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Dólar fecha abaixo dos R$5,20 após decisões sobre juros no Brasil e nos EUA
Em uma sessão de volatilidade alta, o dólar fechou a quinta-feira em queda ante o real, abaixo dos R$5,20, acompanhando o recuo da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes no exterior, no dia seguinte às decisões sobre juros no Brasil e nos Estados Unidos. O dólar à vista fechou com recuo de 0,27%, aos R$5,1941, no menor valor de fechamento desde os R$5,1539 de 28 de maio 2024.
Às 17h09, o dólar futuro para fevereiro -- atualmente o mais negociado no Brasil -- cedia 0,02% na B3, aos R$5,1965.
No início da sessão o dólar emplacou baixas ante boa parte das moedas de emergentes, como o real do Brasil, o peso do Chile e o peso do México, em mais um dia de fluxo de investimentos para estes países. O movimento no Brasil ocorreu ainda que, na noite de quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central tenha indicado a intenção de começar a cortar juros em março, após ter mantido a Selic em 15%.
"Em ambiente de inflação menor e transmissão da política monetária mais evidentes, a estratégia envolve calibração do nível de juros", disse o BC em comunicado. "O Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta."
O corte da Selic em março, em tese, tende a tornar o Brasil um pouco menos atrativo aos investimentos estrangeiros, mas agentes do mercado têm ponderado que ainda assim o país seguirá atraente para operações de carry trade, considerando que as taxas no exterior são bem menores. Nos EUA, a taxa de referência foi mantida na faixa de 3,50% a 3,75% pelo Federal Reserve na tarde de quarta-feira, mas a instituição deu poucas pistas sobre quando haverá espaço para mais cortes.
Em operações de carry trade, investidores tomam empréstimos no exterior, onde os juros são menores, e aplicam no Brasil, onde o retorno é maior. Nas últimas semanas, o forte fluxo de investimentos estrangeiros para mercados emergentes como o Brasil -- com destaque para a bolsa -- vem pesando sobre as cotações do dólar. Neste cenário, o dólar à vista marcou a cotação mínima de R$5,1659 (-0,81%) às 11h45 desta quinta-feira, mas na sequência ganhou força até a máxima de R$5,2493 (+0,79%) às 12h18.
A escalada rápida do dólar ante o real esteve em sintonia com uma piora generalizada dos mercados globais após a abertura da bolsa de Nova York, onde os índices eram penalizados pelo mergulho das ações de tecnologia. Também penalizado por Wall Street, o Ibovespa chegou a cair mais de 1%. Durante a tarde o dólar voltou a perder força ante as divisas de emergentes, o que fez a moeda norte-americana voltar a cair no Brasil, para abaixo dos R$5,20 -- ainda que o Ibovespa seguisse pressionado.
Com o movimento desta quinta-feira, o dólar acumulou queda de 5,37% ante o real em 2026. Ao avaliar a depreciação recente do dólar, o economista-chefe da Azimut Brasil Wealth Management, Gino Olivares, lembrou que isso se deve principalmente a uma maior percepção de risco em relação aos Estados Unidos, e não à perspectiva de corte de juros pelo Federal Reserve.
"A natureza da depreciação do dólar é de perda de confiança nos Estados Unidos, mais do que o processo cíclico de o Fed cortar juros. O que me leva a pensar que isso pode mudar, pode virar", afirmou à Reuters. No exterior, às 17h39 o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes -- subia 0,04%, a 96,199.
Ibovespa fecha em queda com exterior negativo
O Ibovespa encerrou a quinta-feira em queda, apagando os fortes ganhos registrados pela manhã que levaram a uma nova máxima histórica, pressionado pelo humor negativo que tomou os mercados acionários de Nova York.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,75%, a 183.305,60 pontos, segundo dados preliminares. O volume financeiro somava R$35,71 bilhões antes dos ajustes finais.
Wall Street cede à pressão de Microsoft e risco de novo ‘shutdown’; S&P 500 e Nasdaq fecham em queda
Os índices de Wall Street operaram em forte queda nesta quinta-feira (29), no dia seguinte após o Federal Reserve manter os juros inalterados. O tombo das ações de Microsoft, com renovação do temor de uma ‘bolha de IA’, e o risco de um novo ‘shutdown‘ aumentaram a aversão a risco dos investidores.
O índice Dow Jones ganhou fôlego na reta final da sessão e foi o único a encerrar em tom positivo. Confira o fechamento dos índices: Dow Jones: +0,11%, aos 49.071,56 pontos; S&P 500: -0,13%, aos 6.969,01 pontos; Nasdaq: -0,72%, aos 23.685.12 pontos.
As bolsas da Europa fecharam em direções opostas
Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,17%, a 10.171,76 pontos.
Em Frankfurt, o DAX perdeu 2,13%, a 24.293,24 pontos.
Em Paris, o CAC 40 avançou 0,06%, a 8.071,36 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB recuou 0,14%, a 45.075,60 pontos.
Em Lisboa, o PSI 20 cedeu 0,22%, a 8.644,48 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 caiu 0,1%, a 17.589,70 pontos.
Em Moscou, o MOEX Russia Index, teve alta de 0,31% a 2.796,59 pontos.
As bolsas da Ásia fecharam sem direção única
Em Tóquio, o índice japonês Nikkei fechou estável, a 53.375,60 pontos.
Em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 0,5%, aos 27.986,09 pontos.
Em Seul, o Kospi fechou em alta de 1%, a 5.221,25 pontos.
O índice chinês Xangai Composto fechou com leve alta de 0,2%, aos a 4.157,98 pontos,
e o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 0,5%, a 2.704,80 pontos.
O Taiex, de Taiwan, caiu 0,8%, aos 32.536,27 pontos.
O índice Jacarta Composto terminou com recuo de 1,1%, aos 8.232,20 pontos.
Na Oceania, a bolsa australiana caiu e o índice S&P/ASX perdeu 0,07%, para 8.927,50 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve alta de 0,27% a 82.566,37 pontos.
Fontes: Reuters/Dow Jones Newswires.
