, mas um novo fator de estresse surgiu nos EUA. Trump afirmou que uma grande armada -- maior que a enviada anteriormente à Venezuela -- está a caminho do Irã.
Em reação, o dólar voltou a acelerar ao redor do mundo, inclusive ante o real, e o Ibovespa renovou mínimas, com alguns investidores realizando parte dos lucros recentes. Após registrar a cotação mínima de R$5,1943 (estável) às 9h13, pouco depois da abertura, o dólar à vista atingiu a máxima de R$5,2799 (+1,65%) às 15h20, já após a fala de Trump.
"Essa ameaça (de Trump) de mandar tropas maiores para o Irã pegou mal aqui", em um ambiente que "nos últimos dias vinha se mantendo calmo", comentou Fernando Bergallo, diretor da assessoria FB Capital.
No exterior, o dólar se mantinha em alta ante as demais divisas no fim da tarde. Às 17h11, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,90%, a 97,046. No fim da manhã, o Banco Central do Brasil vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de março.
Ibovespa fecha em queda com realização, mas acumula ganho de 12,4% no mês
O Ibovespa encerrou a sexta-feira em queda firme, após uma sessão marcada por volatilidade e realização de lucros, diante dos ganhos fortes acumulados no mês de janeiro embalados por fluxos de capital estrangeiro.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 1,11%, a 181.106,07 pontos, segundo dados preliminares. Na mínima da sessão, marcou 180.088,53 pontos. No melhor momento, alcançou 183.620,36 pontos.
Com tal desempenho, o Ibovespa acumulou alta de 1,26% na semana e de 12,40% em janeiro, segundo dados preliminares. O volume financeiro somava R$29,51 bilhões antes dos ajustes finais.
Índices de Wall Street caem com investidores preocupados com indicação de Trump para Fed, balanços e inflação
Os principais índices de ações dos Estados Unidos fecharam em baixa nesta sexta-feira, com investidores considerando a indicação do ex-diretor do Federal Reserve Kevin Warsh pelo presidente Donald Trump como uma escolha agressiva contra a inflação para suceder o chair do banco central, Jerome Powell, ao mesmo tempo em que avaliaram balanços corporativos e os altos índices de inflação.
De acordo com dados preliminares, o S&P 500 perdeu 0,43%, para 6.938,98 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq recuou 0,94%, para 23.461,53 pontos. O Dow Jones caiu 0,38%, para 48.886,44 pontos.
As bolsas europeias fecharam o pregão em alta
Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,51%, a 10.223,54 pontos.
Em Frankfurt, o DAX ganhou 0,85%, a 24.515,73 pontos.
Em Paris, o CAC 40 avançou 0,68%, a 8.126,53 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB avançou 1%, a 4.5527,42 pontos.
Em Lisboa, o PSI 20 teve alta de 0,2%, a 8.662,19 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 subiu 1,66%, a 17.880,90 pontos.
Em Moscou, o MOEX Russia Index, teve baixa de 0,55% a 2.782,26 pontos.
As bolsas da Ásia fecharam sem direção única
Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 2,1%, aos 27.387,11 pontos.
O índice chinês Xangai Composto fechou em queda de 1%, aos a 4.117,95 pontos,
e o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 0,8%, a 2.683,73 pontos.
Em Tóquio, o índice japonês Nikkei fechou em baixa de 0,1%, a 53.322,85 pontos.
Em Seul, o Kospi fechou em alta de 0,1%, a 5.224,36 pontos.
O Taiex, de Taiwan, recuou 1,5%, aos 32.063,75 pontos.
Na Indonésia, O índice Jacarta Composto subiu 1,2%, aos 8.329,61 pontos, na sessão.
Na Oceania, a bolsa australiana caiu e o índice S&P/ASX perdeu 0,65%, para 8.869,10 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve queda de 0,36% a 82.269,78 pontos.
Fontes: Reuters/Dow Jones Newswires.
