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Dólar fecha estável ante real após Fed e antes do Copom
Após cair abaixo dos R$5,20 pela manhã, o dólar fechou a quarta-feira estável no Brasil e pouco acima deste nível, com os investidores à espera da decisão sobre juros do Banco Central, no início da noite. A acomodação do dólar no Brasil contrastou com o cenário externo, onde a moeda norte-americana subiu ante a maior parte das demais divisas.
O dólar à vista fechou com variação positiva de 0,01%, aos R$5,2080. No ano, a divisa acumula baixa de 5,12%. Às 17h03, o dólar futuro para fevereiro -- atualmente o mais negociado no Brasil -- subia 0,44% na B3, aos R$5,2065. A divisa dos EUA chegou a oscilar abaixo dos R$5,20 pela manhã, mais uma vez em função do forte fluxo de investimentos estrangeiros para o Brasil, em especial para a bolsa.
Às 10h05, o dólar à vista atingiu a cotação mínima intradia de R$5,1716 (-0,69%), mas na sequência a moeda se reaproximou da estabilidade, com os investidores à espera da decisão do Federal Reserve sobre juros, à tarde, e do anúncio do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, à noite.
Às 16h o Fed anunciou a manutenção da taxa de juros na faixa de 3,50% a 3,75%, como era largamente esperado, e destacou a inflação ainda elevada e a estabilização do mercado de trabalho norte-americano. Na prática, a instituição passou poucas indicações sobre quando os juros voltarão a cair nos EUA. Às 16h02, já após o comunicado do Fed e em meio à coletiva do chair da instituição, Jerome Powell, o dólar à vista marcou a máxima de R$5,2259 (+0,36%), para depois se aproximar novamente da estabilidade.
Como a decisão do Copom ocorrerá com o mercado fechado, após as 18h30, eventuais reações no câmbio ficarão para a quinta-feira. As apostas majoritárias dos agentes são de manutenção da Selic em 15% ao ano, mas todos estarão atentos ao comunicado do Copom, em busca de pistas sobre o encontro de março. Na B3, as opções de Copom precificavam na segunda-feira -- dado mais recente -- 36,00% de probabilidade de corte de 25 pontos-base da Selic em março, 34,50% de chance de redução de 50 pontos-base e 22,75% de possibilidade de manutenção.
O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos vem sendo apontado como um dos fatores para atração de investimentos ao país, conduzindo as cotações do dólar a patamares mais baixos. No exterior, às 17h17 o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,56%, a 96,445.
Ibovespa fecha em alta e renova recordes com Fed e Copom
O Ibovespa encerrou a quarta-feira em alta firme, renovando os recordes intradia e de fechamento, com a continuidade dos fluxos de capital estrangeiro para o país, em uma sessão onde os investidores tiveram como foco as decisões de juros do Federal Reserve e do Banco Central.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 1,46%, a 184.583,97 pontos, maior nível de fechamento, segundo dados preliminares. Na mínima, marcou 181.920,63 pontos e, na máxima, registrou 185.064,76 - maior nível intradia registrado na história do Ibovespa. O volume financeiro somava R$31,14 bilhões antes dos ajustes finais.
Wall Street fecha sem surpresas com Fed e à espera dos resultados dos gigantes tecnológicos
A Bolsa de Nova York fechou nesta quarta-feira (28) sem impulso, sem ser afetada pela decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) de manter suas taxas de juros, enquanto os investidores aguardam com expectativa os resultados trimestrais dos gigantes de tecnologia.
O Dow Jones subiu 0,02% e o Nasdaq avançou 0,17%. Depois de superar pela primeira vez em sua história o marco simbólico dos 7.000 pontos no início da sessão, o índice amplo S&P 500 recuou 0,01%.
"O mercado realmente não reagiu à decisão do Fed", disse à AFP Adam Sarhan, analista da 50 Park Investments.A maioria dos investidores já esperava que as taxas permanecessem em um intervalo entre 3,50% e 3,75%, após três cortes consecutivos no fim de 2025.
Com essa decisão, "o Fed demonstra confiança, não hesitação", afirmou Gina Bolvin, analista da Bolvin Wealth Management. O Fed explicou em comunicado que o crescimento nos Estados Unidos era "sólido", sugerindo assim que a economia não precisava de apoio adicional.De acordo com Bolvin, "os mercados interpretam isso como uma pausa estratégica, e não como uma mudança na política". Para Sarhan, os participantes do mercado estão focados na temporada de balanços."Após o fechamento de hoje e amanhã, muitas grandes empresas de tecnologia divulgarão seus resultados, o que pode ter um impacto muito mais forte no mercado do que a inação do Fed", antecipou o analista.
As bolsas da Europa fecharam na maioria em queda
Em Londres, o FTSE 100 fechou em baixa de 0,52%, a 10.154,43 pontos.
Em Frankfurt, o DAX caiu 0,20%, a 24.843,54 pontos.
Em Paris, o CAC 40 recuou 1,06%, a 8.066,68 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB teve queda de 0,66%, a 45.138,73 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 caiu 1,10%, a 17.607,60 pontos.
A exceção ocorreu em Lisboa, onde PSI 20 ganhou 0,11%, a 8.663,41 pontos,
Em Moscou, o MOEX Russia Index, teve alta de 0,18% a 2,786.32 pontos.
As bolsas da Ásia fecharam majoritariamente em alta
Em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 2,6%, aos 27.826,91 pontos,
Em Seul, o Kospi fechou em alta de 1,69%, a 5.170,81 pontos,
enquanto o Kosdaq subiu 4,7%, para 1.133,52 pontos.
O índice japonês Nikkei fechou estável, a 53.358,71 pontos.
O índice chinês Xangai Composto fechou com leve alta de 0,3%, aos a 4.151,24 pontos,
e o menos abrangente Shenzhen Composto ficou estável, a 2.718.05 pontos.
O Taiex, de Taiwan, ganhou 1,5%, aos 32.803,82 pontos.
Na Oceania, a bolsa australiana caiu e o índice S&P/ASX perdeu 0,09%, para 8.933,90 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve alta de 0,60% a 82.344,68 pontos.
Fontes: Reuters/Dow Jones Newswires.
